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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Virada de ano?

Esperando o tempo passar, para passar a dor, repensar a perda, perder a tristeza, para ganhar uma nova rotina, para o tempo de novo passar. Quem consegue fazer poesia numa hora dessas, é porque é um poeta de mão cheia mesmo.

Num piscar de olhos, a gente descobre, mais uma vez, que festa nenhuma é importante. Virada de ano? Babaquice. O que vira é só o calendário. A falta de bom senso da grande maioria vai ser a mesma. De algumas, até piora. Grande coisa beber e sair por ái dizendo: Feliz Ano Novo.

No dia seguinte, você descobre que a realidade é a mesma de ontem. Pior, constata que continua o mesmo de ontem, um pouquinho mais amargo.

Quem me dera que o dia de Ano Novo trouxesse de volta não a realidade de ontem, mas a realidade de 10 dias atrás. É isso!

sábado, 26 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Felicidade é uma escolha individual

É preciso estar pronto para enxergar a felicidade. A gente fica pensando em coisas desimportantes, em fazer discursos cheios de palavras difíceis, em fazer poses especiais para a foto, em escrever a poesia mais linda de todas. E a nossa felicidade mesmo não encontramos. Quem me dera ter aquele emprego, aquela TV, ser noiva daquele um, estar na casa de campo, beber aquele vinho e comer aquela mulher maravilhosa.
Cai fora, sai dessa!
Eu sinto a cada dia as coisas de forma muito mais fácil e simples. E sei bem que é a Ludmila estando bem, o meu trabalho construindo o dia a dia das pessoas, meus pais bem de saúde e minha família estando unida. Aí sim, eu posso trabalhar pelo melhor para minha cidade, para meus amigos, pro mundo em que vivo. Não adianta fazer discursos pra salvar a água, a Amazônia, os ursos polares e a onça pintada, e não saber preservar o amor dentro de você.
Por isso, quem se prepara para a ceia e os presentes, saiba cozinhar em banho maria, todos os dias, a paciência, a tolerância, a fraternidade,a solidariedade, e o respeito. Vai ser fácil distribuir sorrisos e dar abraços!
Feliz Natal é entender que é preciso estar vivo e pronto para perdoar, todo dia.

regina vilarinhos

domingo, 20 de dezembro de 2009

A gente não queria piscar

A gente pisca e o avião atinnge a torre.
A gente pisca e nasce o bebê.
A gente pisca e estamos em 2010.
A gente pisca e vamos ser sede da Copa.
A gente pisca e a tempestade desaba.
A gente pisca e o email tão esperado chega.
A gente pisca e nos roubam um beijo.
A gente pisca e ganha na loteria.
A gente pisca e aquela foto horrível alguém colocou no orkut.
A gente pisca e o Cielo já bateu recorde.
A gente pisca e já de manhã.
A gente pisca e o raio parte o céu.
A gente pisca e o carro vem correndo.
A gente pisca e o pai já caiu.
A gente não queria piscar e nem que o carro viesse.
A gente queria voltar o tempo e segurar a mão do pai.
A gente queria não deixar o pai atravessar a rua, nem de mão dada.
A gente quer que o pai volte a piscar.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Qual a função da poesia?

“El País: Qual é a função da poesia diante da crueldade do mundo?

Wislawa Szymborska: O mundo é cruel, porém merece também outras qualificações mais compassivas. Se fosse somente cruel não haveria mais ninguém aqui há muito tempo. Existiriam aqui e acolá alguns escombros e cresceriam algumas plantas. Plantas anônimas, porque não haveria ninguém para lhes dar nome.

poeta polonesa, 86 anos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Agora é sério!



Hérnia de disco, há oito anos. Eu tenho e você?

Gente, é sério. Isso atinge 90% da população brasileira. Hérnia, bico-de-papagaio, artrose, cervicalgia e outros nomes doidos e doídos.
Então, essa foto aí é show pra ilustrar como fazemos uso errado de nossa coluna. Depois de muita fisioterapia, RPG, corticóide, antiinflamatório, colar cervical e dores de cabeça, vou tentar um novo tratamento. Nada de cirurgia.
Vou fazer a nucleoplastia. Se a UNIMED deixar...
Dia 19 de dezembro, sem internação, sem sangue, só uma anestesia e uma agulha e fim da dor. Já li na internet sobre depoimentos de quem pratica esportes radicais depois disso.
Quem sabe não é minha chance de mudar de vida?
Depois disso, eu vou fazer muita ginástica, prometo.
E não é promessa de começo de ano novo, não.

Podem acreditar!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Escola Municipal Ceará






Depois de tanto tempo, vamos aos fatos: dia 02/12 fui na escola Ceará, convidada pela Elis Regina. Foi um dia sobre cultura de Volta Redonda, e eles fizeram exposições e tarefas com as crianças. E uma delas, era uma palavrinha minha com elas. De manhã e de tarde.
Foi muito legal. Deixo as fotos para vocês terem uma ideia. Mais de 100 crianças e eu lá falando pra elas sbre poesia.Muito gostoso!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA - ecos

Está repercutindo a Conferência de Volta Redonda. Leiam o artigo do Carlos Henrique, o baiano, no site cultura e mercado.





abraços
regina

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Museu Nacional da Língua Portuguesa





Então, falar do Museu é ser redundante, tantas as descrições que vocês já devem ter visto por aí. Mas a experiência da projeção de imagens e leituras de poesias é indescritível. Só indo até lá e sentindo. Lindo é pouco, mas encantadora é tudo! Essas amostras são um resumo do que eu senti, tanto no poema do Pessoa, na voz de Bethânia, quanto ao texto de Lobtato, narrado por Carolina Oliveira. A definição simples e direta da vida!
Assim como deve realmente ser!

regina vilarinhos

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A dor do pai que quer solidariedade

Eu ia publicar um texto sobre minha ida à São Paulo, que foi tudo muito legal. Mas hoje cedo, eu recebi este email do Luiz Fernando Prôa, que mantém o site www.almadepoeta.com, onde publico poemas. O Prôa é um cara que conheço batalhador, afável, sempre pronto para divulgar e apoiar a cultura de nossa gente. E hoje enfrenta esse desafio, atravessa a barreira da hiprocrisia e nos lança seu grito. Vamos à ele:

Caros amigos, os antigos e os que chegaram agora,

Gostaria de agradecer o apoio de todos numa hora tão difícil como esta. Precisou acontecer um fato chocante, um abalo que não atingiu apenas as famílias envolvidas, para que a sociedade se mostrasse perplexa e comovida perante a tragédia diária que vivemos em todos os cantos do país. Não tive tempo para acompanhar nada do que saiu nos noticiários, mas, segundo ouço falar, há um clima de indignação generalizado. O acontecimento lamentável do sábado, dia 24 de outubro (quando meu filho viciado em crack matou a amiga que tentava ajudá-lo a largar as drogas), fez emergir questões difíceis do dia-a-dia, que todos nós enfrentamos e já não aguentamos. Vocês não me verão mais lamentando os eventos que passaram, isso agora fica na minha esfera pessoal. Só me interessa olhar para frente e fazer alguma coisa.

Dentro dessas questões, o crack é um deles. De uma cracolândia em São Paulo se multiplicaram centenas pelo país. Daqui a um ano serão milhares! A cola de sapateiro foi substituída pela pedra maldita, o consumo disseminado entre todas as classes e o combate intensificado contra o crime organizado transformou o Rio de Janeiro num teatro de guerra, perdida, e que será maquiado para as Olimpíadas de 2016. Mas essa guerra não é só aqui, está espalhada e em expansão por todas as capitais, periferias e áreas pobres principalmente, no interior e nas cidades de fronteira.

O poder público, apesar da boa vontade de alguns setores, se mostra incapaz de deter a marcha vertiginosa das coisas. Há dinheiro para o FMI, para submarino nuclear, para aviões militares sofisticados, para Angra 3 e até para o Haiti, mas o que vemos aqui é a estrutura complemente falida, seja na área da saúde, da segurança pública, na defesa do meio ambiente, apesar dos esforços valorosos do ministro Carlos Minc, e em outras áreas.

Não podemos continuar a ser esmagados e acuados pela falta de recursos, pelo poderio de grandes grupos econômicos, como o setor privado de saúde e a poderosa indústria da bebida, que sabemos ser uma droga pesada, apesar de lícita. Dois exemplos são emblemáticos. O primeiro é a aliciação através da propaganda de cervejas e similares sem nenhum controle, em nome da democracia – a deles, é claro – e do direito de informação. Chega a me doer ver atletas se prestando a isso, por dinheiro. A segunda é pessoal. Passando mal na sexta, final da tarde, fui até uma clínica em Laranjeiras, a mesma em que morreu a Cássia Eller, e que agora mudou de nome. Com a emergência aparentemente vazia, duas pessoas apenas na minha frente, esperei no mínimo uma hora e quarenta para ser atendido, ainda tendo que aturar a cara de nojo que a médica plantonista me lançou, quando com educação reclamei com a enfermeira sobre a demora. Mas meu caso não era de emergência, apenas uma dor profunda no coração, um possível enfartezinho qualquer. Saí de lá indignado e me dirigi a outra clínica, com um pique de pressão que poderia ter consequências graves. Por sorte fui atendido prontamente por lá. Isso em plena zona sul do Rio e com um cidadão comum que, naquela semana, havia se tornado assunto corriqueiro até no exterior.

Esta semana foi a pior que já tive na vida! Contudo, houve fatos positivos e que me surpreenderam. A imprensa, muitas vezes criticada, teve um papel importantíssimo neste debate que se desenrolou, cobrando das autoridades ação. A população a “cada esquina” debateu entre si a sua indignação. Os que têm alguma voz na mídia se pronunciaram. E até um pai ousou falar em humanidade.

