quarta-feira, 28 de julho de 2010

No trilho das Canções

Um disco. Um sonho antigo. Muitas histórias para contar sobre esse sonho. E agora o Marcial vai realizá-lo.

"No trilho das canções" é o nome do CD do Marco Antonio, o Marcial, nosso amigo de longa data.
Em 2009, ele convidou com um poema. No estúdio do Júnior, gravei a voz e depois o Marcial pos a composição. O resultado é uma possibilidade de fazer outros iguais
Espero que gostem.

http://www.youtube.com/watch?v=Bmb5EceHOD8

regina vilarinhos

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Feliz semestre novo!

Na escola, eu minhas amigas ficávamos imaginando o que estaríamos fazendo em 2010. Ele chegou, me levou muitas pessoas queridas.

O pior ano que já passei, até agora.

Mas, essa noite, sonhei com muitas estrelas, super brilhantes, um céu cheio de estrelas. Eu estava de patins, andando por uma rua imensa.Essa rua ia dar numa praia linda, onde a lua era refletida no mar. Mas as estrelas me impressionavam, pois eram muitas mesmo.

Os significados de sonhos diz que são bons presságios, prosperidade, sentimentais inclusive. Então tá, bem vindo 2º semestre de 2010!

regina vilarinhos

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Das perdas


Preciso digerir, entender, administar, refazer e caminhar de novo.
Nada, nem ninguém consegue explicar. É o que eu sei e sinto hoje, depois de uma terça-feira que não precisava existir na vida de ninguém.

Quem conhece pessoas assassinas? Eu não convivo com bandidos, nem trabalho no setor prisional. Mas eu queria saber como deve ser a noite do Sr. Hortêncio Julião da Fonseca Júnior, que na noite de terça-feira matou meu sobrinho. Ele deve ter pesadelos constantes desde então. E eu não quero mais dormir...pois o sonho que tenho é vendo o Marcelo sorrindo e vivo. Dói, dói muito.

Não quero continuar com o blog. Não tenho vontade de dizer mais nada. Quero que algo me dê forças para trazer de volta a felicidade de minha filha, de meus familiares. Só eles importam. Mais nada.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Então tá, Feliz Páscoa!



Parece brincadeira, mas é isso mesmo. Feliz Páscoa!

Vamos lá: corram atrás do coelho, façam as brincadeiras, achem os ovos e lambusem a cara de chocolate. Soltem a criança (ou as crianças) que brinca dentro de você e está esquecida, triste, amargurada, procurando conforto nesta loucura de mundo moderno.

É preciso abrir o caminho para um alguém diferente dentro de nós. Deixar a nossa fertilidade de sonhos, a nossa fertilidade de amor explodir e dar muitas, muitas crias. Como um coelho, libertar o nosso prazer, a nossa alegria, a nossa malemolência, para parar de deixar os outros fazerem de nós o que bem entendem.

Perto de mim, só ovos multicoloridos, só doçuras, só ninhada e ninhada de sonhos.
Feliz Páscoa!

domingo, 14 de março de 2010

Dia Nacional da Poesia

Eu deixar uma poesia aqui, mas achei que a Leonor Vieira faaz isso muito bem. Leiam e sintam em http://lv-motta.zip.net/index.html.

Abraços e paz
regina vilarinhos

sexta-feira, 5 de março de 2010

DIA 27 MARÇO - HORA DO PLANETA


"Mesmo sendo um grave problema, o tema do Aquecimento Global traz uma grande oportunidade para a humanidade - enxergarmos que todos, independente de raça, credo, cor, situação financeira e país - vivemos em um só planeta, em um só mundo"

Dia Internacional da Mulher

Recebi hoje e compartilho e desejo que nós estejamos sempre unidas, com todos e todas.
Regina

Mulher na Sociedade Sustentável


Por Amyra El Khalili

No dia 08 de Março comemoramos o “Dia Internacional da Mulher”. Neste mesmo mês, no “dia 22 de Março”, comemoramos o “Dia Internacional das Águas”.

O “Dia 08 de Março” é uma data significativa que diferentemente do dia dos namorados, ao invés de presenteá-las com flores, CD Roms, chocolates e cartões de amor, pensamos o quanto as mulheres têm feito no mundo pela questão de gênero (equidade entre os sexos) e tantas outras questões.

