domingo, 14 de março de 2010

Dia Nacional da Poesia

Eu deixar uma poesia aqui, mas achei que a Leonor Vieira faaz isso muito bem. Leiam e sintam em http://lv-motta.zip.net/index.html.

Abraços e paz
regina vilarinhos

sexta-feira, 5 de março de 2010

DIA 27 MARÇO - HORA DO PLANETA


"Mesmo sendo um grave problema, o tema do Aquecimento Global traz uma grande oportunidade para a humanidade - enxergarmos que todos, independente de raça, credo, cor, situação financeira e país - vivemos em um só planeta, em um só mundo"

Dia Internacional da Mulher

Recebi hoje e compartilho e desejo que nós estejamos sempre unidas, com todos e todas.
Regina

Mulher na Sociedade Sustentável


Por Amyra El Khalili

No dia 08 de Março comemoramos o “Dia Internacional da Mulher”. Neste mesmo mês, no “dia 22 de Março”, comemoramos o “Dia Internacional das Águas”.

O “Dia 08 de Março” é uma data significativa que diferentemente do dia dos namorados, ao invés de presenteá-las com flores, CD Roms, chocolates e cartões de amor, pensamos o quanto as mulheres têm feito no mundo pela questão de gênero (equidade entre os sexos) e tantas outras questões.

Nesta data os movimentos feministas costumam registrar seus manifestos, proposições e reivindicações, pois os olhares da mídia e da sociedade estão atentos ao tema. Mais do que uma bandeira do movimento feminista, tem sido motivo de mobilizações em prol de um mundo que possa reconhecer o papel da mulher em todas as frentes econômico, políticas, sócio-educacional e ambientais.

Pensamos sempre na mulher como um ser que dá a vida a outros seres, e responsável por carregar no ventre essas vidas, bem como educar, lavar, passar e cozinhar, além é claro, de trabalhar fora de casa. Há as que trabalham dentro de casa também nesta dupla jornada, ainda convivem com os conflitos de identidade do parceiro, que muitas vezes não consegue acompanhar a evolução das mulheres empoderadas, seja como profissional remunerada alcançando cargos e salários, seja como uma mulher independente financeiramente, e que pode a qualquer momento livrar-se do paradigma de casamentos por dependências ou imposições sociais.

O que falamos aqui esta sacramentado em diversas teses, debates e artigos, mas o objetivo desta conferência não é repetir o que sabemos de cor, mas iniciar uma discussão para nos conhecermos melhor intimamente enquanto mulheres que somos numa perspectiva ambiental.

Hoje a questão ambiental superou o tabu nos mesmos enfrentamentos e conflitos que fora a questão de gênero. A questão étnica também não ficou atrás da questão religiosa, das questões de guerra e paz. Na realidade todas essas “questões” estão interligadas por que dizem respeito ao mundo em que vivemos e o mundo que queremos.

Não somos seres dissociados desta realidade, pois usamos água, consumimos energia, respiramos igualmente o mesmo ar que todos respiram e se uma bomba cair sobre nossas cabeças neste espaço em que nos encontramos agora, não escolherá se é negra, branca, amarela, índia, palestina ou judia. Muito menos nos selecionará por sexualidade, crença ou religião.

É claro que existem focos de conflitos direcionados, e que atingem pessoas e as discriminas por suas identidades, formação étnica e opção religiosa, mas o que atinge o outro me atinge, gerando impacto em minha vida. Sofremos com isso, e muitas vezes nem percebemos de onde vem todo esse sofrimento. Para aqueles que têm consciência, o impacto é direto. Para os outros inconscientes, o impacto indireto pode até causar danos muitos maiores.

Quando eu sei por que estou sofrendo, é muito mais fácil curar a ferida, mas quando não sei por que estou sofrendo, começo a procurar em mim a causa e efeito deste sofrimento e psicologicamente me desequilibro. E assim é o meio ambiente. O meio ambiente sente e responde a uma velocidade maior do que os seres humanos podem imaginar.

As mulheres têm tido um papel relevante nas questões ambientais, quando defendem o direito de água para todos. Que é na verdade a defesa do direito à vida. As mulheres têm se movimentado mais rápido que os homens nas questões sócio-humanitárias, nas mobilizações ambientais por que “sentem” na pele o que significa um meio ambiente doente. Sentem a falta de água, a falta de luz, a falta de um lar num local arejado e sem contaminações. Sentem a falta de uma brisa num dia de calor extremamente abafado, sentem na pele o sofrimento de um companheiro infectado por algum contaminante químico. Sentem a indiferença do poder público quando têm que sustentar o lar sozinhas e quando seus pares ou filhos ficam na cama por conta de uma enfermidade que os impede de trabalhar.