Por isso me dirijo aos amigos e aos inconformados com este estado de coisas, para agradecer e alertar.

A imprensa e as pessoas comuns seguraram em minhas mãos nestes dias, mas nenhuma autoridade se dirigiu a mim nem me ofereceu qualquer apoio, não sei se por falta de jeito ou com o intuito de não querer ouvir alguém que grita em seu ouvido.

Não posso gritar sozinho. É muito fácil tirar de cena quem aponta o dedo para setores tão poderosos. Mas se formos milhões a gritar, a apontar o dedo, a coisa fica bem diferente.

Alguns gestos que tenho recebido – centenas de e-mails, scraps e depoimentos pelo orkut – têm me comovido: relatos de famílias desesperadas e até uma comunidade no referido orkut chamada Poemas à Flor da Pele, que criou um movimento em apoio a meu grito.

No domingo que vem, dia 8 de novembro, às 14 horas, mesmo que não apareça ninguém, irei caminhar na praia de Copacabana dizendo não à hipocrisia, à falta de ética, ao descaso e à propaganda de bebidas na tevê. O convite está feito, gostaria muito de ver por lá cidadãos decentes e entidades como o Viva Rio, o grupo Basta, membros do Crack Nem Pensar, Movimento pela Ética na Política, ecologistas e quem mais quiser aderir.

Não pretendo me promover nem me candidatar a nada. Estou muito feliz sendo escritor e promotor de cultura na Internet. Tenho certeza de que ninguém gostaria de estar na minha pele neste momento. Mas não vou me omitir. Saí do armário e espero que outros façam o mesmo.

Chega de hipocrisia! Precisamos de ação, paz e um pouco de HUMANIDADE!

Obrigado!Luiz Fernando Prôa

Peço que divulguem em suas listas este grito! E quem quiser promova manifestações deste tipo em sua cidade!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

No Diário do Vale de Hoje

COnfiram no link a matéria feita no Diário do Vale, jornal aqui de Volta Redonda.


http://diariodovale.uol.com.br/noticias/3,12085.html

Desculpem a ausência,mas a gastrite e a dor de cabeça não têm sido fáceis.
abraço

regina vilarinhos

terça-feira, 27 de outubro de 2009

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA

Dia 30 e 31 próximos acontece a I Confêrencia de Cultura de Volta Redonda. Bom? Tomara que sim. Segue abaixo a programação, que me foi enviada pelo Prof Fábio, e mais comentários também no blog Palavra Náufraga, que tem o link aí do lado.
É importante a presença das pessoas que fazem, praticam,lutam, absorvem, criam, respiram, resgatam, frequentam cultura em nossa cidade estejam por lá. Abraços


PROGRAMAÇÃO
Dia 30 de outubro (sexta-feira)
• 14h – Credenciamento;
• 16h – Sessão solene de abertura;
• 16h45min – Apresentações culturais;
• 17h15min – Plenária de aprovação do Regimento Interno;
• 18h45min – Apresentação dos Temas “Cultura, Diversidade, Cidadania e
Desenvolvimento” através dos cinco eixos temáticos da II Conferência Nacional de
Cultura:
- Produção simbólica e diversidade cultural;
- Cultura, cidade e cidadania;
- Cultura e desenvolvimento sustentável;
- Cultura e economia criativa;
- Gestão e institucionalidade da cultura.
• 19h45min – Debate.

Dia 31 de outubro (sábado)
• 8h – Café da manhã;
• 8h30min – Divisão dos grupos temáticos e trabalhos em grupos;
• 12h – Almoço;
• 13h30min – Instalação da plenária (apresentação das propostas);
• 15h30min – Escolha dos Delegados para Conferência Estadual;
• 17h – Sessão de encerramento.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

DIA MUNDIAL DO ESCRITOR

Hoje, 13 de outubro, é o Dia Mundial do Escritor. E o site blocosonline está lançando a 9ª Antologia Saciedade dos Poetas Vivos, com a participação de 20 poetas, inclusive esta que vos escreve nesta página.

Visitem o link, apreciem os poemas sobre as 4 Estações de poetas de todo o Brasil.
Fiquei muito feliz por esse convite.
Abraços e flores

http://www.blocosonline.com.br/home/index.php

regina

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Na savana

NA SAVANA


O morrer e renascer fazem parte da grandeza de amar. Só conseguimos enxergar isso porque amamos demais, tudo em nós cheira a amor e quer amor. Por isso, a frase "Eu sou poeta e não aprendi a amar", é tão verdadeira. Nós não aprendemos a amar. Aprendemos a querer amar. Precisamos amar alguém ou algo ou tudo ao mesmo tempo. Pois esta intensidade só nos faz acreditar que estamos vivendo um dia após o outro, sem prestar atenção na qualidade de nosso amor por nós mesmas.

Quando chega o nosso homem, objeto do nosso amor do momento, nós somos um bichinho frágil. Quando ele parte, nós viramos onça e caçamos nossa presa. Parece que é tudo um jogo. E no final da caçada, os restos de nós mesmas ficam espalhados na savana. Não foi a presa que se feriu. Fomos nós. Os abutres nos rodeiam, fantasiados de pássaros lindos, esperando o último suspiro, que não sai. Curamos sozinhas nossas feridas.

E, claudicando, ofegando e nos lavando na água de nossas lágrimas, nosso olhar em volta acredita que temos amor de novo e podemos recomeçar a viver. Parece dramático, fim de mundo. Mas é assim.

Nos poucos momentos felizes que guardamos de cada um deles, vamos fazendo um tour em nós mesmas, em nossas savanas, preparando novas armas para o ataque e se esquecendo de aprender a defesa.

regina vilarinhos

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Festival

Ter-te boca a boca
faz de mim
uma ciranda
sentir-te braço a braço
dança em mim
um tango
ninar-te
sonho a sonho
doma em mim
um rock.
Aqui em casa
tem a roda,
a rosa
e a guitarra.

regina vilarinhos

domingo, 13 de setembro de 2009

DECLARAÇÃO

Declaro, para todos os fins, e a quem interessar possa que:

Eu não sou massa de manobra, não vou pra onde o vento me leva, nem sou farinha de um mesmo saco, que nem sei onde está sendo armazenado.

Declaro, ainda, que nada nesse mundo vale a pena, deixem as aves em paz, pois elas não são bode expiatório de ninguém. Assuma a sua pena e viva em paz com sua consciência, oras!

Declaro que não sou perfeita: votei errado, atraso pagamento, vejo filme pirata, ouço música em mp3, e que, pra compensar, faço um ovo frito como ninguém.

Declaro que tenho lido pouco, que não li todos os clássicos, mas que não menti que amo todos eles...

Declaro, em regime de urgência, que preciso cuidar de mim, fazer caminhada e emagrecer. Eu sei que vivo adiando esse dia e quem sabe, na segunda-feira próxima eu começo.

Declaro, para meus amigos em especial, que preciso deles, que choro sozinha à noite, que nada me tira da cabeça que vocês me acham uma chata, mas, f., eu sou mesmo assim e quem gosta de mim já sabe.

Declaro que rock, mpb, cerveja muito gelada e gente feliz me fazem bem.

Declaro que vim ao mundo com um propósito, que preciso realizar meu sonho e que se Deus ainda quer, estou viva sim Senhor!

Declaro para todos os fins que poesia é o inteiro de minha vida, a metade que me completa, a força que me sustenta e que, um dia, ainda vou para Pasárgada para tomar posse de meu reinado.

Por ser verdade, firmo o presente em quantas vias se façam necessárias.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cooperifa

Esta entrevista está dividida em 8 partes, e colquei só a primeira aí. Vejam tudo porque o Sergio Vaz é um guerreiro.

http://www.youtube.com/watch?v=f8NP9c4Fdx4

"Eu não tenho ódio, eu tenho amor. Amor por uma causa." Sérgio Vaz

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dias de reflexão - Alianças

Estou pensando muito nos últimos dias. E por esses pensamentos estou indo a lugares diferentes. Minha escrita anda tão distante de mim...e não consigo escrever como antes. Penso, penso, penso...
Me deparei com situações muito novas, como o fato de dar aulas, que me deu a experiência de sentir bem de perto como tem gente que discrimina, que exclui, que faz do seu trabalho como educador uma ferramenta de valorizar seu ego. Mas, por outro lado, também me deu um universo lindo de pessoas e convivências ótimas, sem contar no carinho que recebi e continuo recebendo de meus alunos. Estes, vão continuar meus alunos por toda vida. Os outros...bem os outros são os outros.

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena", dizia Fernando Pessoa. E completo com o texto que recebi por email hoje cedinho:

Aliança é um pacto, um acordo entre duas ou mais pessoas, que não pode ser desfeito por uma das partes isoladamente. Quando se trata de aliança "consigo mesmo" - embora não sejam duas pessoas - é o firme propósito de viver neste ou naquele propósito.
Por isto Jesus disse:Ninguém consegue servir a dois senhores ao mesmo tempo, pois agradará um e magoará o outro.
Algumas alianças:
ALIANÇA COM MEUS LÁBIOS, que significa falar a verdade sempre, mesmo que nos custe caro, que nos seja prejudicial.
Precisamos tomar cuidado com as chamadas "meias verdades" que são igualmente mentiras. Jesus foi enfático em seu ensino: "Seja o seu sim, sim, e o seu não, não; o que passar disso vem do Maligno."
ALIANÇA COM MEUS PENSAMENTOS:Devemos exercer vigilância constante sobre nossos pensamentos, que muitas vezes vagueiam e podem nos levar a cometer graves falhas.
Irmão, irmã, procure pensar bem sobre as pessoas, dê-lhes um crédito de confiança! Será que todo mundo não é de confiança ou não presta ?!
ALIANÇA COM MEUS OUVIDOS,: que significa selecionar o que ouvimos no dia-a-dia...Nossos ouvidos são portas importantes para recebermos bênção ou de maldição e, por isso, temos que exercer vigilância constante. Faça uma revisão nas músicas que você tem ouvido.
ALIANÇA COM MEU CORAÇÃO: Fazer aliança com o próprio coração é desenvolver atitudes de amor para com Deus e Sua Palavra, com nossa família, nossos semelhantes, e com as pessoas que estão à nossa volta, nosso próximo.
e por fim ALIANÇA COM DEUS: A aliança com Cristo significa a operação da Graça de Deus na vida de todos nós.
Porei minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração.
Concluindo, amigos, quer queiramos, quer não, todo homem faz parte de uma aliança, de um acordo.
(Pr. Ageo Silva)


regina vilarinhos - professora de Língua Portuguesa e Literatura

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

IR À LUTA!

