No site do Minc, descobre-se diversas maneiras de conseguir apoio para as atividades culturais. Uma delas, que eu não sabia, é o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural. Quem quiser saber mais é só acessar o site do ministério, como também o site da Secretaria de Cultura do RJ. Mãos à obra.
"O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009.
O Programa destina-se a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.
O evento deve ser promovido por instituição de reconhecido mérito, brasileira ou estrangeira, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura ou por uma de suas vinculadas.
Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em propostas individuais ou de grupo, concorrendo separadamente. No caso das solicitações individuais, poderão ser apresentados pedidos com vistas à residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.
O período de inscrições varia de acordo com o mês em que se realizará a viagem (ver calendário abaixo). Por exemplo, para viagens em julho, o prazo para envio de propostas encerra-se às 23h59, do dia 1º de junho. Caso o candidato julgue necessário, poderá anexar à sua proposta documentos comprobatórios do seu currículo, artigos publicados, portifólio e outros, desde que em formato digital.
Mudanças
Embora o novo edital apresente similaridades em relação ao primeiro lançado no início deste ano, existem alterações que devem ser observadas, como a inclusão de critérios a serem considerados durante o processo de seleção e restrições à candidatura (item 9), a serem cuidadosamente observadas antes da inscrição.
Uma das novidades no processo seletivo - que será inclusive objeto de análise - se refere à contrapartida mencionada nos itens 8.1 e 8.3, que deverá ser detalhadamente apresentada na proposta, com indicação de como e quando o proponente poderá realizá-la.
Também foram incluídos outros critérios para atribuição de pontos aos candidatos (item 4.3), como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das unidades da federação de origem das propostas, que passará a ser considerado na pontuação, no intuito de minimizar as desigualdades e promover a descentralização das ações culturais.
O percentual dos recursos para as candidaturas de grupo foi ampliado para 70% e as candidaturas individuais passam a contar com 30% do montante do Programa - que tem R$ 2 milhões para aplicação nos próximos nove meses -, respeitada a reserva de 5% desse total para portadores de deficiência."
regina vilarinhos
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Concurso FLIP
Para quem deseja participar da FLIP 2009, este concurso é muito legal.
Abaixo tem o link.
Abraços
"A sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que vai acontecer em julho, irá homenagear um dos mais importantes nomes do Modernismo brasileiro, o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Juntando-se a esta merecida homenagem, a Litteris Editora está promovendo, com exclusividade, o concurso literário “Uma viagem pra Pasárgada”.
::.. Objetivo do Concurso: convidar escritores amadores e profissionais a responderem, através de um poema, à pergunta: “Se você fosse para Pasárgada, como seria a sua passagem por lá?”
::.. O Que era Pasárgada?: era o nome de uma cidadezinha fundada por Ciro, o Antigo, nas montanhas do sul da Pérsia. Manuel Bandeira conheceu a região literariamente aos 15 anos, quando traduzia, em sala de aula, a Ciropedia. Imediatamente, ficou encantado com a história do lugar e a sua imaginação de adolescente começou a trabalhar, fazendo nascer, em 1946 o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.
http://www.litteris.com.br/concurso_bandeira.htm
Abaixo tem o link.
Abraços
"A sétima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que vai acontecer em julho, irá homenagear um dos mais importantes nomes do Modernismo brasileiro, o escritor pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Juntando-se a esta merecida homenagem, a Litteris Editora está promovendo, com exclusividade, o concurso literário “Uma viagem pra Pasárgada”.
::.. Objetivo do Concurso: convidar escritores amadores e profissionais a responderem, através de um poema, à pergunta: “Se você fosse para Pasárgada, como seria a sua passagem por lá?”
::.. O Que era Pasárgada?: era o nome de uma cidadezinha fundada por Ciro, o Antigo, nas montanhas do sul da Pérsia. Manuel Bandeira conheceu a região literariamente aos 15 anos, quando traduzia, em sala de aula, a Ciropedia. Imediatamente, ficou encantado com a história do lugar e a sua imaginação de adolescente começou a trabalhar, fazendo nascer, em 1946 o poema “Vou-me embora pra Pasárgada”.
http://www.litteris.com.br/concurso_bandeira.htm
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Sina
Sina
Em algum lugar dentro de ti
Ficou guardado meu cheiro.
Em algum lugar dentro de mim
Ficou marcado o teu segredo.
Em algum lugar dentro de nós
Ficará selado o nosso tempero.
regina vilarinhos
Em algum lugar dentro de ti
Ficou guardado meu cheiro.
Em algum lugar dentro de mim
Ficou marcado o teu segredo.
Em algum lugar dentro de nós
Ficará selado o nosso tempero.
regina vilarinhos
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Passa Quatro
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Criatividade e justiça
Do blog pagina não encontrada- hoje
Justiça em prosa e verso
Um juiz, provavelmente entediado, resolveu deixar seu trabalho, digamos, um pouco mais divertido: proferiu seu voto em forma de verso durante um julgamento na semana passada. O juiz Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul, encontrou uma forma até criativa para negar um pedido de indenização feito pelo chefe de um rapaz que, durante um discurso na Câmara dos Vereadores de Santana do Livramento, afirmou que ele não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. Imagina se a moda pega?!
