sábado, 18 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
CAFÉ
Café
A desculpa
do passei aqui
do boato
da paixão
da ida e
da volta.
Pra quebrar o gelo.
A desculpa
do passei aqui
do boato
da paixão
da ida e
da volta.
Pra quebrar o gelo.
Pra te ver.
A fiel bebida
do músico
do médico
do caminhoneiro
da mãe
do aluno
do professor
do poeta.
O dono
da insônia
da vontade
do verso
do nome
da poesia.
regina vilarinhos
A fiel bebida
do músico
do médico
do caminhoneiro
da mãe
do aluno
do professor
do poeta.
O dono
da insônia
da vontade
do verso
do nome
da poesia.
regina vilarinhos
EXPOSIÇÃO INSPIRAÇÕES
Está realmente muito linda!
Confira aqui!
E qaqui!
Escultura de Hugo Kruger
Tela de Luiz Carlos Mazza
Quadro de Ana Paula Carrupt
Desenho de Ana Cristina Maciel
Escultura de Flávio Dutra
Os artistas
Confira aqui!
E qaqui!
ARTIFÍCIOS
Fugimos dos perfumes com máscaras.
Evitamos o toque com luvas.
Deixamos de ouvir usando tampões.
Calamos a palavra com mordaças.
Perdemos os sabores com dietas.
Até quando
não cheirar,
não tocar,
não ouvir,
calar e não saborear
o
Amor?
regina vilarinhos - 2015
Evitamos o toque com luvas.
Deixamos de ouvir usando tampões.
Calamos a palavra com mordaças.
Perdemos os sabores com dietas.
Até quando
não cheirar,
não tocar,
não ouvir,
calar e não saborear
o
Amor?
regina vilarinhos - 2015
CLASSIFICADOS PÓS-MODERNOS
Perde-se tempo nos escombros da alma.
Fala-se despautérios em público.
Aluga-se mastros para bandeiras rasgadas.
Conserta-se janelas para o céu.
Junta-se fragmentos das memórias nos olhos.
regina vilarinhos - 2015
sábado, 21 de março de 2015
EXPOSIÇÃO INSPIRAÇÕES
Inspirações
Num
arroubo poético, dez artistas se juntaram e fizeram nascer INSPIRAÇÕES.
Juntos
o lápis, a esteca e o pincel. Juntos, o
papel, a tela e a escultura.
As
artes plásticas inspirando a poesia e a poesia inspirando as artes plásticas.
Uma emprestando para a outra as cores, os sonhos, a luz e a forma. E aí
brotaram os versos nas imagens e as imagens nos poemas, inundando nosso viver
de beleza!
Os
Artistas Plásticos:
Ana Cristina Maciel – Desenho em
nanquim
Ana Paula Carrupt – Esmalte
sintético sobre vidro
Flávio Dutra – Esculturas de
parede
Hugo Krüger – Esculturas em resina
e fibra de vidro
Luiz Carlos Mazza – Acrílico sobre
tela
Os
Poetas:
Anielli Carraro – Poeta e
contadora de histórias
Carlos Eduardo Giglio – Poeta e produtor
cultural
Regina Vilarinhos – Poeta e
cronista
Sandra Cristina Fersi - Poeta
Vinícius Brandão – Poeta e artista
circense
A
Exposição Inspirações ocupará o Espaço Zélia Arbex, no período de 09 a 25 de
abril, de 10 as 19 horas. A abertura será dia 9 de abril, às 20 horas.
Durante
o Vernissage, os poetas farão um Sarau com as poesias que estarão expostas na
Galeria. Haverá apresentação de Dança Cigana, com a dançarina Ana Paula
Carrupt, e de música celta, com a violinista Bárbara Cunha.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Espiral
Espalhei-me pela Terra,
fiz caminhos de Lua
para me perseguirem.
Os que não me alcançam são
os tolos, estes que esperam
pela máquina do mundo,
em estradas e ilhas
perdidas no meio do nada
dentro deles mesmos.
E ficam aí, em devaneios,
na espiral de seus egos.
regina vilarinhos - 2014
fiz caminhos de Lua
para me perseguirem.
Os que não me alcançam são
os tolos, estes que esperam
pela máquina do mundo,
em estradas e ilhas
perdidas no meio do nada
dentro deles mesmos.
E ficam aí, em devaneios,
na espiral de seus egos.
regina vilarinhos - 2014
PARTIDAS DE MIM
Partidas de mim
Beberei a minha solidão
mesmo você estando aí,
esquecido, aos meus pés.
