Páginas

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O moço

Um nome
Um dia
Um verso
Tua língua
pescoço
veneno.
Meu peito
olhos
dedos.
Carta
passado
ponte
ninho.
Medo
Vontade
Whisky
e beijos.
Um pedido:
Tua linha da vida
e minha
alinhada vida.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Guardo em mim tua voz,
do encontro perfeito entre nós.
Ressoa a palavra,
ecoa em meus lábios,
trança e dança em meu braços.

regina vilarinhos

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Maria-fumaça


Lá vai maria-fumaça
no trilho verde dos caminhos.
Desce rio, sobe serra,
solta o apito, vai carvão,
canta moço, passa criança,
corta vale, pouca pressa,
muita pressa...

Pinheirinho, Manacá,
Fulgêncio, JK,
Katanga, São Geraldo,
Quem quer apiar?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Poeta Rubayat

"Olha, um dia a alma deixará o teu corpo
e ficarás por trás do véu, entre o Universo
e o desconhecido. Enquanto não chega a hora,
procura ser feliz. Para onde irás depois?"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Escudo do Botafogoe é o mais bonito do mundo


Publicada em 12/2/2009 às 16:16
Escudo do Botafogo é eleito o mais bonito do mundo
Além do Glorioso, mais dois clubes brasileiros ficaram entre os dez mais votados

LANCEPRESS!

Em uma eleição promovida pela site www.esportefino.net, jornalistas e designers gráficos escolheram o escudo do Botafogo como o mais bonito do mundo. No total, nove pessoas foram julgadoras.

Para fazer a votação, a equipe do site fez uma pré-seleção com ajuda do jornalista e historiador Rodolfo Rodrigues, autor do livro Escudos dos Times do Mundo Inteiro . Chegando à final 128 escudos de 45 países.

Essa é uma postagem sem comentários! Sorry periferia, já dizia Imbrahim Sued!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ministério da Cultura - Incentivos

No site do Minc, descobre-se diversas maneiras de conseguir apoio para as atividades culturais. Uma delas, que eu não sabia, é o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural. Quem quiser saber mais é só acessar o site do ministério, como também o site da Secretaria de Cultura do RJ. Mãos à obra.


"O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009.

O Programa destina-se a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

O evento deve ser promovido por instituição de reconhecido mérito, brasileira ou estrangeira, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura ou por uma de suas vinculadas.

Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em propostas individuais ou de grupo, concorrendo separadamente. No caso das solicitações individuais, poderão ser apresentados pedidos com vistas à residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

O período de inscrições varia de acordo com o mês em que se realizará a viagem (ver calendário abaixo). Por exemplo, para viagens em julho, o prazo para envio de propostas encerra-se às 23h59, do dia 1º de junho. Caso o candidato julgue necessário, poderá anexar à sua proposta documentos comprobatórios do seu currículo, artigos publicados, portifólio e outros, desde que em formato digital.

Mudanças

Embora o novo edital apresente similaridades em relação ao primeiro lançado no início deste ano, existem alterações que devem ser observadas, como a inclusão de critérios a serem considerados durante o processo de seleção e restrições à candidatura (item 9), a serem cuidadosamente observadas antes da inscrição.

Uma das novidades no processo seletivo - que será inclusive objeto de análise - se refere à contrapartida mencionada nos itens 8.1 e 8.3, que deverá ser detalhadamente apresentada na proposta, com indicação de como e quando o proponente poderá realizá-la.

Também foram incluídos outros critérios para atribuição de pontos aos candidatos (item 4.3), como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das unidades da federação de origem das propostas, que passará a ser considerado na pontuação, no intuito de minimizar as desigualdades e promover a descentralização das ações culturais.

O percentual dos recursos para as candidaturas de grupo foi ampliado para 70% e as candidaturas individuais passam a contar com 30% do montante do Programa - que tem R$ 2 milhões para aplicação nos próximos nove meses -, respeitada a reserva de 5% desse total para portadores de deficiência."


regina vilarinhos

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Concurso FLIP

Para quem deseja participar da FLIP 2009, este concurso é muito legal.
Abaixo tem o link.
Abraços


"A sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que vai acontecer em julho, irá homenagear um dos mais importantes nomes do Modernismo brasileiro, o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Juntando-se a esta merecida homenagem, a Litteris Editora está promovendo, com exclusividade, o concurso literário “Uma viagem pra Pasárgada”.

