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terça-feira, 15 de abril de 2008

Viagem cultural - Rio de Janeiro

Fomos ao Rio de Janeiro, no domingo, 13 de abril, Ludmila e eu. Uma excursão cultural da faculdade. No roteiro, a exposição 200 anos da família Real no Brasil, no Museu Histórico Nacional, a exposição sobre Darwin e a evolução das espécies, e também o Centro Cultural Banco do Brasil. Também iríamos ao Paço Imperial, à igreja do Carmo, mas como o ônibus teve um probleminha na partida, esses foram cortados, devido ao tempo (pouco) para o que era prioridade.
A exposição sobre Charles Darwin estava no seu último dia e tinha bastante visitantes. Era a única paga, quinze reais; pagamos meia e entramos. Aí, é a nossa viagem agora. Um lugar lindo, planejado, colorido, exuberante. Retornei ao meu tempo de segundo grau, minhas aulas de biologia com o professor José Eduardo, e viajei nas imagens, nos fósseis, nos animais, nos depoimentos. Ludmila não sabia o que olhar, fotografar, admirar, tantas as novidades. Por lá tinham crianças de todas as idades. Fascinadas e loucas para tocar em tudo, pra falar de tudo, diante de um mundo maravilhoso que se abria para elas. E imaginar que ele, o Darwin, conseguiu tanta informação apenas com uma lupa, um estilete, papel e lápis. A observação e a dedicação são importantíssimas, mesmo que se tenha a mais alta tecnologia, para a ciência.
Saímos já emocionadas com tanta beleza. Caminhamos para a exposição da Família Real. Pelos corredores de entrada do Museu, as carruagens do tempo do Império. Lá dentro, a história. As imagens, os objetos, a cultura importada da Europa, o luxo, a pompa, que mesmo sobre questionamentos vários, nos trazem admiração também, por podermos conhecer a arte de 200 anos atrás. As salas se emendam umas nas outras, um labirinto de temas: República, escravos, índios, utensílios, a botica, os personagens. Fôlego para cerca de uma hora e meia de caminhada. Uma atividade aeróbica e cultural de rara oportunidade para nós que moramos no interior e não temos tanto lazer cultural.
Pausa para o almoço. Uma pequena parada no Centro, pertinho do Municipal, foi o suficiente para o calor já começar a pertubar. Fora o medo do mosquito e de outras mazelas que atingem a cidade. Mas relaxamos, pois o repelente era item de primeira necessidade antes de sairmos de Volta Redonda.

De volta ao ônibus, fomos à Casa França-Brasil, com a exposição das aquarelas de Debret, uma riqueza de cores e técnicas, retratos do Rio e de outros lugares do Brasil, que nos trouxe, mais uma vez, emoção, preenchimento e êxtase. Encontrar amigos, partilhar momentos como estes, divulgar relatos, é muito bom para a mente.

O mais emocionante para mim, vinha a seguir.
Há muito tenho vontade de conhecer o Centro Cultural do Banco do Brasil. A exposição "Os trópicos,visões a partir do centro do globo", é de uma beleza ímpar. Tudo, tudo mesmo, distribuído em 5 corredores, narra a cultura de diferentes povos na Oceania, África, Ásia e América tropical. As videoinstalações, as fotografias, os tecidos, as máscaras, os símbolos de rituais. Cera de 130 obras do Museu Etnológico de Berlim. Fora o espaço, o próprio CCBB, que é lindíssimo.
A surpresa está no hall de entrada, com a instalação "O sonho da árvore no escritório", que simplesmente é a grande atração da mostra. A árvore da vida, a árvore dos sonhos, a "máquina do mundo", crescendo em direção à luz, ao centro do universo, no alto da rotunda do hall. Uma criação de dois artistas alemães, uma terapia de relaxamento. Maravilhos ver do alto a reação dos visitantes, deitados e admirando a árvore. As crianças, os namorados, os solitários, os homens de negócios, a moça de mochila nas costas, o gringo, os meninos de rua. Um encontro, um partilhar de sonhos, uma mágica. Lindo demais! Só indo até lá para poder entender essa descrição.

regina vilarinhos.

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