É neste aspecto que gostaríamos de analisar com as mulheres. O que isto significa em suas vidas e como se sentem. Será na interação de suas participações como agentes ativos em uma sociedade plural, que poderemos construir um mundo melhor fazendo com que seus sentimentos e vozes sejam ouvidas.

As mulheres estão revolucionando o mundo como educadoras ambientais, naturalmente que são, por sua formação biológica e sua capacidade de sentir. Porém é importante identificar que estes sentimentos não são exclusivo das mulheres, mas também e principalmente dos homens. Homens paridos, criados e educados por mulheres, que têm em suas essências a “feminística” , ou seja, a mística feminina que todos seres humanos possuem. Talvez seja este o nosso maior desafio: despertar essa mística dos Homens, e permitir que Eles a sintam, com tanta ou mais intensidade que a sentimos.
Portanto os homens são bem vindos em nosso Meio Ambiente para que possamos caminhar juntos, um ao lado do outro – com equidade e respeito às opções de cada um.

Caminhar um ao lado do outro em busca de um mundo melhor que compreenda e respeite o direito as diferenças e a riqueza da biodiversidade (diversidade de vida) em todos os níveis – de todos seres vivos!

O Meio Ambiente e as Águas de Março agradecem!

terça-feira, 2 de março de 2010

Todos nós, por todo ele.

Caríssimos
Vamos assinar a petição em solidariedade ao Marcelos Guimarães, nosso queridíssimo amigo. No site http://www.petitiononline.com/marcelos/

Nós que o conhecemos bem sabemos que é muito importante!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Poesia Multimídia

POESIA MULTIMÍDIA

Multi homem,
de multi vidas
com muitas faces
multicoloridas.

Multi artista
de cenas infinitas:
canto, poesia
e música erudita.

Multi pai,
multi amante.
Estradas e rotas
de multi navegante.

Multi sonhador
em mundos visturais.
Multi criador
de espaços ideais.

Multi homem,
multi médico,
multi curas
pro mundo ANTIÉTICO.

Multi caminho
de multi sensações:
ao amigo, carinho
Marcelus Guimarães!

regina vilarinhos

escrita por volta de 1999, e publicada e meu livro em 2001.

Acabei de voltar da casa de Marcelos e meu coração está mais calmo. Agora ele está lá, junto aos seus filhos e filhas lindos, seus irmãos e seus amigos. Lindo e livre!

SOLIDARIEDADE MARCELOS GUIMARÃES

É revoltante como pessoas conseguem denegrir a imagem de um homem de RESPEITO, CARÁTER, DIGNIDADE, HONRA e todos os maiores adjetivos que possam existir, em todas as línguas. É inadismissível que o jornal Diario do Vale tenha feito uma matéria tão sensacionalista, antes de realmente saber a verdade dos fatos.
Infelizmente, eu havia enviado uma crônica no início da semana para publicaçãoa no caderno lazer, amanhã. Essa mesma que está ai abaixo. Não pude evitar a sua publicação.
Lamentável.
Peço desculpas ao querido Marcelos e seus filhos.
Regina Vilarinhos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Aconteceu há mais de 30 anos

"Tempo bom
não volta mais
saudade
de outros tempo iguais." (Lilico)


Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, coloridos, músicos, cantores. Pareciam saídos de algum lugar mágico, e não apresentavam nada de novo. A história que traziam para mim, era contada já há mais de mil de novecentos anos. O pouco que eu sabia, aprendera na missa aos domingos, com meus pais e oito irmãos.

Com eles, fui invadida pela vontade de conhecer mais. Esses meninos tinham um líder. Um homem forte, com aparência de europeu, uma coisa meio portugesa e italiana, com um pré-nome inglês, William. Ele havia se tornado padre na irmandade escolápia, de padres espanhóis. Educadores e religiosos, vieram ter em Volta Redonda e instalaram-se no Colégio Macedo Soares. Um colégio lindo, com um pátio imenso, com salas de aulas imensas, cheio de magia para mim. Eu andava por aquele pátio todos os dias esperando algo novo, sempre. Nenhuma aula era igual à outra, nenhum recreio era igual ao outro. Mesmo com o padre Gregório todos os dias nos fazendo formar filas indianas para ouvirmos os avisos, as orações e o jornal do Macedo.

