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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um dia qualquer



Te encontrarei e te direi
que foram dezembros,
foram noturnos
esperando quem me levará
e pedindo para as pedras que cantam
te contarem de meu fanatismo,
de minha revelação,
de minha asa partida.
E durante os teus deslizes
eu sentia que nossa jura secreta
estava bem guardada
no fundo do Mucuripe.
Nas eternas ondas
dessa agonia,
no chororô qual
cebola cortada
e você, guerreiro menino,
no frenesi da aurora, deixou
tanta saudade.
Pé de sonhos que no quintal de casa,
vibra num vento forte, para
dentro do meu coração alado.
Traduza-se, eu te deixo.
E te entrego palavras e silêncio.
Meu motivo: ansiedade.
Tua sina, teus pensamentos,
uma doida que te espera aqui.
Qualquer música que me tire
e que me traga de volta
a palavra de amor.
Quero rosas que não falam,
quero a lamparina acesa,
pra te esperar, nos
canteiros e ainda,
feliz.

regina vilarinhos - 2013 - Ainda fã de Raimundo Fagner (muito!)

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