"Tem gente que tem um trato com o fracasso.
Explicação para tudo, seja no passado ou no futuro. Literatura e exemplos para justificar as razões de não conseguir libertar-se das amarras, ver o fundo do abismo sem vertigem.
A gente pode usar todas essas coisas para se desculpar em discurso, mas para gente a desculpa não cola. E mesmo que temos como exemplo um passado infeliz, de nada vale para justificar. Porque nada está como era, nem no próximo mês, na próxima semana, na próxima hora. Nada será como está nos próximos quinze minutos. Passou. A vida é essa. Agora.
Tudo o que existe na vida da gente que nos desculpa também nos atrasa.
Viver é saber o momento certo de pegar a onda. Nem antes nem depois, na hora.
Ser feliz é o trato com as suas idéias, aprendendo, enriquecendo assimilando a razão do outro. Tanto faz. Nem obrigatoriamente negro. Nem necessariamente branco. Somente ser feliz. Nem só homem, nem apenas mulher - gente, da melhor qualidade. Com todos os certificados e garantias.
Uma coisa é mais do que certa: é completamente estúpido se ver pelo retorno dos outros. Se for assim, não seremos nem mais nem menos do que o resultado do grupo. Se fosse assim, não existiria história, nem talentos, nem diferenças.
E se não existissem diferenças, não existiriam matizes nem cores. Se não fosse a diferença, não existiria nada. Por isso, é melhor se orgulhar das suas diferenças do que do seu comum. Observe seu interior e use a peneira social, o que sobrar, temperar, essa é sua diferença

(YARA REGINA-Revista Raça.)"


bom feriado a vocês...

regina

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Em caráter irrevogável


Em caráter irrevogável, eu hoje não quero roubar, corromper, mentir barato, bater em cachorro morto, passar trote pra ninguém.

Em caráter irrevogável eu não quero desacreditar nos meus eleitos, nos caras que eu conheço de perto, no ponto de vista de quem sabe como é difícil acreditar em idealismos. Em caráter irrevogável, eu não quero acreditar que é tudo farinha do mesmo saco.

Em caráter irrevogável, eu não quero ouvir pagode, funk, pancadão, música axé, nem hoje, nem amanhã, nem depois de amanhã.

Em caráter irrevogável, eu hoje não quero ouvir nem ler noticiário político, eu hoje não quero ficar lendo tolices no twitter, eu hoje não quero pensar que somos todos idiotas.

Em caráter irrevogável, eu não leio mais artigo de gente que se delicia em fazer da acidez seu alimento diário. Eu não quero ler artigo de quem se julga entender daquilo que não entende, começando sua fala mais apurada com "essa juventude de hoje" ou "o jovem não sabe o que quer".


Em caráeter irrevogável, eu quero estar bem perto da minha família, aquela mesma de sangue. Eu quero saber que meus amigos são bons, mas quem sabe de mim mesmo é minha mãe e meu pai.

Em caráter irrevogável, eu quero estar bem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Sina

Isso foi em janeiro


No Cube do Ibama, cachoeira do Pinho


Eu e meu amigo Olavo, 27 anos depois!


Em algum lugar dentro de ti
Ficou guardado meu cheiro.
Em algum lugar dentro de mim
Ficou marcado o teu segredo.
Em algum lugar dentro de nós
Ficará selado o nosso tempero.

Eu não aguento mais ouvir falar de gripe, de Sarney, de crise...não, não é uma alienação, é uma necessidade falar e viver coisas boas. Meu Universo me faz pensar assim, e é assim que vou fazer. Postar por postar não quero, mas sei que meus poemas ficam coçando na mente e nos dedos.

Gente, anda difícil postar. Muita correria. Tem gente que escreve compulsivamente, tem gente que acorda escrevendo. Sei que é um momento que vai passar e tenho feito outras coisas muito legais que me dão alegria, além de conseguir guardar em meus olhos visões, amigos, lugares, frases e olhares que são pura poesia.

Por isso, repito esse poema. Por isso, vou de novo para Passa Quatro no fim de semana e sim, lá eu tenho certeza que a inspiração volta. Amo esse lugar, assim como amo Paraty!
Passa Quatro foi meu passado adolescente e 27 anos depois, tudo voltou. Não é lindo isso? Queria muito levar todos vocês (meus 3 leitores???) comigo lá um dia.
Minha paz, minha força e meu bem estar tem vindo de lá! É isso!


Márcia e eu- minha mais nova irmã!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Silêncio

I - Da voz

Quebrei a voz no portal da tua boca.
Engoli vento.
Sangue, logo depois.

Deus, que dia eu posso ir buscar
a palavra de volta?
o ar, de volta?
a veia, de volta?

Por motivos alheios,
tua liga não foi atendida.
Por favor, tente mais,
tente tarde,
tecle 1, tecle 2...
tecle asterisco.

II - Da boca

Ela vem grande e come,
engole e cospe.
Nada, nenhuma palavra
mata a sua fome.

III - Do ar

Luzes, bússola, mapa,
danger: melhor não pisar!
Sufocar você
me dá falta de ar!


regina vilarinhos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vilarinhos - Família de Escritoras






Pois é. Está no sangue. Mais uma da família, e dando entrevista no Prosa On-Line. Sem comentários. Lúcia Vilarinhos no link: http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/27/os-sertoes-no-mapa-literario-brasileiro-208767.asp

"FALE A PALAVRA LIVRO, PRESIDENTE!"

Do blog de Affonso Romano de Sant´anna

Leio todos os dias. E ele postou um comentário sobre o presidente Lula, no lançamento do Vale Cultura, em São Paulo. Vale a pena confeir.


Fale "livro", presidente!"


regina vilarinhos

sábado, 25 de julho de 2009

Millôr Fernandes

Do Millôr hoje, no twitter...


Certos escritores se pretendem eternos e são apenas intermináveis.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

AINDA A FLIP

Urgente! Para todos os que desejam um BRASIL LITERÀRIO, leitura e incentivo e políticas e tudo o mais para a LEITURA. Vamos assinar o Manifesto Literário, movimento que começou na FLIP 2009. Leiam mais:

A leitura literária é um direito de todos e que ainda não está escrito. O sujeito anseia por conhecimentos e possui a necessidade de estender suas intuições criadoras aos espaços em que convive. Compreendendo a literatura como capaz de abrir um diálogo subjetivo entre o leitor e a obra, entre o vivido e o sonhado, entre o conhecido e o ainda por conhecer; considerando que este diálogo das diferenças – inerente à literatura – nos confirma como redes de relações; reconhecendo que a maleabilidade do pensamento concorre para a construção de novos desafios para a sociedade; afirmando que a literatura, pela sua configuração, acolhe a todos e concorre para o exercício de um pensamento crítico, ágil e inventivo; compreendendo que a metáfora literária abriga as experiências do leitor e não ignora suas singularidades, que as instituições em pauta confirmam como essencial para o País a concretização de tal projeto.


Para assinar http://www.brasilliterario.org.br/

terça-feira, 21 de julho de 2009

Poeart - Concurso Nacional de Literatura 2009

Recebi agorinha o email do Jean Carlo, e publico aí embaixo o regulamento do concurso que ele realiza todos os anos em Volta Redonda.

Sucesso ao Jean!

III Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2009
Inscrições de 15 de JULHO a 31 de SETEMBRO de 2009
(Preferencialmente pela INTERNET ou pelos Correios)

A PoeArt Editora institui o III Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2009 (depois do sucesso dos dois primeiros), para premiar autores de ambos os sexos, maiores de dezoito anos, amadores ou profissionais, somente residentes no país, na categoria: Poesia, em língua portuguesa, tendo como objetivo principal a descoberta de novos autores e o intercâmbio cultural entre os participantes.

Inscrições: Será cobrada uma taxa de inscrição no valor de R$ 25,00 (vinte reais), podendo inscrever até dez poesias por meio de depósito bancário em favor de Jean Carlos da Silva Gomes, Conta Poupança: 197152222 – Agência: 0352 – Banco Real.

Ao efetuar a sua inscrição, o autor estará concordando com as regras do Concurso, e, se selecionado, autorizando a publicação dos trabalhos no livro Vozes de Aço – V Antologia Poética de Diversos Autores – 2010. Em caso de cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral, será responsabilizado judicialmente.

Tema e Apresentação:
- O tema é livre.
- Cada autor poderá inscrever de uma a dez poesias (versos livres ou poema com forma fixa), cada uma em uma página, inéditas ou não, máximo de até 30 versos cada, fonte Times New Roman, corpo 12, digitadas somente em um dos lados da folha, onde deverá constar o título de cada poesia. Não é necessário pseudônimo.
- Uma via de cada trabalho, no mesmo envelope, mais um CD com as poesias gravadas e uma foto de perfil recente em alta resolução.
- Em anexo um envelope menor, lacrado, sem qualquer identificação do lado de fora, contendo:
- Nome completo, nº do RG, nome do concurso, títulos dos trabalhos, endereço completo, dados biográficos
(no máximo dez linhas), telefone e e-mail.

