sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Que vontade de chuva!



Eu tô com vontade de chuva. E parece que ela vem chegando, finalmente. E logo na sexta à noite...tudo bem, que ela venha e lave esse pó, lave a alma, lave a coragem e ponha de novo o sol para que o ciclo não cesse, para que a vida se fortaleça.
Chega de lamentação, é urgente ser feliz !

Fabrício Carpinejar

www.portalliteral.com.br


Faculdade, provas, trabalhos, leituras demais para uma semana e meia e ainda vem a Semana Acadêmica. Ótimo! Já cheguei ao 3º bimestre, tem só mais um pouquinho. Maravilha de semana. E hoje achei este texto do poeta e passo o link pra quem se aventurar a ler. Aliás, o Portal Literal tem muita coisa boa de ler.
Saúde e bom fim de semana! Com a poesia nos braços...

Leitura doce, de iluminar, de fazer crer em muitos amores e luares.
http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Você

Se fosse pintura
não seria tão colorido.
Se fosse foto
não teria tanta revelação.
Se fosse sangue
não levaria tanta vida.
Se fosse corpo
não tomaria tantas formas.
Se fosse jóia
não seria tão lapidada.
Se fosse vidro
não quebraria tão fácil.
Se fosse sonho
não traria tanta calma.
Se fosse encontro
não seria tão pontual.
Se fosse sexo
não daria tanto prazer.
Se fosse fogo
não arderia tanta labareda.
Se fosse charada
não teria tanto mistério.

regina vilarinhos

EU

Te vejo,
te beijo,
te desejo,
te uso,
te misturo,
te iludo,
te perturbo,
te sinto,
te preciso,
te pressinto,
te quero,
te espero,
te venero,
te mereço,
te esqueço,
te aqueço,
te aguardo,
te arranho,
te abandono,
te gosto,
te mostro,
te roço,
te abraço,
te invado,
te adoro,
te namoro,
te ...

regina vilarinhos

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

II JORNADA DE LETRAS - FERP 2007







fotos: palestra/exposição
Fabiane e Regina
professores
nosso grupo em BP - as duas fabiane, daiane, edna e regina
"É preciso ousar ser poeta para ser tudo o que somos.
Para não soçobrar na espuma.
Para o mergulho no abismo do ser e do não ser.
Para facilitar a lida com os conflitos e a travessia da dor.
Para abraçar a vastidão humana."
(Roberto Crema)

Prisão



Regina Vilarinhos


De dentro do cárcere, a visão do universo.
Olhos que vagueiam no manto azul,
por entre muralhas, guaritas,
onde o inimigo espreita.
Vozes felizes, vozes.
Promessas. Encontros.
Almas tenras, flores pequenas,
crescem no jardim,
cercadas de algozes.
No ritmo do fuzil, marcha o rio
banhando a terra vermelha.
Nasce de novo a lua,
na cortina enfumaçada,
a ouvir o pranto das ruas.
E os corações fotografados
dos homens bombados,
em preto e branco marcados,
alinham-se nas colunas dos mascarados.
O tempo vai vagaroso.
A nova arquitetura de ruínas.
A escola sem meninas.
A comida no meio das cinzas.
De dentro do cárcere, a crença na dor.
Dor de onde não crescem milagres.
O inferno do homem
que não acredita no homem.
A não razão de negociar
a liberdade de amar.
No deserto da vida, a caravana de reis
que trazem o mel e a água,
para a amargura e a chama.
Magos, fabricam novas almas.
A paz vem com os poetas.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Prateando




quadro de Silvia Victoria -

Existem estrelas, ainda que solitárias,
perdidas na imensidão do universo...
que mantêm seu brilho,
mesmo nas noites sem luar...
pingando gotas de prata,
nos olhos de quem as pode enxergar!

regina - 1997

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Livros e árvores - eu amo muito!




"Quando eu era criança, durante muito tempo pensei que livros nascessem como as árvores, como os pássaros. Quando descobri que existiam autores, pensei: também quero fazer um livro."

Clarice Lispector


"Todo homem que sabe ler tem o poder de se ampliar, de multiplicar as formas de sua existência, e de fazer sua vida repleta, significante e interessante."
Aldous Huxley


O tempo para ler, assim como o tempo para amar, aumenta o tempo de viver.
Daniel Pennac

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

O anjo mais velho

Fernando Anitelli - O Teatro Mágico


O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente
"Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei
de acreditar
tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mimagora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar nofim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você

O fim de Todas as Guerras

O Fim de Todas As Guerras
tavinho paes

anistiou-se: os perseguidos
desculpou-se: os algozes
reconciliaram-se: os combatentes...
e não foi suficiente!
o fim de todas as guerras
não vê inocentes nem culpados
nem civis nem soldados
entre traumas, dores e desilusões
a grande paz em todos os sentidos
quer ver oferecido e aceitos
em nenhum preconceitode corpo, alma e coração
a santíssima felicidade...o perdão!