Nesta data os movimentos feministas costumam registrar seus manifestos, proposições e reivindicações, pois os olhares da mídia e da sociedade estão atentos ao tema. Mais do que uma bandeira do movimento feminista, tem sido motivo de mobilizações em prol de um mundo que possa reconhecer o papel da mulher em todas as frentes econômico, políticas, sócio-educacional e ambientais.

Pensamos sempre na mulher como um ser que dá a vida a outros seres, e responsável por carregar no ventre essas vidas, bem como educar, lavar, passar e cozinhar, além é claro, de trabalhar fora de casa. Há as que trabalham dentro de casa também nesta dupla jornada, ainda convivem com os conflitos de identidade do parceiro, que muitas vezes não consegue acompanhar a evolução das mulheres empoderadas, seja como profissional remunerada alcançando cargos e salários, seja como uma mulher independente financeiramente, e que pode a qualquer momento livrar-se do paradigma de casamentos por dependências ou imposições sociais.

O que falamos aqui esta sacramentado em diversas teses, debates e artigos, mas o objetivo desta conferência não é repetir o que sabemos de cor, mas iniciar uma discussão para nos conhecermos melhor intimamente enquanto mulheres que somos numa perspectiva ambiental.

Hoje a questão ambiental superou o tabu nos mesmos enfrentamentos e conflitos que fora a questão de gênero. A questão étnica também não ficou atrás da questão religiosa, das questões de guerra e paz. Na realidade todas essas “questões” estão interligadas por que dizem respeito ao mundo em que vivemos e o mundo que queremos.

Não somos seres dissociados desta realidade, pois usamos água, consumimos energia, respiramos igualmente o mesmo ar que todos respiram e se uma bomba cair sobre nossas cabeças neste espaço em que nos encontramos agora, não escolherá se é negra, branca, amarela, índia, palestina ou judia. Muito menos nos selecionará por sexualidade, crença ou religião.

É claro que existem focos de conflitos direcionados, e que atingem pessoas e as discriminas por suas identidades, formação étnica e opção religiosa, mas o que atinge o outro me atinge, gerando impacto em minha vida. Sofremos com isso, e muitas vezes nem percebemos de onde vem todo esse sofrimento. Para aqueles que têm consciência, o impacto é direto. Para os outros inconscientes, o impacto indireto pode até causar danos muitos maiores.

Quando eu sei por que estou sofrendo, é muito mais fácil curar a ferida, mas quando não sei por que estou sofrendo, começo a procurar em mim a causa e efeito deste sofrimento e psicologicamente me desequilibro. E assim é o meio ambiente. O meio ambiente sente e responde a uma velocidade maior do que os seres humanos podem imaginar.

As mulheres têm tido um papel relevante nas questões ambientais, quando defendem o direito de água para todos. Que é na verdade a defesa do direito à vida. As mulheres têm se movimentado mais rápido que os homens nas questões sócio-humanitárias, nas mobilizações ambientais por que “sentem” na pele o que significa um meio ambiente doente. Sentem a falta de água, a falta de luz, a falta de um lar num local arejado e sem contaminações. Sentem a falta de uma brisa num dia de calor extremamente abafado, sentem na pele o sofrimento de um companheiro infectado por algum contaminante químico. Sentem a indiferença do poder público quando têm que sustentar o lar sozinhas e quando seus pares ou filhos ficam na cama por conta de uma enfermidade que os impede de trabalhar.

É neste aspecto que gostaríamos de analisar com as mulheres. O que isto significa em suas vidas e como se sentem. Será na interação de suas participações como agentes ativos em uma sociedade plural, que poderemos construir um mundo melhor fazendo com que seus sentimentos e vozes sejam ouvidas.

As mulheres estão revolucionando o mundo como educadoras ambientais, naturalmente que são, por sua formação biológica e sua capacidade de sentir. Porém é importante identificar que estes sentimentos não são exclusivo das mulheres, mas também e principalmente dos homens. Homens paridos, criados e educados por mulheres, que têm em suas essências a “feminística” , ou seja, a mística feminina que todos seres humanos possuem. Talvez seja este o nosso maior desafio: despertar essa mística dos Homens, e permitir que Eles a sintam, com tanta ou mais intensidade que a sentimos.
Portanto os homens são bem vindos em nosso Meio Ambiente para que possamos caminhar juntos, um ao lado do outro – com equidade e respeito às opções de cada um.

Caminhar um ao lado do outro em busca de um mundo melhor que compreenda e respeite o direito as diferenças e a riqueza da biodiversidade (diversidade de vida) em todos os níveis – de todos seres vivos!