- As obras que chegarem sem esses dados não serão consideradas inscritas.
- Todos os trabalhos enviados (selecionados ou não) serão incinerados, após a divulgação do resultado.

Forma de Inscrição:
As obras deverão ser enviadas (preferencialmente pela INTERNET para: poearteditora@gmail.com) ou pelos correios, juntamente com o comprovante original do depósito, para: PoeArt Editora: Caixa Postal: 83967 – Cep: 27255-970 – Volta Redonda – RJ.
Premiação:

Os cinco melhores poemas serão publicados sem qualquer ônus no livro Vozes de Aço – V Antologia Poética de Diversos Autores – 2010, e cada um dos cinco autores premiados receberá 5 exemplares da obra pelos direitos autorais.

A partir do 6º trabalho selecionado, os autores serão convidados a participar do livro pelo sistema de cooperativismo.

Jean Carlos Gomes / Organizador e Editor Contatos: 24 - 9993-0615 | E-mail: jean_carllo@yahoo.com.br
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/jeancarllo
http://www.overmundo.com.br/agenda/iii-concurso-nacional-poeart-de-literatura-2009
http://clevanepessoa.net.blog.php

Ciranda de poesia




A Ciranda de Poesia acontece todos os anos, em frente à igreja, comandada pelo Poesia Simplesmente, do Rio de Janeiro. E nós passamos por lá também, todos os anos.
Respondendo aos posts anteriores, foi criado um canal flip no Youtube, quem comandava as transmissões pela internet era o Marcelo Tass, que entrou de cabeça na FLIP desde 2006.
Quanto aso cartéis hoteleiros, eles aconteceram sim, mas teve muita pousada que não conseguiu 100% de ocupação, por conta da gripe e dos preços. Sábado à noite, depois de 11hs, a praça estava vazia, em comparação ao ano passado. Quem bombou a FLIp foi mesmo o Chico.
Sobre o Chico, eu falo em outro post, tem uma historinha da Ludmila pra contar.

regina vilarinhos

domingo, 19 de julho de 2009

Crachá e o nome



Este era o crachá da oficina. Sem querer ser chata, mas precisava mudar meu nme? Eu me inscrevi como Regina Vilarinhos.Coisas da burocracia.

regina vilarinhos

sábado, 18 de julho de 2009

"Por uma FLIP mais free!"

Como falei no post anterior, a FLIP teve de tudo este ano. Até livros e material de divulgação apreendidos. Estou postando aqui o email que recebi do Ovídio, coordenador da OFF, sobre o que aconteceu por lá e a repercussão.

Logo abaixo, o comentário do poeta Chacal.

Caros amigos,


Gostaria de tecer alguns esclarecimentos sobre a minha intervenção e dos demais organizadores da OFF FLIP diante do ato medieval e insano de apreensão de livros em Paraty durante a última FLIP.


1- Na quinta pela manhã (2 de julho), algumas pessoas da nossa equipe foram abordadas por fiscais da prefeitura e da FLIP exigindo que parassem de distribuir material de divulgação que continha parte de nossa programação. Ciente do fato, fui à Casa da Cultura conversar com Bernardete (relações institucionais da FLIP) e assim que a abordei ela recebeu pelo walk-talkie ligação da Casa Azul (organizadora da FLIP) pedindo para falar com alguém da coordenação da OFF FLIP sobre o ocorrido. A pessoa que ligou informou que se tratava de um equívoco e que a OFF FLIP estava “autorizada” a divulgar o material. Respondi que não precisávamos de autorização para fazê-lo e que equívoco era pensar que alguém precisasse de autorização para distribuir material de divulgação literária nas ruas (o que aliás sempre ocorreu durante as edições anteriores da FLIP).


2- Pouco tempo depois, estava na base da OFF FLIP (não temos sede) quando integrantes do coletivo Poesia Maloqueirista (Berimba de Jesus e Pedro Tostes) vieram me procurar para informar que 16 livros deles tinham sido apreendidos por um fiscal da prefeitura. Imediatamente fui procurar por Mauro Munhoz, diretor da Casa Azul, que naquele momento estava em reunião com representantes de comunidades quilombolas, indígenas, caiçaras e artesãos discutindo o encaminhamento da manifestação que ocorreria na cidade. A reunião estava bastante acalorada e disse aos Maloqueiristas que iria conversar com o Mauro assim que a reunião terminasse. Logo em seguida, Alexandre Malachias (escritor e advogado) tirou duas fotos com Pedro Tostes expondo o auto de apreensão medieval (as fotos estão anexas) e se ofereceu para impetrar mandado de segurança contra a prefeitura e ação indenizatória por constrangimento e danos morais, tendo dado aos companheiros do coletivo o seu cartão.


3- Como a reunião se estendia, achei melhor não interromper e chamei uma das pessoas presentes (Bernardete – relações institucionais da FLIP) para conversarmos sobre a apreensão dos livros, ato nunca ocorrido nas edições anteriores da FLIP e sob todos os aspectos inadmissível. Na conversa que tivemos, informei que os Maloqueiristas estavam na programação da OFF FLIP e pedi que fosse passado um rádio para todos os fiscais para que deixassem os nossos autores em paz. Imediatamente ela ligou para Didito Torres (coordenador de produção da FLIP) solicitando que fosse transmitida a informação. O diálogo que se seguiu entre mim e Bernardete teve ares surrealistas: perguntado como os autores da OFF FLIP seriam “identificados”, disse que na verdade qualquer autor tinha a liberdade de divulgar seu trabalho, fosse ou não autor convidado da OFF FLIP, mas se pairasse “alguma dúvida” bastava os fiscais olharem a programação da OFF que ali estariam os nomes dos cerca de 80 autores que reunimos este ano. Ironicamente, adverti que depois que o material havia sido encaminhado à gráfica mais alguns autores ingressaram na programação e os fiscais teriam “dificuldade” de achar o nome deles no nosso jornal. A resposta foi kafkiana: e se fosse colocado um crachá de identificação nos autores? Respondi que Chacal, Plínio Marcos e tantos outros nomes que fizeram e ainda fazem a literatura brasileira nunca usaram crachá ou coisa parecida.


4- Na sexta, final da tarde, corria nas ruas a notícia de que o ato insano fora revogado – o que deve ser atribuído à intervenção conjunta de vários escritores e de várias pessoas identificadas com as liberdades públicas, entre as quais integrantes da coordenação da OFF FLIP. Intercedemos junto à Casa Azul e também junto ao gabinete da prefeitura, além de procurarmos a imprensa nacional denunciando o fato. Em todas as mesas da programação literária da OFF FLIP condenei o ocorrido, inclusive na quinta à noite durante a Conversa de Botequim no Dinho’s Bar, onde estiveram presentes em intervenção musical e poética os Maloqueiristas e também Rodrigo Ciríaco (integrante da Cooperifa que também sofreu apreensão de seus livros).


5- Na sexta de manhã, dei entrevista à Rádio MEC (retransmitida para 11 emissoras) e repudiei o ocorrido, lembrando que a literatura nasceu em torno da fogueira nas sociedades comunitárias e que morrerá no dia em que for afastada das ruas. Ao final da entrevista, sugeri à emissora que fizesse uma matéria com Pedro Tostes, um dos atingidos pela apreensão (a entrevista aconteceu no mesmo dia à tarde).


6- No sábado pela manhã, em entrevista ao Caderno B do Jornal do Brasil, reunimos na mesma mesa o coletivo Poesia Maloqueirista, Laura Bacellar (Editora Malagueta - SP) e Rodrigo Rosp (Não-Editora – RS) para falarmos sobre editoras alternativas, entre as quais o Selo OFF FLIP. O tema da apreensão veio à tona e ao final da entrevista os jornalistas presentes colheram depoimento de Pedro Tostes sobre o ocorrido. A Casa Azul e a prefeitura foram consultadas para oferecer a sua versão e a matéria foi publicada no dia 7 de julho. Na matéria citada, a responsabilidade pela apreensão dos livros foi atribuída ao Iphan. Triste pátria a nossa onde a presença de poetas mangueando livros na rua agride o patrimônio histórico. Os curumins pedindo esmola no centro histórico é coisa que não incomoda – estão perfeitamente integrados à paisagem e ninguém se importa com eles. São como os camponeses de Juan Rulfo ignorados pelo olhar dos latifundiários.


A OFF FLIP segue sendo um desdobramento necessário da própria FLIP e sobretudo um evento paralelo, alternativo, independente e complementar em relação à festa literária internacional. Nos últimos anos, reunimos centenas de escritores em nossa programação literária, além de termos criado um prêmio literário e um selo editorial, sem falar que este ano iniciamos um programa de bolsas de criação literária em parceria com a FLIPORTO. Isso a OFF FLIP vem fazendo com uma equipe pequena e em meio a dificuldades de toda sorte, sem perder a sua marca de origem ligada às manifestações culturais locais e acolhendo manifestações artísticas de todo o Brasil e também do exterior.