O pesadelo vai passar e deixarei para trás
a minha fome de eternizar o doce sabor
do beijo,
do abraço,
do gozo.
Onde o farol?
Onde o terno caminhar na areia?
Onde as noites de lua ficarão, quando na manhã
o cinza cobrir a janela?
Muitos temores, muitos os silêncios.
Ali no peito o que dói
é o vento assombrado e frio.
Ali, nos olhos, o que cega é o sal.
Para além dos detalhes do corpo
existiram as tatuagens.
Ficaram as cicatrizes.
Uma a uma, a transcrever
a memória do amor.
regina vilarinhos - 2014
Beberei a minha solidão
mesmo você estando aí,
esquecido, aos meus pés.
O pesadelo vai passar e deixarei para trás
a minha fome de eternizar o doce sabor
do beijo,
do abraço,
do gozo.
Onde o farol?
Onde o terno caminhar na areia?
Onde as noites de lua ficarão, quando na manhã
o cinza cobrir a janela?
Muitos temores, muitos os silêncios.
Ali no peito o que dói
é o vento assombrado e frio.
Ali, nos olhos, o que cega é o sal.
Para além dos detalhes do corpo
existiram as tatuagens.
Ficaram as cicatrizes.
Uma a uma, a transcrever
a memória do amor.
regina vilarinhos - 2014
LOUCA
LOUCA
Tento resgatar a louca que passou por mim um dia.
Aquela que não me deixava cair,
que ria muito sozinha e
que se deliciava vendo os risos dos outros.
Tento não me esquecer o quanto é preciso estar louca,
para vencer o medo de mergulhar
no grande abismo do amor
e não precisar de paraquedas
Viver no apego louco de olhar para o céu todas as manhãs,
acreditando mais uma vez que tem um azul feito
só para mim.
Sentir bem perto a insensatez de provar o sabor de beijos
doces, de comidas cheirosas, de subir a montanha,
de soltar as asas.
O insano prazer de ouvir a chuva cair e não se lamentar.
Ser demente, idiota, alienada, cega,
desatinada.
Incrivelmente, perdida.
Deliciosamente, desvairada.
Parva, doida, imprudente.
Apaixonantemente, fora de mim.
Incompreensivelmente, liberta.
regina vilarinhos - 2014
Tento resgatar a louca que passou por mim um dia.
Aquela que não me deixava cair,
que ria muito sozinha e
que se deliciava vendo os risos dos outros.
Tento não me esquecer o quanto é preciso estar louca,
para vencer o medo de mergulhar
no grande abismo do amor
e não precisar de paraquedas
Viver no apego louco de olhar para o céu todas as manhãs,
acreditando mais uma vez que tem um azul feito
só para mim.
Sentir bem perto a insensatez de provar o sabor de beijos
doces, de comidas cheirosas, de subir a montanha,
de soltar as asas.
O insano prazer de ouvir a chuva cair e não se lamentar.
Ser demente, idiota, alienada, cega,
desatinada.
Incrivelmente, perdida.
Deliciosamente, desvairada.
Parva, doida, imprudente.
Apaixonantemente, fora de mim.
Incompreensivelmente, liberta.
regina vilarinhos - 2014
PROMESSAS DIFÍCEIS
PROMESSAS DIFÍCEIS
Ser o Fernando nosso de cada dia
junto com o Vinícius,
e Cora e Cecília.
Tentar a poesia e o verso,
amar o infinito momento e
desejar a vida imensamente.
Inventar as pessoas dentro
e por fora, ser um só.
Para ser inteira.
Ou simplesmente ser.
Devagar. Depressa. Aos solavancos.
E mais, muito mais, nem tão
Quintanamente baixinho.
Passarinhamente como Manoel.
Ardendo como Camões.
E amar descontroladamente
como Chacal.
regina vilarinhos
Ser o Fernando nosso de cada dia
junto com o Vinícius,
e Cora e Cecília.
Tentar a poesia e o verso,
amar o infinito momento e
desejar a vida imensamente.
Inventar as pessoas dentro
e por fora, ser um só.
Para ser inteira.
Ou simplesmente ser.
Devagar. Depressa. Aos solavancos.
E mais, muito mais, nem tão
Quintanamente baixinho.
Passarinhamente como Manoel.
Ardendo como Camões.
E amar descontroladamente
como Chacal.
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