quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Publicação sem autorização
Existe um partido político que faz umas agendas coloridas e vende todo final de ano. Pois bem, a agenda de 2012 foi feita e publicaram um poema meu sem minha autorização. O poema foi publicado aqui http://poesiaemvolta.blogspot.com/2008/11/porto-poema.html.
A agenda pode ser vista aqui http://www.issuu.com/vicalvpon/docs/grajfjasjfsdjab no dia 16 de julho está lá meu poema.
Não sei até onde está errado e até onde vai meu direito. Mas estou procurando saber.
Regina Vilarinhos
A agenda pode ser vista aqui http://www.issuu.com/vicalvpon/docs/grajfjasjfsdjab no dia 16 de julho está lá meu poema.
Não sei até onde está errado e até onde vai meu direito. Mas estou procurando saber.
Regina Vilarinhos
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Poesia - Hoje e Sempre
Sobre leitura e poesia
Como falar de poesia e arte em meio a balas perdidas e achadas, chuvas, desabamentos, terrorismo e crianças assassinadas?
Como falar da leitura, de educação, quando no nordeste de nosso país livros novos, lacrados, são mandados à reciclagem, muito antes de terem sido tocados? Lembra-nos da queima de livros em Alexandria, ou na Alemanha nazista. Fico imaginando as crianças daquelas escolas, que não se aproximaram daqueles e de outros livros. A reciclagem dos livros aconteceu antes da reciclagem que eles proporcionariam aos alunos, professores e aos diretores. Doeu no peito!
Minha paixão pela leitura surgiu ainda criança, com os livros didáticos. Foi através dos textos empregados para o ensino de português que descobri quem era Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Cora Coralina, Machado, Alencar, e tantos outros. Hoje em dia, guardo livros didáticos de várias séries, que me são entregues para doação, para ainda ler estes mesmos autores e os contemporâneos, como Fabrício Carpinejar e Ana Maria Machado. E fico a viajar com tantas aventuras, desventuras, romances, e, claro, com as poesias. E em seguida compartilho meu prazer de ler.
Todos as manifestações artísticas possuem valor. E realizam uma ligação química no cérebro que daí tira as sensações, absorve-as e leva diretamente ao coração de cada um de nós. O tocar, o sentir, o ouvir, o olhar fazem parte da arte, para que ela possa realmente SER. Escondida, trancada, julgada, queimada, impedida de estabelecer essa ligação com a percepção humana, deixa de existir a arte. A arte é responsável por catalisar anseios de nossa sociedade. A arte poética nos oferece a negativa da dor, nos dá o bálsamo para a alma. A poesia emite um grito coletivo. Quem a ouve se delicia como um vinho na taça. Quem a declama, faz oração, conecta com o belo e proclama sua arte.
Para que a poesia seja elemento presente, o poeta tem que se fazer presente ao seu tempo. Somos responsáveis (se poeta me chamam) e precisamos escrever, declamar, gravar e expor nossos poemas, em todos os espaços que nos forem oferecidos. Se não nos oferecem o espaço, nós o abrimos seja através de blogs, sites colaborativos, panfletos poéticos, livros cooperativados, produção independente e tantas outras maneiras que temos de divulgar-nos. Sem buscar culpas e saudosismos em épocas passadas, temos um novo conceito de informação hoje que nos favorece a procura e a oferta de todo tipo de arte. Dessa forma, colocamos o leitor e o editor integrados do que fazemos. Construímos nosso caminho e vamos alimentado-o, uma hora ele poderá nos levar além do que imaginávamos. E não serão as críticas despreparadas que derrubarão o trabalho de quem quer que seja.
A escolha é um direito, a permanência da arte é uma consequência das escolhas, não de quem se julga dono da arte.