Um abraço a todos,

Ovídio Poli Junior
escritor, editor do Selo OFF FLIP,
organizador da programação literária da OFF FLIP,
coordenador do Prêmio OFF FLIP de Literatura


Texto de Chacal:

polêmica prolifera entre o over e o underground em confronto em Paraty. Esse ano não fui. Tinha mais o que fazer. Mas devo reconhecer que a FLIP é um achado. Num país de poucas letras, o sucesso desta festa é um glorioso mistério a ser reconhecido. E com a cidade colonial cheia de "amantes da literatura", a rapaziada também quer tirar sua onda e vender seu peixe. Nada mais justo. Eu que já vivi os dois lados da moeda, acho que uma das melhores coisas da FLIP é encontrar bicho de pena, seja ele pavão, albatroz ou galo de briga. Acontece que esse ano, a direção da FLIP resolveu reprimir a rapaziada, que batalha para fazer seu livro e lá vender para se tornar famoso e ficar riquíssimo ou apenas para pagar a viagem. Isso se chama reserva de mercado ou, quem sabe lá, excesso de assepsia social. Para não dizer limpeza étnica porque proibiram também as comunidades indígenas e quilombolas de vender seu artesanato, de um colorido humano magnífico. Essa feira, esse bazar de tantas almas é que faz a festa ficar boa. Mas a direção da FLIP quer que aqueles consumidores de qualquer coisa que a mídia indique, seja só dela e de mais ninguém. Se insistirem em boicotar e reprimir nossos funâmbulos, nossos líricos delirantes, os baluartes da literarrua, a FLIP se tornará um jogo de cartas marcadas, fabricada pelas editoras e pela mídia para gáudio da burguesia imperial engalanada e da triste academia beletrista. Imagino que desse jeito, em breve para entrar na cidade, durante a FLIP, teremos que pagar ingresso e passar por uma revista digna de aeroporto americano. Mas isso não dará o resultado esperado. Paraty é terra de pirata que dá um papagaio pra não entrar numa briga. E uma cáfila para invadir sua praia. Por uma Flip mais free. Falei e fui.


Pois é, na noite de quinta, também no Bar do Dinho, eu também registrei minha indignação pelos fatos, pois somos uma democracia ou não?
Vi uma Parati diferente de todos os anos que já fui lá.

Ainda tenho mais pra contar. A magia, às vezes, falha.

regina vilarinhos

Parati - FLIP - OFF FLIP e magia



Parati foi uma torrente de acontecimentos e emoções. Mesmo com a chuva, com friozinho, e com os problemas de estrura de sempre (restaurantes cheios, comida cara, cerveja cara, falta gente pra dar informações precisas), sempre vale a pena. Eu nem sei por onde começar ou que contar pra vocês.
A oficina de poesia foi fascinante, com o Carlito Azevedo porque Paulo Henriques Brito não pode ir. Conheci poetas de todo o Brasil, inclusive uma inglesa que mora na Bahia, a Sarah Rebeca. Linda, doce e muito inteligente. Além dela, conheci pessoalmente o Raimundo de Moraes, que já acompanhava pela net.
Conheci também o coordenador do Corujão da Poesia, mas ele estava na pressa e nem falamos direito.
Eu descobri que tenho muito o que aprender com todos eles, e de agora em diante, tenho mais oficinas para participar. Não é que eu esteja escrevendo errado ou que sou menos poeta, é que é muito bom estar entre nossos pares. Difícil explicar, só vivendo a experiência.
Esse ano foi marcante para mim. Os encontros com o pessoal da OFF FLIP é bárbaro a cada ano que passa. A equipe toda sempre carinhosa e as meninas me deixaram emocionadas quando as reencontrei: Luiza, Luara, Vanda e Marília. Claro, o Ovídio e a Olga são sem comentários. Estamos com novidades e depois de agosto eu conto.

Foram mais de 70 autores na OFF, com mesas e palestras ótimas. Ouvi tudo que podia sobre Bandeira e poesia. Poetas da FLIPORTO, que fizeram a parceira com a OFF.
Eu volto com mais notícias depois. Abraços

regina vilarinhos

quinta-feira, 16 de julho de 2009

De volta, aos poucos

Por incrível que pareça, eu não desisti do blog, não.
E que depois de Parati, como ainda estva de férias,eu tive que usar uma rotina que não estou acostumada; ficar à toa, ou quase...
Sem internet, sem computador, parti para cuidar de minhas caminhadas na cidade, fazendo visitas aos meus amigos médicos e médicas. Confesso que não era bem isso que tinha em mente, mas a cervical deu sinal de vida, ou melhor, de zumbido e entregeui-me à buscar soluções.
A principal delas é sair da tela branca e soltar o pescoço. Depois, alongamentos, alguns remedinhos, e finalmente, assumir que tenho que emagracer pelo menos 8 quilos.

Eu volto em breve. abraços.

regina vilarinhos

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Chuva em Paraty

A chuva nos surpreendeu em Paraty. Desde ontem, um frioznho, uma garoa, muita gente e muitos escritores. A noite do sarau no bar do Dinho foi especial. Conheci o Rodrigo Ciriaco, da COoperifa.

E a Ludmila e a Sara no G1!
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1217051-15700,00-FAS+DE+CHICO+BUARQUE+VAO+A+FLIP+MESMO+SEM+INGRESSO.html

terça-feira, 30 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Paraty para mim, para todos!



Esta foto é do blog do Marcelo Tas
Isso é só uma parte de tudo! É um pedaço da festa!



Off Flip Indica

No auditório do CEMBRA

PALAVRAS NA BRISA NOTURNA
02 e 03 de julho (21h) e 04 de julho (17h) - Peça teatral livremente inspirada no livro AS BOAS MULHERES DA CHINA da autora Xinran Xue. A peça, baseada em relatos verídicos sobre o drama de mulheres chinesas ao longo do século XX, é composta por cinco monólogos interpretados por cinco atrizes. A proposta do grupo foi tirar essas histórias do contexto chinês e trazê-las para o mundo. Texto e direção: Fábio Porchat. Atrizes: Pollyanna Rocha, Regina Gutman, Patrícia vazquez, Cristina Rudolph e Fernanda Maia. Classificação etária: 14 anos. Informações: (21) 8133-0004.

CEMBRA
Rua Marechal Deodoro, s/n. - Centro
Entrada Franca

Na Cervejaria Caborê

HAPPY HOUR
2 de julho - 18h às 20h - A Confraria Caborê realiza leitura de textos sobre a bebida mais consumida e apreciada no Brasil, com degustação de cervejas de inverno. Convites: R$ 30,00 por pessoa (40 vagas) (incluso degustação de cervejas e coquetel) Vendas antecipadas: Pousada Villas de Paraty e Cervejaria Caborê.

CERVEJARIA CABORÊ (Fábrica)
Av. Otávio Gama, 421 (Beira-Rio)


No Sebo Cultural

01 a 05 de julho - 10 às 20h - horário de funcionamento do local, especializado em venda de livros e publicações de segunda mão.

02 e 03 de julho - a partir de 21h

SARAU DO SEBO
Sarau aberto com tema livre. Todos tem a oportunidade de se expressar livremente, lendo, cantando, dançando num ambiente altamente cultural. Não tem hora para acabar. Lembrando que, no dia 07 de julho acontecerá o Sarau da Lua Cheia, tradição no Sebo Cultural nas semanas de Lua Cheia do ano.

SEBO CULTURAL
Rua João Luís do Rosário, 172 (ao lado do Best Burger)
e-mail: operariodacultura@yahoo.com.br
Entrada Franca

Na Casa Galeria

LANÇAMENTO

3 de julho - a partir das 20h - A chef brasileira Yara Roberts e o fotógrafo Richard Roberts autografam o livro The Brasilian Table, recém lançado nos EUA, e inauguram a Exposição Encontros, com fotos de Richard Roberts, que fica até 19 de julho.

CASA GALERIA
Rua da Matriz, s/n. - Centro
Entrada Franca

No Margarida Café

EXPOSIÇÃO
01 a 05 de julho - 10h às 22h - Obras do artista plástico goiano Marcos Irine. Irine já expôs em prestigiadas galerias no Brasil e no exterior, atuou e atua em projetos de destaque na área de pintura, cenografia para teatro, cinema, televisão, estamparia de tecidos e alegorias carnavalescas de Escolas de Samba de São Paulo. Atualmente vive em Paraty, onde instalou seu atelier e desenvolve projetos locais de cenografia junto à Secretaria Municipal de Turismo e Cultura. Há 3 anos assina a execução cenográfica da Off Flip. www.marcosirine.art.br

MARGARIDA CAFÉ
Rua Domingos Gonçalves de Abreu (em frente à Praça do Chafariz)

No Campinho da Independência

CULTURA QUILOMBOLA
03 de julho - Sexta feira
10h às 12h - Conheça o Quilombo Campinho da Independencia, através de uma visita guiada (Recepção ao ar livre; Palestra no Salão do Restaurante com presença do griô; Viveiro Agro florestal; Núcleos familiares e Casa de Artesanato)
12h - Almoço Tradicional Quilombola
14h - Oficina de Cestaria
04 de julho - Sábado
10h às 12h - Oficinas de Capoeira Angola - Movimento e Ritmo (Restaurante do Quilombo)
14h às 16h - Oficinas de Capoeira Angola- Movimento e Ritmo (Restaurante do Quilombo)
a partir das 20h - Kizomba no Restaurante Quilombo; Apresentação Cultural: Grupo de Dança do Quilombo do Campinho; Roda de Jongueiros, ILÚ AYIÊ (Tambor do mundo), Grupo Reegae Nova Semente
05 de julho - domingo

Vadiagem no Quilombo com Capoeira Angola e Feijoada com Samba.

CAMPINHO DA INDEPENDÊNCIA
Rodovia Rio-Santos - 13 km do trevo sentido São Paulo.
www.quilombocampinho.org

No Dinho's Bar

SEBO BARATOS DA RIBEIRO LANÇA LIVRO
03 de julho - a partir de 21h - Um grupo de apaixonados por literatura se reúne há dois anos em um dos Sebos mais tradicionais do Rio de Janeiro, o Baratos da Ribeiro, em Copacabana. Desse evento, chamado Clube da Leitura, surge o livro "Clube da Leitura: modo de usar", que reúne os 25 melhores contos dos 250 produzidos até agora. Na festa de lançamento, o som dos DJs que fazem o sucesso de outro evento do Sebo: o Clube do Vinil.