Os meninos, voltemos à eles. Eram o grupo de jovens do Padre William. O Movimento Calazans de Jovens. Como era difícil entender a importância desse nome para mim àquela época. Passou muito tempo para que eu assimilasse as heranças que todos me deixaram. Eram mais de 100. Não sei os números. Sei dos encontros, dos encontrões, dos missões, das missas na capela, da hora de oração, e dos aniversários, festinhas e pequenos lanches que fazíamos. Os mais velhos tinham de 20 a 25 anos, eram o Liga, o Granville, a Janete, o Cury, as irmãs da Miroca...

Hoje, somos mais de 30, que se redescobriram trinta anos depois. Redescobrimos o prazer escutarmos a voz de quem estava aprisionado na memória. Redescobrimos a força de um "Oi amiguito!" "Oi amiguita". Redescobrimos os "esses" do William, as letras das canções (guardadas pela Regina Santini) e mais de mil coisas que correram neses trinta anos. As mensagens que enchem minha caixa de emails, as conversas pelo skype, o orkut por onde localizei vários deles, tudo isso hoje é parte do caminho que tenho que reaprender.

No meu balanço de 2009, posso afirmar que tive dois momentos de forte emoção. Sei que existe o próposito de Deus em tudo isso: Ele me trouxe esses meninos e meninas para mais perto do que eu imaginaria. E Ele levou para o seu lado meu pai.

regina vilarinhos

sábado, 30 de janeiro de 2010

Convoca

Saudade é ser, depois de ter.
Guimarães Rosa

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Neruda


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros


"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar."
Rubem Alves

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tempestade



Essa água que te desaloja,
essa terra que te expulsa,
esse teto que te desaba,
essa rua que te inunda,
esse rio que te invade,
esse trovão que te assombra,
essa torrente que te prende,
esse volume que te afoga,
essa falta que te medra,
esse vazio que te enche
o nada que te resta
.

regina vilarinhos

foto:Flavio Neves - desabrigados

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sente

Queima, bate, engasga. Corrói, debate, rasga, dói, anula.

Dentro, fora, em cima, do lado, do outro,deitado, em pé. Engatinhando, sentado, pulando, arrastando. Atrás, na frente, de frente e de lado.

Com fome, com enjôo, com sede, de barriga cheia. Ardendo em febre, curado, resfriado, de dieta, com barriga tanquinho. Na foto de photoshop, preto e branco, colorida.

No braço, cabeça, na mão, peito, perna, dedão do pé. Na boca, bexiga, coração. Estômago, nariz, olho.

Sem motivo, com motivo, na chegada, na partida, no amor, no ódio, quando nasce, quando morre.

De dia, de tarde, madrugada, noite alta, com calor, com neve, primavera, lua cheia.
Lua minguante. Na cheia, na vazante, maré alta, pororoca.

No Natal, na Páscoa, Carnaval, finados, dia santo, segunda-feira. Nas férias, em aula, reunião, desfile de moda. Pelado, vestido, biquíni, uniforme, de meia.

Dor.

regina vilarinhos

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tudo positivo e operante




"Hércules era muito leal aos seus amigos; mais do que uma vez ele arriscou sua vida para ajudá-los, sendo o caso mais espetacular o de Alceste. Admeto, Rei de Feres na Tessália, tinha feito um acordo com Apolo que, quando chegasse a hora de sua morte, poderia continuar a viver se encontrasse alguém que quisesse morrer em seu lugar. Entretanto, quando Admeto estava se aproximando da hora da sua morte, mostrou-se ser mais difícil do que tinha calculado arranjar um substituto; após seus parentes mais velhos terem egoisticamente se recusado ao sacrifício, sua esposa Alceste insistiu para que fosse a sacrificada. Quando Hércules chegou, ela já tinha descido ao Mundo Inferior, indo ele imediatamente atrás dela. Então lutou com a morte e venceu, trazendo-a de volta em triunfo ao mundo dos vivos." (...)

"...os trabalhos de Hércules asseguraram-lhe a imortalidade, assim ele subiu ao Olimpo e assumiu seu lugar entre os deuses que vivem eternamente.
"

isto está em http://www.mundodosfilosofos.com.br/hercules.htm

Meu amigo-irmão-anjo

regina vilarinhos