::.. Objetivo do Concurso: convidar escritores amadores e profissionais a responderem, através de um poema, à pergunta: “Se você fosse para Pasárgada, como seria a sua passagem por lá?”

::.. O Que era Pasárgada?: era o nome de uma cidadezinha fundada por Ciro, o Antigo, nas montanhas do sul da Pérsia. Manuel Bandeira conheceu a região literariamente aos 15 anos, quando traduzia, em sala de aula, a Ciropedia. Imediatamente, ficou encantado com a história do lugar e a sua imaginação de adolescente começou a trabalhar, fazendo nascer, em 1946 o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.



http://www.litteris.com.br/concurso_bandeira.htm

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sina

Sina

Em algum lugar dentro de ti
Ficou guardado meu cheiro.
Em algum lugar dentro de mim
Ficou marcado o teu segredo.
Em algum lugar dentro de nós
Ficará selado o nosso tempero.

regina vilarinhos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Passa Quatro




Depois de 20 anos, a gente reencontra amigos e amigas!
Aí, percebemos que o mundo é muito melhor do que imaginamos!

Tem mais!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Criatividade e justiça

Do blog pagina não encontrada- hoje


Justiça em prosa e verso

Um juiz, provavelmente entediado, resolveu deixar seu trabalho, digamos, um pouco mais divertido: proferiu seu voto em forma de verso durante um julgamento na semana passada. O juiz Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul, encontrou uma forma até criativa para negar um pedido de indenização feito pelo chefe de um rapaz que, durante um discurso na Câmara dos Vereadores de Santana do Livramento, afirmou que ele não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. Imagina se a moda pega?!

Confira aqui o voto-poema ( Proc. nº 71001770171 ):

"Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.

"Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.

"Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.

"Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.

"Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco

"Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.

"Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.

"Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada.

"Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.

"E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores."


A justiça e a poesia andam juntas!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Começando 2009


Discurso no dia da formatura, 28/01, em Letras:


Digníssimo Senhor Reitor,
Ilustres Professores e Professoras
Amantíssimos Pais e Familiares,
Nobres Acadêmicos de Literatura e de Inglês:

A festa começou há quatro anos atrás. Do vestibular ao término do quarto ano, estivemos em constante vibração. Por isso, a cerimônia que hoje presenciamos é mais um ritual, depois de todos que cumprimos até agora. Como ritual, comecemos pelos agradecimentos:

Deus, muito obrigado.

Agradecemos a todos que participaram de nossa formação:

Às nossas famílias, pelo investimento que fizeram em nós: o financeiro, o afetivo, o emocional. Estivemos ausentes durante as noites e alguns finais de semana, construindo um futuro ainda melhor para todos nós.

Aos nossos professores e professoras, pelo compromisso todas às noites em sala de aula e fora dela, no preparo de apostilas, trabalhos e atividades. Cada um de nós guardou muito de cada um de vocês ao longo de nossa caminhada.

Ao Coordenador Alexandre Batista, ao ex- Coordenador Paulo Lúcio, aos funcionários da FERP, pela atenção, paciência, orientação e pelo atendimento, dispensados ao longo desses quatro anos, em todas as nossas solicitações.

Aos amigos, que souberam nos perdoar pelos aniversários esquecidos, pelas baladas adiadas, pelas vezes em que pedimos socorro em nossos trabalhos acadêmicos, pelos “bolos” dados de última hora.

Continuando esse ritual, precisamos oferecer.

Nossa força nasce no apoio de nossas famílias. Por isso, Pais e Mães, para vocês nossos diplomas! Obrigado por nos incentivar, cada um a seu jeito. Tudo começa em nossas famílias e é com elas que vamos celebrar... Aquilo que era um sonho, hoje é mais um objetivo conquistado.

