sexta-feira, 29 de maio de 2009

FLIP 2009

Começando as postagens sobre a FLIP 2009, saiu ontem a lista dos selecionados para a Oficina de Poesia, co o escritor Paulo Henriques Brito. E fui selecionada para estar por lá, em meio a outros poetas e poetisas, para fazer este trabalho. Muito, mas muito bom mesmo! Confiram no site http://www.flip.org.br/oficina_2009.php

beijos e versos.

regina

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ione Nobre - uma amiga e tanto

Pessoal, conheçam a história de minha amiga Ione, lá de Arrozal, aposentada pelo Banco do Brasil por conta de esclerose múltipla. Ela pinta lindamente, já fez exposições por aqui. Eu a conheci lá no Macedo Soares, na 5ª série (virgi, revelei!!!), e depois de anos sem contato, graças à internet nós nos reecontramos.

É mais uma das guerreiras mulheres que conheço e que admiro!

Vão lá http://www.previ.com.br/

Minha dica de sempre: Ser feliz é ler o coração, antes que a vida vá embora!

regina vilarinhos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Elvis e Madona - Marcelo Laffitte

Marcelo Laffitte é mais um voltarredondense de muito talento e iniciativa, que foi pro mundo e está fazendo sua carreira de sucesso como cineasta.

No site filmeweb, encontrei tudinho:

Marcelo Laffitte

Nascido em 1963, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, ingressou no cinema como assistente de produção em Bete balanço (1984), de Lael Rodrigues. Exerceu funções técnicas em vários filmes, como assistente de direção em O rei do Rio (1985), de Fábio Barreto, e Araguaya, conspiração do silêncio (2004), de Ronaldo Duque, e diretor de produção em O xangô de Baker Street (2001), de Miguel Faria Jr., e O Aleijadinho - Paixão, glória e suplício (2003), de Geraldo Santos Pereira, entre outros. Dirigiu curtas premiados, como Vox Populi (melhor filme no Festival Internacional de Santiago do Chile), antes de começar a dirigir seus documentários: Era do rádio (1999) e Regatão, o shopping da selva (2005), co-dirigido com Mariza Leão. Em 2002, foi presidente da ABD&C/RJ e, entre 2003 e 2005, da ABD. Em 2006, foi selecionado para o Festival de Gramado com o curta Fúria. Seu mais recente projeto é Elvis e Madona, documentário em finalização.


**** Corringindo depois do comentário do marcelo: Elvis e Madona é uma ficção.



E ele me enviou o link para o promo do filme: http://www.youtube.com/user/ElviseMadona.

É lindo e sensível, adorei! Assistam! Prestigiem e curtam. O Marcelo merece.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Escuridão

Há dias em que o inferno me esvazia.

Brigo com as sombras dessa loucura que espia.
Estômago, boca, olhos e anemia.
De mim nada mais sei, eu que tanto sabia...

No chão, a queda é fria:o corpo se despedaça,
a cabeça rodopia.

7. Deus me descansa. Nasce o dia.


regina vilarinhos

Para Giovana, que me está me ensinando a enxergar luz, sempre!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Lula recebe Prêmio da UNESCO

No site do PT:


NOTÍCIAS
14/05/2009 - 11:44

Unesco concede prêmio da Paz a Lula

A Organização das Nações Unidas para a Ciência, Educação e Cultura (Unesco) concedeu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Prêmio de Fomento da Paz Félix Houphouët-Boigny 2008, informou o organismo na quarta-feira (13) através de um comunicado.
O júri do prêmio escolheu o presidente brasileiro "por seu trabalho em prol da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos, assim como por sua inestimável contribuição para a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos da minoria", declarou o ex presidente de Portugal, Mario Soares.
A cerimônia de entrega do prêmio acontecerá em junho.
Criado em 1989 e outorgado anualmente pela Unesco, o Prêmio de Fomento da Paz tem como objeto homenagear pessoas, instituições e organizações que contribuíram significativamente para fomentar, buscar, proteger e manter a paz, levando em conta os princípios da Carta das Nações Unidas e a Constituição da Unesco.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Poema em Defesa da Alegria




Do poeta uruguaio Mario Benedetti, falecido domingo, aos 88 anos. Recebi por email da poetisa Leonor Vieira-Motta:



DEFENSA DE LA ALEGRÍA


Defender la alegría como una trinchera
defenderla del escándalo y la rutina
de la miseria y los miserables
de las ausencias transitorias y las definitivas

defender la alegría como un principio
defenderla del pasmo y las pesadillas
de los neutrales y de los neutrones
de las dulces infamias y los graves diagnósticos

defender la alegría como una bandera
defenderla del rayo y la melancolía
de los ingenuos y de los canallas
de la retórica y los paros cardiacos

de las endemias y las academias
defender la alegría como un destino
del fuego y de los bomberos
de los suicidas y los homicidas

de las vacaciones y del agobio
de la obligación de estar alegres
defender la alegría como una certeza< br />defenderla del óxido y la roña

de la famosa pátina del tiempo
del relente y del oportunismo
de los proxenetas de la risa
defender la alegría como un derecho

defenderla de dios y del invierno
de las mayúsculas y de la muerte
de los apellidos y las lástimas del azar
y también de la alegría

Mario Benedetti



Mais do poeta, com seus haikais em http://www.germinaliteratura.com.br/mbenedetti.htm.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cura Poesia

Cura Poesia

Poesia pra mim é cura. Não para doença ou vício. Pode ser na palavra escrita, na música ouvida, na foto revelada ou na dança valsada. Sinto, toco, caminho poesia todos os dias, por entre minha rua, entre os prédios e seus jardins. Vejo poesia na placa do carro dos amores que vem e vão, nos olhos brilhantes de meus pais, na cama forrada com limpos lençóis.
Bato com poesia na cara quando o vento fecha a porta, dói poesia nos joelhos quando caio no chão.
Como poesia com café com pão, feijão com arroz, com coca gelada, na mesa para dois.
Vinho poesia, cervejo poesia, choro poesia, grito poesia.
Roupa lavada com poesia. Amaciante, pregador, varal e passada a ferro, a poesia.
Em rio de poesia, nado de costas.
Em dia de poesia, ofusco os olhos no sol.
Poesia em pedra dura,
poesia-me com quem andas,
mais vale duas poesias nas mãos...
Aliás, é um tratamento, que nem sei se termina, mas que me alivia.

É isto!!


regina vilarinhos

O dia em que não me tornei imortal

No Jornal de Debates, no ig, colhi o comentário abaixo, que expressa bem fatos ocorridos com o poeta Mário Quintana. Longe de mim, comparar-me ao talento do gaúcho. Sei bem das minhas limitações, mas sei também do meu valor e dos "valores" de uma Academia de Letras. E bem longe de mim me sentir "derrotada" por alguém ou alguma coisa. Acho que saí ganhando. Depois vocês me contam, quando virem a relação de novos "Imortais".

Mário Quintana e suas duas derrotas na ABL

(*) Nelson Valente

Tive o privilégio de conhecer pessoalmente o poeta Mário Quintana. Uma coisa é apreciar os seus versos, outra é vê-lo, conversar com ele, admirar a sua doce figura. Jantamos juntos na residência do acadêmico Arnaldo Niskier, numa das investidas do poeta nascido em Alegrete (RS) à Academia Brasileira de Letras. Da mesma forma como adorei o seu jeito simples e bem-humorado, senti que em matéria de candidatura ele seria vítima da sua cândida ingenuidade. A mesma que sempre colocou, com brilho, nos seus versos livres ou nos poemas em prosa, como no clássico Sapato Florido, de 1947. Senti muito as duas derrotas de Mário Quintana. Ele merecia a imortalidade, pela qualidade do seu trabalho literário e até mesmo pela certeza de que, no convívio, seria extremamente agradável a sua companhia entre os imortais da ABL. Por isso, num dado momento, depois de acertar a estratégias com o saudoso Austregésilo de Athayde, e existindo a indispensável vaga, o acadêmico Niskier, solicitou ao seu amigo Edgard Wallau Jr. para sondar, em Porto Alegre, pois a Academia queria elegê-lo com quase toda certeza por unanimidade. A resposta não foi favorável. Ele havia sentido muito os reveses e não queria mais se expor. Uma pena, pois se a Academia não glorifica ninguém, pelo menos redimiria, por não tê-lo acolhido anteriormente. Mário Quintana foi um poeta popular, da mesma estirpe de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes. Tinha um carinho todo especial por crianças, a elas dedicando diversas e importantes obras, como um incrível e atraente abecedário, em que ele brinca com animais de grande presença no imaginário infantil. O sucesso foi completo. O seu estilo criativo deu origem a um novo verbete da língua portuguesa - quintanares - com que os amigos o homenagearam pelos 80 anos. No panorama da nossa literatura, o "imortal" Mário Quintana certamente fará muita falta. O acadêmico Arnaldo Niskier assim o descreve: - Inevitável Mário Quintana - é de um sorriso de uma criança que brota a imortalidade. Quintana foi sem dúvida alguma, o poeta da criança brasileira. Muitos escritores e leitores, murmuram: Que falta faz esse homem... Lembrando que 2006 foi o ano de centenário de Mário Quintana.