O Meio Ambiente e as Águas de Março agradecem!

terça-feira, 2 de março de 2010

Todos nós, por todo ele.

Caríssimos
Vamos assinar a petição em solidariedade ao Marcelos Guimarães, nosso queridíssimo amigo. No site http://www.petitiononline.com/marcelos/

Nós que o conhecemos bem sabemos que é muito importante!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Poesia Multimídia

POESIA MULTIMÍDIA

Multi homem,
de multi vidas
com muitas faces
multicoloridas.

Multi artista
de cenas infinitas:
canto, poesia
e música erudita.

Multi pai,
multi amante.
Estradas e rotas
de multi navegante.

Multi sonhador
em mundos visturais.
Multi criador
de espaços ideais.

Multi homem,
multi médico,
multi curas
pro mundo ANTIÉTICO.

Multi caminho
de multi sensações:
ao amigo, carinho
Marcelus Guimarães!

regina vilarinhos

escrita por volta de 1999, e publicada e meu livro em 2001.

Acabei de voltar da casa de Marcelos e meu coração está mais calmo. Agora ele está lá, junto aos seus filhos e filhas lindos, seus irmãos e seus amigos. Lindo e livre!

SOLIDARIEDADE MARCELOS GUIMARÃES

É revoltante como pessoas conseguem denegrir a imagem de um homem de RESPEITO, CARÁTER, DIGNIDADE, HONRA e todos os maiores adjetivos que possam existir, em todas as línguas. É inadismissível que o jornal Diario do Vale tenha feito uma matéria tão sensacionalista, antes de realmente saber a verdade dos fatos.
Infelizmente, eu havia enviado uma crônica no início da semana para publicaçãoa no caderno lazer, amanhã. Essa mesma que está ai abaixo. Não pude evitar a sua publicação.
Lamentável.
Peço desculpas ao querido Marcelos e seus filhos.
Regina Vilarinhos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Aconteceu há mais de 30 anos

"Tempo bom
não volta mais
saudade
de outros tempo iguais." (Lilico)


Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, coloridos, músicos, cantores. Pareciam saídos de algum lugar mágico, e não apresentavam nada de novo. A história que traziam para mim, era contada já há mais de mil de novecentos anos. O pouco que eu sabia, aprendera na missa aos domingos, com meus pais e oito irmãos.

Com eles, fui invadida pela vontade de conhecer mais. Esses meninos tinham um líder. Um homem forte, com aparência de europeu, uma coisa meio portugesa e italiana, com um pré-nome inglês, William. Ele havia se tornado padre na irmandade escolápia, de padres espanhóis. Educadores e religiosos, vieram ter em Volta Redonda e instalaram-se no Colégio Macedo Soares. Um colégio lindo, com um pátio imenso, com salas de aulas imensas, cheio de magia para mim. Eu andava por aquele pátio todos os dias esperando algo novo, sempre. Nenhuma aula era igual à outra, nenhum recreio era igual ao outro. Mesmo com o padre Gregório todos os dias nos fazendo formar filas indianas para ouvirmos os avisos, as orações e o jornal do Macedo.

Os meninos, voltemos à eles. Eram o grupo de jovens do Padre William. O Movimento Calazans de Jovens. Como era difícil entender a importância desse nome para mim àquela época. Passou muito tempo para que eu assimilasse as heranças que todos me deixaram. Eram mais de 100. Não sei os números. Sei dos encontros, dos encontrões, dos missões, das missas na capela, da hora de oração, e dos aniversários, festinhas e pequenos lanches que fazíamos. Os mais velhos tinham de 20 a 25 anos, eram o Liga, o Granville, a Janete, o Cury, as irmãs da Miroca...

Hoje, somos mais de 30, que se redescobriram trinta anos depois. Redescobrimos o prazer escutarmos a voz de quem estava aprisionado na memória. Redescobrimos a força de um "Oi amiguito!" "Oi amiguita". Redescobrimos os "esses" do William, as letras das canções (guardadas pela Regina Santini) e mais de mil coisas que correram neses trinta anos. As mensagens que enchem minha caixa de emails, as conversas pelo skype, o orkut por onde localizei vários deles, tudo isso hoje é parte do caminho que tenho que reaprender.

No meu balanço de 2009, posso afirmar que tive dois momentos de forte emoção. Sei que existe o próposito de Deus em tudo isso: Ele me trouxe esses meninos e meninas para mais perto do que eu imaginaria. E Ele levou para o seu lado meu pai.

regina vilarinhos