Aos nossos futuros alunos oferecemos o que de melhor pudemos construir, que é nosso aprendizado. Cada um de nós possui uma parcela de Saussere, de Bechara, de Cunha, de Antonio Candido, de Alfredo Bosi, de Mattoso Câmara, de Maria Helena Duarte, de Marcos Bagno, de Machado de Assis, de Guimarães Rosa, de Cecília Meireles, de tantos nomes e nomes que se torna cansativa a relação. Somados à eles, a experiência individual e coletiva incorporada durante a vida inteira.

À sociedade, que recebe novos cidadãos, oferecemos o braço, a coragem e a garra de profissionais engajados na luta pelo direito universal da educação para todos. Nossas atitudes e nosso exemplo é que farão de nós professores e trabalhadores à altura de um novo Brasil, hoje manchado por corrupção e desigualdades, carente de uma visão mais justa e solidária sobre globalização da informação.

O movimento individual em direção ao aprendizado de Língua Pátria é visto como uma “loucura”. Perguntas como “Letras? Vai trabalhar em quê depois?” ou “Quer ser professor de Português?”, ou ainda: “É tudo mulher mal amada, nem sabem para quê estão lá!”, são comuns em todos os ambientes de onde viemos. A determinação de cada acadêmico, em fazer o que gosta, é que transforma a dúvida irônica em afirmação: “Vai ser Professor! Português e Literatura, Inglês ou Espanhol, tem muito mercado por aí!” A nossa reflexão é a partir do elemento que impulsiona o ingressante no Curso de Letras – o estudo da Língua Materna, a sua integração com a Literatura e ao aprendizado de outras línguas. A este elemento, junta-se o mais belo instrumento de que dispomos para o crescimento do ser humano: o livro.

Estamos diante do questionamento mundial sobre os destinos do livro. No Brasil, enfrentamos a cobrança permanente de uma sociedade atônita frente aos resultados da educação. De um lado, a mídia “diletante”, afirmando que os brasileiros são analfabetos funcionais, têm aversão aos livros, compram de tudo, menos livros, odeiam literatura. Alguns mais apavorados pregam o fim da sociedade brasileira, até mesmo a proximidade de uma catástrofe cultural, causada pela preguiça nacional de gostar de livros ou literatura. De outro lado, o professor, solitário, isolado e com seu destino selado: o de ser o mais completo incompetente, um zero, um nada.
O livro é o objeto material mais importante para quem trabalha com literatura. Ele une o universo exterior ao universo íntimo do ser humano, que está nas suas páginas. Assim, o simbolismo fica bem claro: pela leitura, produto da inteligência humana, transforma-se o livro em obra, reveladora de segredos e fantasias das quais nos tornamos donos.

A tarefa mais importante para um professor é ensinar a ler. Ler textos verbais e imagens, ler todos os gêneros e tipos de discurso; ler o texto em seu contexto. Cabe ao professor criar a intimidade do seu aluno com as leituras de seu mundo, seja no livro, no papiro, no DVD, no azul do céu, nas ruas e casas onde mora, em qualquer tradução em que a palavra leitura pode se materializar.

A missão professor-livro é a transformação política do homem. Quando ele percebe que as distâncias entre povos, idiomas, ideologias, culturas e nações são encurtadas pela literatura, deixa para trás muros, fronteiras religiosas, afetivas, sexuais e intelectuais. O código que se desvenda e ilumina em cada indivíduo é a liberdade, trazida pelas mãos do professor.

Por isso, estamos aqui para continuar esse ritual começado há quatro anos. Porque agora nós somos os agentes, os ministros da palavra, no sentido literal, e é ela que nos põe diante de vocês nesta noite.

SIM, somos acadêmicos corajosos!
SIM, somos profissionais de Letras e vamos entrar no mercado de trabalho preparados!
SIM, somos homens e mulheres, com sensibilidades e inteligências apuradas pelo ensino de Letras!
SIM, estamos cheios de amor universal. Os livros nos deram isso!
SIM, somos professores de Português, de Inglês, e de Literatura!