quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Poesia Multimídia

POESIA MULTIMÍDIA

Multi homem,
de multi vidas
com muitas faces
multicoloridas.

Multi artista
de cenas infinitas:
canto, poesia
e música erudita.

Multi pai,
multi amante.
Estradas e rotas
de multi navegante.

Multi sonhador
em mundos visturais.
Multi criador
de espaços ideais.

Multi homem,
multi médico,
multi curas
pro mundo ANTIÉTICO.

Multi caminho
de multi sensações:
ao amigo, carinho
Marcelus Guimarães!

regina vilarinhos

escrita por volta de 1999, e publicada e meu livro em 2001.

Acabei de voltar da casa de Marcelos e meu coração está mais calmo. Agora ele está lá, junto aos seus filhos e filhas lindos, seus irmãos e seus amigos. Lindo e livre!

SOLIDARIEDADE MARCELOS GUIMARÃES

É revoltante como pessoas conseguem denegrir a imagem de um homem de RESPEITO, CARÁTER, DIGNIDADE, HONRA e todos os maiores adjetivos que possam existir, em todas as línguas. É inadismissível que o jornal Diario do Vale tenha feito uma matéria tão sensacionalista, antes de realmente saber a verdade dos fatos.
Infelizmente, eu havia enviado uma crônica no início da semana para publicaçãoa no caderno lazer, amanhã. Essa mesma que está ai abaixo. Não pude evitar a sua publicação.
Lamentável.
Peço desculpas ao querido Marcelos e seus filhos.
Regina Vilarinhos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Aconteceu há mais de 30 anos

"Tempo bom
não volta mais
saudade
de outros tempo iguais." (Lilico)


Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, coloridos, músicos, cantores. Pareciam saídos de algum lugar mágico, e não apresentavam nada de novo. A história que traziam para mim, era contada já há mais de mil de novecentos anos. O pouco que eu sabia, aprendera na missa aos domingos, com meus pais e oito irmãos.

Com eles, fui invadida pela vontade de conhecer mais. Esses meninos tinham um líder. Um homem forte, com aparência de europeu, uma coisa meio portugesa e italiana, com um pré-nome inglês, William. Ele havia se tornado padre na irmandade escolápia, de padres espanhóis. Educadores e religiosos, vieram ter em Volta Redonda e instalaram-se no Colégio Macedo Soares. Um colégio lindo, com um pátio imenso, com salas de aulas imensas, cheio de magia para mim. Eu andava por aquele pátio todos os dias esperando algo novo, sempre. Nenhuma aula era igual à outra, nenhum recreio era igual ao outro. Mesmo com o padre Gregório todos os dias nos fazendo formar filas indianas para ouvirmos os avisos, as orações e o jornal do Macedo.

Os meninos, voltemos à eles. Eram o grupo de jovens do Padre William. O Movimento Calazans de Jovens. Como era difícil entender a importância desse nome para mim àquela época. Passou muito tempo para que eu assimilasse as heranças que todos me deixaram. Eram mais de 100. Não sei os números. Sei dos encontros, dos encontrões, dos missões, das missas na capela, da hora de oração, e dos aniversários, festinhas e pequenos lanches que fazíamos. Os mais velhos tinham de 20 a 25 anos, eram o Liga, o Granville, a Janete, o Cury, as irmãs da Miroca...

Hoje, somos mais de 30, que se redescobriram trinta anos depois. Redescobrimos o prazer escutarmos a voz de quem estava aprisionado na memória. Redescobrimos a força de um "Oi amiguito!" "Oi amiguita". Redescobrimos os "esses" do William, as letras das canções (guardadas pela Regina Santini) e mais de mil coisas que correram neses trinta anos. As mensagens que enchem minha caixa de emails, as conversas pelo skype, o orkut por onde localizei vários deles, tudo isso hoje é parte do caminho que tenho que reaprender.

No meu balanço de 2009, posso afirmar que tive dois momentos de forte emoção. Sei que existe o próposito de Deus em tudo isso: Ele me trouxe esses meninos e meninas para mais perto do que eu imaginaria. E Ele levou para o seu lado meu pai.

regina vilarinhos

sábado, 30 de janeiro de 2010

Convoca

Saudade é ser, depois de ter.
Guimarães Rosa

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Neruda


Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros


"A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar."
Rubem Alves

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tempestade



Essa água que te desaloja,
essa terra que te expulsa,
esse teto que te desaba,
essa rua que te inunda,
esse rio que te invade,
esse trovão que te assombra,
essa torrente que te prende,
esse volume que te afoga,
essa falta que te medra,
esse vazio que te enche
o nada que te resta
.

regina vilarinhos

foto:Flavio Neves - desabrigados

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Sente

Queima, bate, engasga. Corrói, debate, rasga, dói, anula.