MÚSICA
03 e 04 de julho - a partir das 24 h - Banda Swing Brazuca.

DINHO'S BAR
Rua da Matriz, s/n° - Centro Histórico
Entrada Franca

No Espaço Santa Trindade

LANÇAMENTO

2 de julho - a partir de 16h - Adriana Calcanhoto autografa seu novo livro
Saga Lusa, Editora Cobogô.

PROJETO LETTERA LIBRIS
03 de julho - Sexta feira - a partir das 19h Festa de lançamento nacional do projeto de rádio digital literária. Produzidos pelos escritores Marne Lucio Guedes, Nelson de Oliveira e Ricardo Josua, os programas homenageiam os grandes escritores brasileiros. No acervo da rádio, depoimentos apaixonados sobre Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lygia Fagundes Telles e Nelson Rodrigues, dentre outros.
www.letteralibris.com.br

MÚSICA
01 de julho - Quarta feira
13h às 16h - Ângela Nogueira e Cesar Batera.

02 de julho - Quinta feira
13h às 16h - Almoço com Ângela Nogueira.
A partir das 20h - Banda Santa Trindade.

03 de julho - Sexta feira
13h às 16h - Almoço com Ângela Nogueira.
17h às 20h - Happy Hour com Bernadette Canto e Reinaldo Canto.
A partir das 20h - Banda Santa Trindade / Kiko Continentino e Banda.

04 de julho - Sábado
13h às 16h - Almoço com Ângela Nogueira.
17h às 20h - Happy Hour com Bernadette Canto e Reinaldo Canto.
A partir das 20h - Banda Santa Trindade / Kiko Continentino e Banda.

05 de julho - Domingo
13h às 20h - Almoço Bernadette Canto e Reinaldo Canto.
A partir das 20h - Ângela Nogueira e Cesar Batera.

ESPAÇO SANTA TRINDADE
Rua Dr. Samuel Costa, 267 - Centro Histórico
Entrada Franca
www.santatrindade.com.br

Na Casa Jornal do Brasil

LANÇAMENTOS
03 de julho - Sexta feira - 19h

Livro: Alumbramentos e perplexidades: vivências bandeirianas, de Edson Nery da Fonseca.

CD: Edson Nery da Fonseca interpreta Manuel Bandeira. Organizador: Edson Nery da Fonseca.

CASA JORNAL DO BRASIL
Rua Dr.Samuel Costa, esquina com Rua da Matriz , n° 18 - Centro Histórico
Entrada Franca

Na Pousada Aconchego

PROJETO ACONCHEGO MUSICAL

04 de julho – Sábado - 21h

Carlos Barbosa Lima, apresentação solo de um dos violonistas brasileiros mais respeitados
na Europa e EUA.

POUSADA ACONCHEGO
Rua Domingos Gonçalves de Abril, s/n.

Na Pousada Villa Del Rey

1ª CONVERSA LÉSBICA LITERÁRIA DE PARATY
04 de julho Sábado - à partir das 15h30 - As autoras Karina Dias, Mariana Cortez e Lúcia Facco, assim como Laura Bacellar, editora da Malagueta, vão conversar sobre literatura lésbica. As escritoras prometem contar os segredos de construção de suas personagens, como lidam com as expectativas das leitoras e ainda falar sobre as novas obras que estarão lançando.

POUSADA VILLA DEL REY
Rua Cinco, 02 - Portal de Paraty (próximo ao trevo de entrada da cidade)
Entrada Franca


Na Creperia La Farandole

04 de julho - Sábado - 16h - Lançamento do livro Todas as Guerras, com a presença do organizador Nelson de Oliveira e dos autores Aleilton Fonseca, Cristina Lasaitis, Fábio Fernandes e Luiz Bras.

CREPERIA LA FARANDOLE
Rua Santa Rita, 190 Centro Histórico
Entrada Franca


Na Biblioteca Municipal Fabio Villaboim

Segunda à sexta - 9h às 12h e 14h às 17h.

ACERVO BIBLIOGRÁFICO

A Biblioteca reúne uma grande quantidade de documentos históricos e livros de assuntos gerais para consulta e visitação.Responsável pelo acervo : Maria José S. Rameck.

BIBLIOTECA MUNICIPAL
Antiga Cadeia - Largo de Santa Rita - Centro Histórico
Entrada Franca
www.ihap.org.br


Na Agência do Banco do Brasil

EXPOSIÇÃO
01 a 31 de julho - 10h às 15h- Obras do Artista Renato Koledic´: pinturas em óleo sobre tela. O artista é natural da Croácia e radicado em Paraty há mais de 10 anos.

AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL
Av. Roberto Silveira, s/n
Entrada Franca

No Café do Canal

EXPOSIÇÃO
01 a 31 de julho - Obras da Artista Plástica Lúcia Gomes: Técnicas Mistas.

CAFÉ DO CANAL
Av. Otávio Gama (Beira Rio) - Caborê

No Teatro Espaço

01, 03 e 04 de julho
21h - "Em Concerto", espetáculo de bonecos para adultos, sem palavras, em cartaz no Teatro Espaço desde 1994, e que já foi visto em Paraty por mais de 90.000 pessoas.
www.ecparaty.org.br

02 de julho - Quinta feira
21h - "A Descoberta das Américas", espetáculo de Dario Fo, em produção premiadíssima, atuada por Julio Adrião. Imperdível!!!
Zé ninguém chamado Johan, rústico,malandro e fanfarrão, que se vira contando vantagens, sempre em fuga da fogueira da Inquisição, embarca em Sevilha numa das Caravelas de Cristóvão Colombo.
www.leoesdecirco.com.br

TEATRO ESPAÇO
Rua Dona Geralda, 327 Centro Histórico
www.ecparaty.org.br


regina vilarinhos

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ela também tá ficando...

...cada vez mais bonita!!
Parabéns Anielli Carraro!Amiga, irmã, querida e necessária!





COM LICENÇA
Anielli Carraro


Com licença, senhoras e senhores presentes,
Ausentes por falta de espaço,
Carentes por falta de abraço,
Mestres, felizes, tristes, astronautas,
Poetas, aspirantes e internautas.
Alguém quer chegar a tempo
De dizer BOA NOITE!
Alguém deseja colocar em pauta
Sua alma equilibrista.
Com licença, pois que pede passagem...
O ARTISTA!


A VIDA EM PONTO E VÍRGULA
Anielli Carraro


A vida é uma imensa colcha de retalhos,
Talhos na carne da história,
Uma luz acesa nas sombras, um conto de perdas e glórias.
A vida é um mar revolto,
É um arco-íris torto sobre o céu.
É um véu que se rasga aos poucos.
A vida é esse eterno habitat dos loucos.
Ora ruína falida de anseios e culpas,
Ora alegria e paz absolutas.
A vida esse mistério velado,
esse ciclo sem fim,
Vida que começa e termina, todos os dias assim:
A vida que faz poemas;
A vida das musas, deusas Helenas;
A vida das putas, beatas, inocentes, falenas.
A vida dos bêbados e dos descrentes.
Á vida, ciranda dos desvalidos;
Cicatriz dos convalescidos.
A vida, alegria dos ricos,
Fardo dos pobres;
A vida, castelo de mendigos,
choupana de nobres.
A vida, buraco sem fundo,
Fim de mundo, navalha cortante.
A vida, felicidades da esposa,
migalhas da amante.
A vida, escória dos estorvos,
Planeta de corvos, ferida pungente;
A vida, sina de uma gente que grita,
Que a vida
É esse turbilhão de incertezas e escolhas;
A vida
É esse vinho lacrado
E sem saca-rolhas.

Verdade seja dita: ela também merece ir para a FLIP!

regina

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Rapidamente

Pra lembrar que a programação da OFF LIP está saindo, que eu vou participar do sarau dia 3 de julho, no Bar do Dinho.

E segunda-feira, às 7:30 da manhã, darei entrevista na Rádio Cidade do Aço FM, para o Cláudio Chiesse. Quem quiser pode madar perguntas para a rádio.

regina vilarinhos

Chão

Coloquei meus pés sobre as
palavras, e a cada uma delas
que catas, são meus pulos, meus ais,
que de mim
levas.



regina vilarinhos

Viva Chico!



Hoje é aniversário dele! Estou louca para chegar a FLIP logo e vê-lo bem de pertinho.

Não tenho uma imagem dele não, estou dando de presente à ele esses sorrisos, dos tesouros que cercam minha vida e de muitos por aqui.

regina vilarinhos

domingo, 14 de junho de 2009

As cinzas das horas e a hora colorida

Passei o feriado com chuva. Dentro de casa e só dormindo. Pessoas que a gente nem imagina vem em nossas mentes em dia de feriado com chuva. O cinza do céu faz a memória procurar por rostos tão distantes. Fora a dor de cabeça que amanheceu teimando em me judiar. Tudo por conta da friagem e da sinusite.

Fui no Macedo Soares, passei pelo Grupo Rio Grande do Norte e cheguei no Rosário. Parece que a capela está fechada. Os morcegos quietinhos, pedindo pro dia acabar em noite. A irmã Maria Luiza nos pergunta o que fazemos fora de sala. "Nada não, madre. Vim beber água!", respondo com a voz medrosa. Voltei.

A chuva atrapalhou meus planos de ir fazer tapetes na Santa Cecília. A sinusite agradece. O jeito é procurar o Chico, o Manoel, o Borges, e talvez o Carlos. Chega a noite e o "dia dos namorados" começa a acenar. Continuarei com todos eles e mais o Othon.

Sexta-feira, frio e gotas do céu, de novo. Gosto, não nego. Mas ficar sozinha no frio é pra quem tá se bastando. E eu, definitivamente, não estou. O Toninho dá uma força, com suas mãos mágicas capricha no corte do cabelo. Os amigos que citei antes continuam lá na estante e eu doida para ouvi-los. Começo pelo "Leite Derramado" e depois passo para "Reunião".

