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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Conto Coletivo


Vamos continuar até dia 20. Participe!

Havia um silêncio incomodando muito no canto da sala naquela tarde. A cadeira em frente à janela, onde se avistava uma parte do jardim e a pequena calçada, emendada na rua, estava vazia.

Dora esqueceu o livro aberto, e o vento levantando suas folhas me chamou a atenção. Cadeira vazia, janela batendo. Corri para fechá-la com tanta vontade, como se protegesse alguém da friagem.

O relógio na parede, ao lado dos retratos, marcava mais de 3 horas, e seu tique-taque ecoava pelo ambiente. Meus papéis sobre a mesa também se espalharam com o vento e, enquanto tentava juntá-los, mais uma vez a lembrança de Dora me perturbou.

Quantas vezes pedi para que levasse o celular, um cartão de telefone, qualquer um dos dois, para que pudéssemos fazer contato quando saísse sozinha. Certo que não era uma criança. Mas criada no interior, sem vivência nenhuma de cidade, vivia se metendo em enrascadas. Esta última, porém, era mais que uma enrascada. Quase cinco horas fora de casa, tinha ido apenas tomar um sorvete no shopping. Não levou o celular. E não me ligava para dizer onde estava.

Voltei a escrever, a crônica estava adiantada e faltava só mais um ponto final. 


Anderson Couto (andersoncout@gmail.com) "Apesar disso, as idéias não fluíam. Bastava uma finalização, uma sacada inteligente para fechar com chave de ouro a crônica... mas Dora não me saía da cabeça. Pensei em mil alternativas para tentar descobrir onde ela estava. Nenhuma delas me pareceu eficaz. Me perturbava a impressão de que seu sumiço foi deliberado. Que Dora não levou o celular propositalmente. Ela não queria ser encontrada. E uma constatação pior ainda: ela não confiava em mim."

  
Anielli Carraro (aniecarraro@hotmail.com)Era angustiante pensar em Dora daquele jeito. Os últimos dias tinham sido assim e eu precisava terminar meu trabalho, tinha prazos a cumprir, mas só havia Dora em meus pensamentos. As últimas palavras desapareciam, como Dora. As últimas palavras fugiam, como Dora. As últimas palavras escapavam, como Dora. Mas do que ela queria escapar? De quem? De mim? De nós? Ela parecia tão feliz com seu curso de enfermagem, seus novos amigos, com a cidade grande... conosco. Dora, agora, era um rosto diante dos meus olhos, um rosto lindo, com seus olhinhos verdes e brilhantes, sua boca inocente, seus cabelos negros cascateando ondas pelos ombros. O cheiro de Dora permanecera em meus lençóis, seu cheiro de mar, seu corpo impresso ali como da última vez em que se deitara... seu corpo jovem. Dora tão mais jovem que eu, tão mais viva que eu.”

sábado, 14 de abril de 2012

Criação coletiva -

Começamos bem. O Anderson (Ganso) já mandou ver nas ideias e deixou a sua contribuição:

Havia um silêncio incomodando muito no canto da sala naquela tarde. A cadeira em frente à janela, onde se avistava uma parte do jardim e a pequena calçada, emendada na rua, estava vazia.

Dora esqueceu o livro aberto, e o vento levantando suas folhas me chamou a atenção. Cadeira vazia, janela batendo. Corri para fechá-la com tanta vontade, como se protegesse alguém da friagem.

O relógio na parede, ao lado dos retratos, marcava mais de 3 horas, e seu tique-taque ecoava pelo ambiente. Meus papéis sobre a mesa também se espalharam com o vento e, enquanto tentava juntá-los, mais uma vez a lembrança de Dora me perturbou.

Quantas vezes pedi para que levasse o celular, um cartão de telefone, qualquer um dos dois, para que pudéssemos fazer contato quando saísse sozinha. Certo que não era uma criança. Mas criada no interior, sem vivência nenhuma de cidade, vivia se metendo em enrascadas. Esta última, porém, era mais que uma enrascada. Quase cinco horas fora de casa, tinha ido apenas tomar um sorvete no shopping. Não levou o celular. E não me ligava para dizer onde estava.

