segunda-feira, 13 de junho de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Da polêmica - do Grobo - Do Mestre Affonso

A palavra de um mestre para nos elucidar sempre. Salve Affonso!
http://www.radiometropole.com.br/radio/?menu=WWxjNWVtUklTbWhZTWs1MllsZFdkV1JIUm5saFZ6Zzk=&id=VGxSRk1rOUJQVDA9

Ele e sua grande sabedoria.

regina vilarinhos

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Para Sergio Vaz

Cooperifa


Para causar tumulto,um poeta só não basta,
nem precisa ser muito culto, tampouco cineasta.

Quarta-feira, noite alta, festa de poetas Cooperifa,
qualquer um vira Califa, mandando versos na ribalta.

Irmãos de fé, confraria, gente diferenciada,
sem medo da academia e prontos pra qualquer parada.

regina vilarinhos

visitem www.colecionadordepedras1.blogspot.com

sábado, 16 de abril de 2011

Perplexidade

PERPLEXIDADE

O que dói descompassadamente,
o que ondula e te transpassa
por toda a existência da noite,
por toda a permanência do vento,
de teu desalento
ninguém te salva.

Perdida a tua simplicidade, de onde sorrirás?
Perdida a tua sensibilidade, onde permanecerás?

Nessa labareda infinita no peito
sofre, descompassada, a mente.
E perdeste a árvore crescendo
perdeste o sol nascendo.

Do nome completo de crianças,
Do nome completo de algozes
Do nome e da essência completa de
Mães. Das mães, a mão ao piano.

Anoitecerá,
amanhecerá,
entardecerá;
por do sol será...

“Como o sol doura as casas dos réprobros!
Poderei odiá-los sem desfazer no sol?” Álvaro de Campos


regina vilarinhos

sábado, 9 de abril de 2011

Bebida

Dose dupla, com gelo
que é pra refrescar a garganta
e
a alma.

Mais uma, mais uma.
Bebo e esqueço;
Bebo porque mereço; bebo.

Um porre de fazer gosto.

Coragem.
Que é preciso,
pra seguir viagem.

regina vilarinhos

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia

Cura Poesia

Regina Vilarinhos

Poesia pra mim é cura. Não para doença ou vício.
Pode ser na palavra escrita, na música ouvida, na foto revelada ou na dança valsada.
Sinto, toco, caminho poesia todos os dias, por entre minha rua, entre os prédios e seus jardins. Vejo poesia na placa do carro dos amores que vem e vão, nos olhos brilhantes de meus pais, na cama forrada com limpos lençóis.
Bato com poesia na cara quando o vento fecha a porta,
dói poesia nos joelhos quando caio no chão.
Como poesia com café com pão, feijão com arroz,
com coca gelada, na mesa para dois.
Vinho poesia, cervejo poesia, choro poesia, grito poesia.
Roupa lavada com poesia.
Amaciante, pregador, varal e passada a ferro, a poesia.
Em rio de poesia, nado de costas.
Em dia de poesia, ofusco os olhos no sol.
Poesia em pedra dura,
poesia-me com quem andas,
mais vale duas poesias nas mãos...
Aliás, é um tratamento, que nem sei se termina, mas que me alivia.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A saudade que dele me dá

Texo de 2006 - como é bom colocá-lo aqui.

A saudade que dele me dá

Algumas pessoas neste mundo já experimentaram fazer amor bem cedo. Quando falo bem cedo, é bem antes de 8 da manhã, antes do relógio despertar. Não é fazer amor na hora em que acorda. É fazer amor antes de dormir, ou não dormir e fazer amor até a hora de acordar. Difícil de entender? Simples demais. Você e seu amor vão para a cama, na hora de sempre ou um pouco mais tarde, sei lá. Aí, se juntam, se aquecem, se namoram, e conversam. Uma conversa muito diferente de todas as outras, longa, interessante, envolvente, cotidiana mas sedutora. Sua cabeça acha o lugar certinho junto ao ombro dele, e o braço te envolve, quente e acolhedor.

Nesse instante, ambos descobrem que os olhos do outro são de um castanho diferente, ninguém tem cor igual. A luz tem que ficar acesa. Os olhos brilhantes de todos os dias, mas nunca de uma noite igual a essa. E os assuntos vão crescendo, se multiplicando. Descobrimos que temos muito tempo para conversar, afinal de contas, ainda são 2 horas e só preciso abrir o ponto às 8 horas.
O perfume do xampu no cabelo dele te lembra o dia em que fizeram dois meses de namoro, você preparou a casa para recebê-lo e ele chegou tão cansado - "Preciso de um banho!" -, mal reparando em você. E depois, lhe deu um grande beijo dizendo que a melhor massagem do mundo vem de suas mãos.

Cada vez que a conversa vai mudando, seus lábios se aproximam tanto, se beijam tanto, a ponto de você achar que o tempo congelou, o sorriso dele é mais branco que o gelo polar. "Como, às vezes, eu me esqueço disso?" E beija, beija... Nossa, é muito tarde! Agora não tem jeito, preciso dormir, assim não consigo estar inteligente amanhã. A mão dele acha a minha. Nem procurava, mas achou. A cama fica grande, o abraço dele me deixa pequenininha.
A luz não precisa ficar acesa. Os primeiros raios de sol já penetram no quarto. Além disso, nós sabemos de cor os caminhos que vamos percorrer um no outro agora. Enquanto o mundo vai acordando, nós estamos nos amando.

É preciso dormir. E ele precisa ir. Seis e meia. Na casa ao lado, o cheiro do café e as vozes de crianças lembram que o dia raiou. A saudade dele já ficou.


regina vilarinhos