E o sábado, que posso pedir dele? Só que tenha vaga na manicure, para completar minha autoestima por hoje. Então, passo para o "Aleph", depois de tentar pensar vendo televisão. E vamos prepara aula, atualizar diário e pensar "podia ser pior!"

Enfim o domingo. A feira colorida me alegra, o sol quente me anima de novo, o cheiro do frango na padaria me apetece. As coisas não são necessariamente nessa ordem, sei que estão ali todos os domingos. O cheiro de lavanda barata no cara que passa mexendo com uma ruiva à minha frente, as vitrines da Rua 16, com tantas mocinhas e moçonas admirando-as. O jornaleiro, o carrinho de feira, o abraço em uma amiga que passa correndo. A pulsação da Vila, era disto que estava precisando para me sentir pertencida, sempre, à esta cidade.

regina vilarinhos

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Dia da Língua Portuguesa




É, hoje tem isso também. Dia da Língua Portuguesa. Quando eu era criancinha, a gente só pensava em Dia do Indio, do Soldado, da Independência, das Mães, dos Pais, do santo A, B ou C... Aqueles paineis coloridos na sala de aula, todo mundo fazendo presentinhos, fantansias, recortando fotos de D. Pedro I, da bandeira...

Hoje eu venho essa imagem. E também com a do D. Quixote, que me lembra a nossa luta diária para ensinar nossos alunos a se apaixonarem pela língua como nós.

regina vilarinhos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A luta de uma Ecologista no Brasil - Maria Nilza

Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, quero deixar uma dica para vocês conhecerem a história desta mulher, Maria Nilza, digna de ser chamada de cidadã voltarredondense. Sua luta como bióloga, professora, mulher, ecologista e cidadã, pela preservação da vida. Visitem o site: http://www.marianilza.com/index.asp. Conheçam esta guerreira com quem tenho a honra de conviver todas as noites em nosso trabalho no PROJOVEM.

"Empreste um minuto de seu tempo junto à natureza, e verá como perde tempo desperdiçando a vida!"

regina vilarinhos

sexta-feira, 29 de maio de 2009

FLIP 2009

Começando as postagens sobre a FLIP 2009, saiu ontem a lista dos selecionados para a Oficina de Poesia, co o escritor Paulo Henriques Brito. E fui selecionada para estar por lá, em meio a outros poetas e poetisas, para fazer este trabalho. Muito, mas muito bom mesmo! Confiram no site http://www.flip.org.br/oficina_2009.php

beijos e versos.

regina

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ione Nobre - uma amiga e tanto

Pessoal, conheçam a história de minha amiga Ione, lá de Arrozal, aposentada pelo Banco do Brasil por conta de esclerose múltipla. Ela pinta lindamente, já fez exposições por aqui. Eu a conheci lá no Macedo Soares, na 5ª série (virgi, revelei!!!), e depois de anos sem contato, graças à internet nós nos reecontramos.

É mais uma das guerreiras mulheres que conheço e que admiro!

Vão lá http://www.previ.com.br/

Minha dica de sempre: Ser feliz é ler o coração, antes que a vida vá embora!

regina vilarinhos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Elvis e Madona - Marcelo Laffitte

Marcelo Laffitte é mais um voltarredondense de muito talento e iniciativa, que foi pro mundo e está fazendo sua carreira de sucesso como cineasta.

No site filmeweb, encontrei tudinho:

Marcelo Laffitte

Nascido em 1963, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, ingressou no cinema como assistente de produção em Bete balanço (1984), de Lael Rodrigues. Exerceu funções técnicas em vários filmes, como assistente de direção em O rei do Rio (1985), de Fábio Barreto, e Araguaya, conspiração do silêncio (2004), de Ronaldo Duque, e diretor de produção em O xangô de Baker Street (2001), de Miguel Faria Jr., e O Aleijadinho - Paixão, glória e suplício (2003), de Geraldo Santos Pereira, entre outros. Dirigiu curtas premiados, como Vox Populi (melhor filme no Festival Internacional de Santiago do Chile), antes de começar a dirigir seus documentários: Era do rádio (1999) e Regatão, o shopping da selva (2005), co-dirigido com Mariza Leão. Em 2002, foi presidente da ABD&C/RJ e, entre 2003 e 2005, da ABD. Em 2006, foi selecionado para o Festival de Gramado com o curta Fúria. Seu mais recente projeto é Elvis e Madona, documentário em finalização.


**** Corringindo depois do comentário do marcelo: Elvis e Madona é uma ficção.



E ele me enviou o link para o promo do filme: http://www.youtube.com/user/ElviseMadona.

É lindo e sensível, adorei! Assistam! Prestigiem e curtam. O Marcelo merece.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Escuridão

Há dias em que o inferno me esvazia.

Brigo com as sombras dessa loucura que espia.
Estômago, boca, olhos e anemia.
De mim nada mais sei, eu que tanto sabia...

No chão, a queda é fria:o corpo se despedaça,
a cabeça rodopia.

7. Deus me descansa. Nasce o dia.


regina vilarinhos

Para Giovana, que me está me ensinando a enxergar luz, sempre!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lula recebe Prêmio da UNESCO

No site do PT:


NOTÍCIAS
14/05/2009 - 11:44

Unesco concede prêmio da Paz a Lula

A Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (Unesco) concedeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, informou o organismo na quarta-feira (13) através de um comunicado.
O júri do prêmio escolheu o presidente brasileiro "por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria", declarou o ex presidente de Portugal, Mario Soares.
A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em junho.
Criado em 1989 e outorgado anualmente pela Unesco, o Prêmio de Fomento da Paz tem como objeto homenagear pessoas, instituições e organizações que contribuíram significativamente para fomentar, buscar, proteger e manter a paz, levando em conta os princípios da Carta das Nações Unidas e a Constituição da Unesco.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Poema em Defesa da Alegria




Do poeta uruguaio Mario Benedetti, falecido domingo, aos 88 anos. Recebi por email da poetisa Leonor Vieira-Motta:



DEFENSA DE LA ALEGRÍA


Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias y las definitivas

defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias y los graves diagnósticos

defender la alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos

de las endemias y las academias
defender la alegría como un destino
del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas

de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres
defender la alegría como una certeza< br />defenderla del óxido y la roña

de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa
defender la alegría como un derecho

defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas del azar
y también de la alegría

Mario Benedetti



Mais do poeta, com seus haikais em http://www.germinaliteratura.com.br/mbenedetti.htm.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cura Poesia

Cura Poesia

Poesia pra mim é cura. Não para doença ou vício. Pode ser na palavra escrita, na música ouvida, na foto revelada ou na dança valsada. Sinto, toco, caminho poesia todos os dias, por entre minha rua, entre os prédios e seus jardins. Vejo poesia na placa do carro dos amores que vem e vão, nos olhos brilhantes de meus pais, na cama forrada com limpos lençóis.
Bato com poesia na cara quando o vento fecha a porta, dói poesia nos joelhos quando caio no chão.
Como poesia com café com pão, feijão com arroz, com coca gelada, na mesa para dois.
Vinho poesia, cervejo poesia, choro poesia, grito poesia.
Roupa lavada com poesia. Amaciante, pregador, varal e passada a ferro, a poesia.
Em rio de poesia, nado de costas.
Em dia de poesia, ofusco os olhos no sol.
Poesia em pedra dura,
poesia-me com quem andas,
mais vale duas poesias nas mãos...
Aliás, é um tratamento, que nem sei se termina, mas que me alivia.

É isto!!


regina vilarinhos

O dia em que não me tornei imortal

No Jornal de Debates, no ig, colhi o comentário abaixo, que expressa bem fatos ocorridos com o poeta Mário Quintana. Longe de mim, comparar-me ao talento do gaúcho. Sei bem das minhas limitações, mas sei também do meu valor e dos "valores" de uma Academia de Letras. E bem longe de mim me sentir "derrotada" por alguém ou alguma coisa. Acho que saí ganhando. Depois vocês me contam, quando virem a relação de novos "Imortais".

Mário Quintana e suas duas derrotas na ABL

(*) Nelson Valente

Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o poeta Mário Quintana. Uma coisa é apreciar os seus versos, outra é vê-lo, conversar com ele, admirar a sua doce figura. Jantamos juntos na residência do acadêmico Arnaldo Niskier, numa das investidas do poeta nascido em Alegrete (RS) à Academia Brasileira de Letras. Da mesma forma como adorei o seu jeito simples e bem-humorado, senti que em matéria de candidatura ele seria vítima da sua cândida ingenuidade. A mesma que sempre colocou, com brilho, nos seus versos livres ou nos poemas em prosa, como no clássico Sapato Florido, de 1947. Senti muito as duas derrotas de Mário Quintana. Ele merecia a imortalidade, pela qualidade do seu trabalho literário e até mesmo pela certeza de que, no convívio, seria extremamente agradável a sua companhia entre os imortais da ABL. Por isso, num dado momento, depois de acertar a estratégias com o saudoso Austregésilo de Athayde, e existindo a indispensável vaga, o acadêmico Niskier, solicitou ao seu amigo Edgard Wallau Jr. para sondar, em Porto Alegre, pois a Academia queria elegê-lo com quase toda certeza por unanimidade. A resposta não foi favorável. Ele havia sentido muito os reveses e não queria mais se expor. Uma pena, pois se a Academia não glorifica ninguém, pelo menos redimiria, por não tê-lo acolhido anteriormente. Mário Quintana foi um poeta popular, da mesma estirpe de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Tinha um carinho todo especial por crianças, a elas dedicando diversas e importantes obras, como um incrível e atraente abecedário, em que ele brinca com animais de grande presença no imaginário infantil. O sucesso foi completo. O seu estilo criativo deu origem a um novo verbete da língua portuguesa - quintanares - com que os amigos o homenagearam pelos 80 anos. No panorama da nossa literatura, o "imortal" Mário Quintana certamente fará muita falta. O acadêmico Arnaldo Niskier assim o descreve: - Inevitável Mário Quintana - é de um sorriso de uma criança que brota a imortalidade. Quintana foi sem dúvida alguma, o poeta da criança brasileira. Muitos escritores e leitores, murmuram: Que falta faz esse homem... Lembrando que 2006 foi o ano de centenário de Mário Quintana.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor



No site Vero Poema, um dos comentários que colocaram em meus poemas, e nunca vi mais gordo na minha vida:

"nei souza lima
(23/03/2009 - 22:23:54)
E-mail:
neypoeta@yahoo.com.br
Site:
www.neysouzalima.com.br
Comentário:
você é uma poeta autentica. Se você pegar os seus versos e dividirem eles, ou seja sapará-los cada um pedacinho em uma página dos livro , você será internacionalmente conhecida. sabe , aquelas pausas que a gente dá ao ler o seu texto durante o suspira poético quando respira seu poema ? è disso que eu estou falando, em cada intervalo, corte // deveria ser um poema solo... isso é um elogio e não um palpite...