Regina Vilarinhos
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Remédios
Oxigênio, chá, maracujina, fluoxetina, ioga, banho de mar, sal grosso, café forte, cachaça, gritar bem alto no vazio, mergulhar na piscina, dormir 12 horas ininterruptas, fumar, sorrir, gargalhar, conversar, tomar um passe, pedir a bênção, fugir, chorar, chorar, voltar, beijar, andar de bicicleta, chuva, tarja preta, exorcismo, andar na areia, fazer amor, ver o sol se por, ver a lua nascer... Preciso.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Simples sempre fomos
Somos simples, somos feitos de matéria muito complexa, mas somos simples.
Basta estarmos juntos num familiar almoço, com mesa posta de toalha desbotada, panelinhas de barro com feijão fresco no alho, arroz branquinho, carne de panela com batatas. Basta juntos tomarmos banho de chuva no quintal no final da tarde. Somos simples demais. Sempre foi assim.
Passamos a vida nos procurando em tudo. E estávamos ali, na nossa frente.
Descobertas feitas de sorrisos infantis nas faces dos filhos e dos pais idosos, ou na alegria do abraço de reencontro com amigos de infância. Ou no “oi” que recebemos de quem começa a se chegar agora, pra junto e para sempre.
Somos metidos demais em querer saber de tudo. Quase esqueço o quanto ainda voltarei aqui para aprender, durante dias e noites, ao som de músicas lindas de Minas e de sambas.
Tem um trem de simplicidade parado ao meu lado, uma mala cheia de surpresas de mim mesma, pronta a ser aberta.
Buscamos a chave para quê, se ela esteve sempre pendurada em nosso pescoço? Num cordãozinho que a mãe nos deu na adolescência e pediu que guardássemos junto do peito. Era ela, a chave.
Somos simples demais. Sempre foi assim.
regina vilarinhos
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Meu lugar - nosso lugar
Ferve o cinza, jorra cidade!
Meninos e meninas debaixo do papelão,
que faz a noite estrelada no chão.
Ferve, grita!
Cidade amarela, do inferno de Dante,
no caminho das forjas.
Ferve!
Peleja o homem, sopra a chaminé,
desconhece cada um dos seus habitantes.
Babilônia, Sodoma, Iroshima...
Volta do rio que envolve seus poetas,
artistas, lunáticos.
Ferve cinza!
Geme cidade!
De noite os homens se juntam
sob a mesma fumaça, sob o mesmo pó.
Dormem homens.
Amanhecem aço.
Ferve cidade!
Grita aço!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Sarau Poesia em Volta - Os sonhos não envelhecem
Um dia, sonhei que poderíamos ser um movimento cultural. Um dia, sonhei que precisaria de muitos braços e vozes pra realizar esse sonho. Um dia, achei que só com muito dinheiro iria realizar esse sonho. HOJE eu vivi esse sonho! Com braços, vozes e pessoas que valem mais que milhares de cifrões. HOJE eu tenho a TOCA DO ARIGÓ para que esse sonho e muitos outros possam ser realizados. Cultura se faz fazendo.
Nunca andei de pires na mão pedindo esmola para poder público, embora eu tenha certeza que é obrigação do poder socializar a cultura. Um dia, eu disse que tinha o sonho de ser secretária de cultura na minha cidade. Não preciso disso! Tenho muito mais poder com a palavra e com atitude do que com uma caneta na mão! Obrigada Carlos Eduardo Giglio, Anderson Alves de Souza, Jair de Assis, Wesley Faria, Felipe Raposo Fox, Daiane Landim, Eduardo André Sodré, Débora Evellyn,Edimar Zambroni, Vinicius Brandao, e todos que estão fazendo essa realidade comigo. Feliz 21012 de cultura pra todos nós. Nós merecemos.
Giglio - nosso querido revolucionário
Apenas uma parte da galera na Toca do Arigó
Eu e a obra de arte do André Sodré.
Graziela linda lendo Viviane Mosé
Assinar:
Postagens (Atom)
-
"Tempo bom não volta mais saudade de outros tempo iguais." (Lilico) Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, ...