Dentro, fora, em cima, do lado, do outro,deitado, em pé. Engatinhando, sentado, pulando, arrastando. Atrás, na frente, de frente e de lado.

Com fome, com enjôo, com sede, de barriga cheia. Ardendo em febre, curado, resfriado, de dieta, com barriga tanquinho. Na foto de photoshop, preto e branco, colorida.

No braço, cabeça, na mão, peito, perna, dedão do pé. Na boca, bexiga, coração. Estômago, nariz, olho.

Sem motivo, com motivo, na chegada, na partida, no amor, no ódio, quando nasce, quando morre.

De dia, de tarde, madrugada, noite alta, com calor, com neve, primavera, lua cheia.
Lua minguante. Na cheia, na vazante, maré alta, pororoca.

No Natal, na Páscoa, Carnaval, finados, dia santo, segunda-feira. Nas férias, em aula, reunião, desfile de moda. Pelado, vestido, biquíni, uniforme, de meia.

Dor.

regina vilarinhos

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Tudo positivo e operante




"Hércules era muito leal aos seus amigos; mais do que uma vez ele arriscou sua vida para ajudá-los, sendo o caso mais espetacular o de Alceste. Admeto, Rei de Feres na Tessália, tinha feito um acordo com Apolo que, quando chegasse a hora de sua morte, poderia continuar a viver se encontrasse alguém que quisesse morrer em seu lugar. Entretanto, quando Admeto estava se aproximando da hora da sua morte, mostrou-se ser mais difícil do que tinha calculado arranjar um substituto; após seus parentes mais velhos terem egoisticamente se recusado ao sacrifício, sua esposa Alceste insistiu para que fosse a sacrificada. Quando Hércules chegou, ela já tinha descido ao Mundo Inferior, indo ele imediatamente atrás dela. Então lutou com a morte e venceu, trazendo-a de volta em triunfo ao mundo dos vivos." (...)

"...os trabalhos de Hércules asseguraram-lhe a imortalidade, assim ele subiu ao Olimpo e assumiu seu lugar entre os deuses que vivem eternamente.
"

isto está em http://www.mundodosfilosofos.com.br/hercules.htm

Meu amigo-irmão-anjo

regina vilarinhos

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Virada de ano?

Esperando o tempo passar, para passar a dor, repensar a perda, perder a tristeza, para ganhar uma nova rotina, para o tempo de novo passar. Quem consegue fazer poesia numa hora dessas, é porque é um poeta de mão cheia mesmo.

Num piscar de olhos, a gente descobre, mais uma vez, que festa nenhuma é importante. Virada de ano? Babaquice. O que vira é só o calendário. A falta de bom senso da grande maioria vai ser a mesma. De algumas, até piora. Grande coisa beber e sair por ái dizendo: Feliz Ano Novo.

No dia seguinte, você descobre que a realidade é a mesma de ontem. Pior, constata que continua o mesmo de ontem, um pouquinho mais amargo.

Quem me dera que o dia de Ano Novo trouxesse de volta não a realidade de ontem, mas a realidade de 10 dias atrás. É isso!

sábado, 26 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Felicidade é uma escolha individual

É preciso estar pronto para enxergar a felicidade. A gente fica pensando em coisas desimportantes, em fazer discursos cheios de palavras difíceis, em fazer poses especiais para a foto, em escrever a poesia mais linda de todas. E a nossa felicidade mesmo não encontramos. Quem me dera ter aquele emprego, aquela TV, ser noiva daquele um, estar na casa de campo, beber aquele vinho e transar com  aquela mulher maravilhosa.
Cai fora, sai dessa!
Eu sinto a cada dia as coisas de forma muito mais fácil e simples. E sei bem que é a Ludmila estando bem, o meu trabalho construindo o dia a dia das pessoas, meus pais bem de saúde e minha família estando unida. Aí sim, eu posso trabalhar pelo melhor para minha cidade, para meus amigos, pro mundo em que vivo. Não adianta fazer discursos pra salvar a água, a Amazônia, os ursos polares e a onça pintada, e não saber preservar o amor dentro de você.
Por isso, quem se prepara para a ceia e os presentes, saiba cozinhar em banho maria, todos os dias, a paciência, a tolerância, a fraternidade,a solidariedade, e o respeito. Vai ser fácil distribuir sorrisos e dar abraços!
Feliz Natal é entender que é preciso estar vivo e pronto para perdoar, todo dia.

regina vilarinhos