Exemplo :

" guardarei o poema
a chave a senha e eu mesma
dentro da garrafa que envio ao horizonte"

isso já é o maximo numa pag solo"



NO site Overmundo, os comentários são emocionantes, de pessoas de bem longe daqui, é só procurar por meu perfil e ler:


Uma reflexáo muito profundo.
A Gente le e fica envolto na magia e na necessidade de abranger a imensidáo da temática.
Parabéns um grande exercício Cultural.
Abracáo Amigo e mérito.
azuirfilho


A poesia é um santo remédio! O livreto serve como auto-ajuda senão vejamos As Folhas de Relva de Whitmam. Puro remédio para todos os males da alma! Parabéns!

raphaelreys


Em outro poema, também no Overmundo, "Loucos, Loucas":

oi, regina, lindo poema, linda construção, melódica e harmoniosa, maravilha de ode aos loucos, que somos todos nós, loucos pela vida verdadeira e não por estas rrealidades irreais, que todos temos que vivenciar, todos os dias. Parabéns.
danlima


Regina, Tua poesia traz a loucura de dentro dos nossos corações para os nossos espelhos. Uma poesia muito forte... resta-nos apreciá-la...
Abraço.
Valéria Geremia


No conto "Coisinhas Simples" outras observações:

Coisas simples, não tão simples assi quando não se faz esforços,mas um texto primoroso como sempre, que dá para refletir por atitudes....Muito bom Rê
Cintia Thome



Que coisa!!! Nada melhor do que as coisas simples, como oseu texto, por sinal e tão bem traduzindo isto.
Hideraldo Montenegro


E assim, meus caros e minhas caras, estamos aqui, no blog, no Overmundo, no Ver o Poema, na Garganta da Serpente, no Site de Cultura do Governo de São Paulo, na OFF FLIP Paraty, mais uma vez este ano.
Levando a poesia, a literatura, a paz e a minha verdade para todos os cantos do Brasil.
Super abraço aos imortais como eu...
Super abraço às pessoas transparentes e verdadeiras como eu...
Mesmo que isso nos doa muito...



no 14 de março no Bondinho



Com Marina Colasanti, em Volta Redonda


Com Tavinho Paes no Circo Voador



Homenagem do Sider Shopping, no dia da mulher em 2005

regina vilarinhos

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Passa Quatro



Desculpe-me a insistência, mas é preciso continuar falando de Passa Quatro.
Falar dos amigos e amores que em mim nasceram, desde minha adolescência e até recentemente, quando voltei e passei dias maravilhosos.

Minha anfitriã oficial em Passa Quatro é a Márcia. Que me perdoem o Gordo e a Silvana, a Mariza, mas agora não posso mais mudar de casa. Minha casa é a casa dela. Meu descanso é a companhia dela. A minha alegria vem da alegria dela. E do Samuel, esse querido filho que nos envolve de muita paz e carinho.



Nossas tardes preparando comidinhas, curtindo as brincadeiras do Samuel, ouvindo música (o DVD do Ira! eu só assisto lá), e tendo essa vista maravilhosa do Morro dos Marins (será que acertei?):



É preciso entender e aceitar muito da espiritualidade, das vidas que nós já tivemos e ainda poderemos ter, para sentir que fomos separadas em algum momento lá atrás, para nos reencontrarmos hoje e sermos como irmãs, queridas e companheiras. Talvez pelo nome da criatura, a gente já possa começar a entender como o universo encaminha as afinidades: Márcia = guerreira.

Ai, ai, hoje eu tô abrindo o coração. Vale a pena insistir em amizade. E espero que ninguém aí tenha ficado com ciúmes.



regina vilarinhos

quarta-feira, 15 de abril de 2009

juramento





brindar à vida
com a taça cheia de tempo.
viver o tempo
de ter vida
por muito tempo.

regina vilarinhos

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Chico Buarque e Passa Quatro





O grupo Rua Nova, o Maurílio meio enrolado, com o Ipa lá na percussão!


Alguém pode me dizer o que os dois tem em comum? Ou o que pode ligar a cidade de Passa Quatro ao universo Chico Buarque?
Pois o responsável por isso se chama Maurílio Rocha. Um rapaz, um músico, um passaquatrense incrível, que fez da noite de meu Sábado de Aleluia, e acredito que de muitos mais, inesquecível. Sem contar que o Botafogo já tinha feito um 4 a zero, me fazendo "loucamente feliz" de novo.

Um show na Praça de Passa Quatro, realizado pela Prefeitura, patrocinado pela Caixa Econômica, pela Mineração Passa Quatro, pelo Hotel das Hortências e do escritório de Contabilidade local.

Emocionante é pouco, lindo é minimizar a noite, sucesso é a palavra. "O artesão das palavras", como ele batizou o show, tornou-se o artesão da emoção, aquela que fica difícil de conter com lágrimas, palmas, sorrisos e muitos gritos de "Bravo".
Mais de 25 canções, interpretadas pelos cantores e cantoras, músicos e instrumentistas das terras da Mantiqueira.
Como destacar uma apresentação sozinha, isolada? Falar do pequeno Lucas, de 10 anos, cantando "Roda Viva"? Da D. Rita, 85, nos convidando com "Valsinha" a viajar na emoção? E suas lindas seis filhas, afinadíssimas, perfeitas cantando "Tamandaré"...

"Zé qualquer tava sem samba, sem dinheiro
Sem Maria sequer
Sem qualquer paradeiro
Quando encontrou um samba
Inútil e derradeiro
Numa inútil e derradeira
Velha nota de um cruzeiro"


E teve o Paulo com "Yolanda", "Até o fim", com o Maurílio e o grupo Rua Nova, "João e Maria", "Tanto Mar", "Homenagem ao Malandro", "Cotidiano", "Construção", "Beatriz", "A Rita", "Anos Dourados", e muitas tantas lindas. Até rock n´roll com "Jorge Maravilha", com os meninos que ferveram a praça. Três horas, (isso mesmo) três horas de show!
Quando eu digo que Passa Quatro é lugar de se fazer amigos e amores, eu sei bem como é. Acompanhada da irmã querida Márcia e do Zé, além da Silvana, da Mii, do Gordo e todo o povo da cidade que saiu para a praça e esperou "A banda" passar.
E niguém estava à toa na vida.
Desse jeito, é difícil deixar a cidade... Bom mesmo foi ver o Reinaldo cantar e me lembrar que "preciso não dormir", enquanto Ceumar, ela mesma!, fecha o show "levando a gente", pra ver a banda passar.


Ceumar com "Vai levando"


Parabéns Maurílio, parabéns à Secretária de Turismo,a Fátima, parabéns Passa Quatro. Parabéns à todos que fizeram parte daquela noite!

Naquele domingo de Páscoa eu tenho certeza que Passa Quatro amanheceu em paz.


regina vilarinhos

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Loucamente feliz - parte II


Esse é o cara!
Deve estar também loucamente feliz hoje!

Loucamente feliz



É bom olhar pra trás
E admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente
É bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente

Nando Reis


Só porque hoje eu tô muito feliz, nem sei porque, mas eu tô!
Se alguém me vir dançando e pulando por aí, sem susto: eu tô feliz!
Sem culpa, sem medos, cheia de mim! Transbordando eu!
Pra dizer pra Chryz, pra Anielli, pra Ludmila, pro Jairzinho, pra Jussara, pro italiano, pra Bia, pro Marcelo, pra minha sobrinha, pro meu pai, pra minha mãe, pra Marinez, pro Beto, pra tanta gente que gosto...
O que sai de mim hoje é felicidade, brincadeira de roda, beijos de mãe, abraços de amante, carinho de filha, canto desafinado, dança desengonçada, piada sem graça, "frases azuis", pintura rabiscada de criança, bolo de laranja, café forte.
Quero me jogar na cachoeira, no mar, na piscina, ou na banheira branca...
Feliz! Loucamente Feliz!

regina vilarinhos

Crise energética pessoal

Compartilho um texto que recebi de meu amigo Rodrigo, sobre Feng Shui interior. Gostei muito dessa ideia de evitar a crise energética pessoal.
Meus cuidados para todos os amigos e amigas e para quem ainda vai chegar.

"Conheça cada dessas ações para evitar a "crise energética pessoal".

1. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação,hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

2. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos.
Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

3. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, 'como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis:"bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto àqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.


5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais
perdoamos,menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres,abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.


6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro,sofrendo seus problemas 'e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas,causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos,além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do autoconhecimento, da disciplina e da terminação fará com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais."




foto: RARINDRA PRAKARSA