(*) é professor universitário, jornalista e escritor



No site Vero Poema, um dos comentários que colocaram em meus poemas, e nunca vi mais gordo na minha vida:

"nei souza lima
(23/03/2009 - 22:23:54)
E-mail:
neypoeta@yahoo.com.br
Site:
www.neysouzalima.com.br
Comentário:
você é uma poeta autentica. Se você pegar os seus versos e dividirem eles, ou seja sapará-los cada um pedacinho em uma página dos livro , você será internacionalmente conhecida. sabe , aquelas pausas que a gente dá ao ler o seu texto durante o suspira poético quando respira seu poema ? è disso que eu estou falando, em cada intervalo, corte // deveria ser um poema solo... isso é um elogio e não um palpite...

Exemplo :

" guardarei o poema
a chave a senha e eu mesma
dentro da garrafa que envio ao horizonte"

isso já é o maximo numa pag solo"



NO site Overmundo, os comentários são emocionantes, de pessoas de bem longe daqui, é só procurar por meu perfil e ler:


Uma reflexáo muito profundo.
A Gente le e fica envolto na magia e na necessidade de abranger a imensidáo da temática.
Parabéns um grande exercício Cultural.
Abracáo Amigo e mérito.
azuirfilho


A poesia é um santo remédio! O livreto serve como auto-ajuda senão vejamos As Folhas de Relva de Whitmam. Puro remédio para todos os males da alma! Parabéns!

raphaelreys


Em outro poema, também no Overmundo, "Loucos, Loucas":

oi, regina, lindo poema, linda construção, melódica e harmoniosa, maravilha de ode aos loucos, que somos todos nós, loucos pela vida verdadeira e não por estas rrealidades irreais, que todos temos que vivenciar, todos os dias. Parabéns.
danlima


Regina, Tua poesia traz a loucura de dentro dos nossos corações para os nossos espelhos. Uma poesia muito forte... resta-nos apreciá-la...
Abraço.
Valéria Geremia


No conto "Coisinhas Simples" outras observações:

Coisas simples, não tão simples assi quando não se faz esforços,mas um texto primoroso como sempre, que dá para refletir por atitudes....Muito bom Rê
Cintia Thome



Que coisa!!! Nada melhor do que as coisas simples, como oseu texto, por sinal e tão bem traduzindo isto.
Hideraldo Montenegro


E assim, meus caros e minhas caras, estamos aqui, no blog, no Overmundo, no Ver o Poema, na Garganta da Serpente, no Site de Cultura do Governo de São Paulo, na OFF FLIP Paraty, mais uma vez este ano.
Levando a poesia, a literatura, a paz e a minha verdade para todos os cantos do Brasil.
Super abraço aos imortais como eu...
Super abraço às pessoas transparentes e verdadeiras como eu...
Mesmo que isso nos doa muito...



no 14 de março no Bondinho



Com Marina Colasanti, em Volta Redonda


Com Tavinho Paes no Circo Voador



Homenagem do Sider Shopping, no dia da mulher em 2005

regina vilarinhos

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Passa Quatro



Desculpe-me a insistência, mas é preciso continuar falando de Passa Quatro.
Falar dos amigos e amores que em mim nasceram, desde minha adolescência e até recentemente, quando voltei e passei dias maravilhosos.

Minha anfitriã oficial em Passa Quatro é a Márcia. Que me perdoem o Gordo e a Silvana, a Mariza, mas agora não posso mais mudar de casa. Minha casa é a casa dela. Meu descanso é a companhia dela. A minha alegria vem da alegria dela. E do Samuel, esse querido filho que nos envolve de muita paz e carinho.



Nossas tardes preparando comidinhas, curtindo as brincadeiras do Samuel, ouvindo música (o DVD do Ira! eu só assisto lá), e tendo essa vista maravilhosa do Morro dos Marins (será que acertei?):



É preciso entender e aceitar muito da espiritualidade, das vidas que nós já tivemos e ainda poderemos ter, para sentir que fomos separadas em algum momento lá atrás, para nos reencontrarmos hoje e sermos como irmãs, queridas e companheiras. Talvez pelo nome da criatura, a gente já possa começar a entender como o universo encaminha as afinidades: Márcia = guerreira.

Ai, ai, hoje eu tô abrindo o coração. Vale a pena insistir em amizade. E espero que ninguém aí tenha ficado com ciúmes.



regina vilarinhos