Voltei a escrever, a crônica estava adiantada e faltava só mais um ponto final. 



Anderson Couto (andersoncout@gmail.com) "Apesar disso, as idéias não fluíam. Bastava uma finalização, uma sacada inteligente para fechar com chave de ouro a crônica... mas Dora não me saía da cabeça. Pensei em mil alternativas para tentar descobrir onde ela estava. Nenhuma delas me pareceu eficaz. Me perturbava a impressão de que seu sumiço foi deliberado. Que Dora não levou o celular propositalmente. Ela não queria ser encontrada. E uma constatação pior ainda: ela não confiava em mim."






Vamos lá. Deixe sua contribuição, vamos fazer juntos esse conto. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Criação coletiva - Vamos escrever um conto juntos?



Eu proponho que escrevamos um conto juntos.  Este conto terá no máximo 5 laudas.
Vou começar o texto e deixarei que vocês, que me acompanham, participem.

As sugestões devem ser colocadas nos comentários, até o dia 20/04/2012. Vamos trabalhar assim:

1 - Cada seguidor pode dar uma sugestão por comentário. Os comentários serão revisados por ordem cronológica de entrada e pela sua qualidade textual.

( Mesmo não sendo uma escritora de reconhecimento "midiático" (vamos assim dizer), eu mesma estarei verificando essa qualidade. Portanto, se você não quiser, não é obrigado a participar. Se participar, tá concordando com isso OK?)

2 - O texto sugerido deve ser um parágrafo com, no máximo, 10 linhas.

3 - Será apreciado por mim, farei a revisão ortográfica e publicarei sempre um novo post, completando o conto.

4 - O texto deverá ser original (de sua autoria) acompanhar a coerência e coesão com a ideia inicial. Poderá também conter uma ideia inusitada, dentro de uma lógica textual.

5 - O post publicado será acompanhando do nome do autor e email, junto ao seu parágrafo correspondente.

6 - Ao final das 5 laudas concluídas, este conto, além de estar no blog e no meu facebook, será enviado para publicação em um jornal de grande circulação na cidade de Volta Redonda.

7 - A sua participação e a inclusão de seu texto cedem os direitos de uso do mesmo nas publicações que forem realizadas, quer sejam virtuais ou impressas, sem custos para o blog e sua autora.

8 - Caso não receba participações até o dia 20/04/2012, eu encerrarei a criação coletiva.

9 - O último parágrafo será escrito por mim mesma, para encerrar o conto.

10 - A preferência na participação será para os meus seguidores. Porém, serão aceitos textos de outros leitores. (Por que você não se registra?)

A narrativa começa aqui:



"Havia um silêncio incomodando muito no canto da sala naquela tarde. A cadeira em frente à janela, onde se avistava uma parte do jardim e a pequena calçada, emendada na rua, estava vazia.

Dora esqueceu o livro aberto, e o vento levantando suas folhas me chamou a atenção. Cadeira vazia, janela batendo. Corri para fechá-la com tanta vontade, como se protegesse alguém da friagem.

O relógio na parede, ao lado dos retratos, marcava mais de 3 horas, e seu tique-taque ecoava pelo ambiente. Meus papéis sobre a mesa também se espalharam com o vento e, enquanto tentava juntá-los, mais uma vez a lembrança de Dora me perturbou.

Quantas vezes pedi para que levasse o celular, um cartão de telefone, qualquer um dos dois, para que pudéssemos fazer contato quando saísse sozinha. Certo que não era uma criança. Mas criada no interior, sem vivência nenhuma de cidade, vivia se metendo em enrascadas. Esta última, porém, era mais que uma enrascada. Quase cinco horas fora de casa, tinha ido apenas tomar um sorvete no shopping. Não levou o celular. E não me ligava para dizer onde estava.

Voltei a escrever, a crônica estava adiantada e faltava só mais um ponto final. "

Começou! Valendo! Conto com a criatividade de vocês.

Regina Vilarinhos


A festa do ECFA foi assim

O dia 07 de abril, fizemos presença na Viagem ao Centro do Mangue 2. Foi essa lindura.


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Um biricutico faz bem.

Deia Pereira www.saladapradeia.blogspot.com


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