Confira aqui o voto-poema ( Proc. nº 71001770171 ):
"Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.
"Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.
"Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.
"Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.
"Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco
"Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.
"Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.
"Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada.
"Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.
"E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores."
A justiça e a poesia andam juntas!
Justiça em prosa e verso
Um juiz, provavelmente entediado, resolveu deixar seu trabalho, digamos, um pouco mais divertido: proferiu seu voto em forma de verso durante um julgamento na semana passada. O juiz Afif Jorge Simões Neto, da 2ª Turma Recursal Cível do Rio Grande do Sul, encontrou uma forma até criativa para negar um pedido de indenização feito pelo chefe de um rapaz que, durante um discurso na Câmara dos Vereadores de Santana do Livramento, afirmou que ele não prestava conta das verbas públicas recebidas para a realização de eventos. Imagina se a moda pega?!
Confira aqui o voto-poema ( Proc. nº 71001770171 ):
"Este é mais um processo
Daqueles de dano moral
O autor se diz ofendido
Na Câmara e no jornal.
"Tem até CD nos autos
Que ouvi bem devagar
E não encontrei a calúnia
Nas palavras do Wilmar.
"Numa festa sem fronteiras
Teve início a brigantina
Tudo porque não dançou
O Rincão da Carolina.
"Já tinha visto falar
Do Grupo da Pitangueira
Dançam chula com a lança
Ou até cobra cruzeira.
"Houve ato de repúdio
E o réu falou sem rabisco
Criticando da tribuna
O jeitão do Rui Francisco
"Que o autor não presta conta
Nunca disse o demandado
Errou feio o jornalista
Ao inventar o fraseado.
"Julgar briga de patrão
É coisa que não me apraza
O que me preocupa, isso sim
São as bombas lá em Gaza.
"Ausente a prova do fato
Reformo a sentença guerreada
Rogando aos nobres colegas
Que me acompanhem na estrada.
"Sem culpa no proceder
Não condeno um inocente
Pois todo o mal que se faz
Um dia volta pra gente.
"E fica aqui um pedido
Lançado nos estertores
Que a paz volte ao seu trilho
Na terra do velho Flores."
A justiça e a poesia andam juntas!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Começando 2009

Discurso no dia da formatura, 28/01, em Letras:
Digníssimo Senhor Reitor,
Ilustres Professores e Professoras
Amantíssimos Pais e Familiares,
Nobres Acadêmicos de Literatura e de Inglês:
A festa começou há quatro anos atrás. Do vestibular ao término do quarto ano, estivemos em constante vibração. Por isso, a cerimônia que hoje presenciamos é mais um ritual, depois de todos que cumprimos até agora. Como ritual, comecemos pelos agradecimentos:
Deus, muito obrigado.
Agradecemos a todos que participaram de nossa formação:
Às nossas famílias, pelo investimento que fizeram em nós: o financeiro, o afetivo, o emocional. Estivemos ausentes durante as noites e alguns finais de semana, construindo um futuro ainda melhor para todos nós.
Aos nossos professores e professoras, pelo compromisso todas às noites em sala de aula e fora dela, no preparo de apostilas, trabalhos e atividades. Cada um de nós guardou muito de cada um de vocês ao longo de nossa caminhada.
Ao Coordenador Alexandre Batista, ao ex- Coordenador Paulo Lúcio, aos funcionários da FERP, pela atenção, paciência, orientação e pelo atendimento, dispensados ao longo desses quatro anos, em todas as nossas solicitações.
Aos amigos, que souberam nos perdoar pelos aniversários esquecidos, pelas baladas adiadas, pelas vezes em que pedimos socorro em nossos trabalhos acadêmicos, pelos “bolos” dados de última hora.
Continuando esse ritual, precisamos oferecer.
Nossa força nasce no apoio de nossas famílias. Por isso, Pais e Mães, para vocês nossos diplomas! Obrigado por nos incentivar, cada um a seu jeito. Tudo começa em nossas famílias e é com elas que vamos celebrar... Aquilo que era um sonho, hoje é mais um objetivo conquistado.
Aos nossos futuros alunos oferecemos o que de melhor pudemos construir, que é nosso aprendizado. Cada um de nós possui uma parcela de Saussere, de Bechara, de Cunha, de Antonio Candido, de Alfredo Bosi, de Mattoso Câmara, de Maria Helena Duarte, de Marcos Bagno, de Machado de Assis, de Guimarães Rosa, de Cecília Meireles, de tantos nomes e nomes que se torna cansativa a relação. Somados à eles, a experiência individual e coletiva incorporada durante a vida inteira.
À sociedade, que recebe novos cidadãos, oferecemos o braço, a coragem e a garra de profissionais engajados na luta pelo direito universal da educação para todos. Nossas atitudes e nosso exemplo é que farão de nós professores e trabalhadores à altura de um novo Brasil, hoje manchado por corrupção e desigualdades, carente de uma visão mais justa e solidária sobre globalização da informação.
O movimento individual em direção ao aprendizado de Língua Pátria é visto como uma “loucura”. Perguntas como “Letras? Vai trabalhar em quê depois?” ou “Quer ser professor de Português?”, ou ainda: “É tudo mulher mal amada, nem sabem para quê estão lá!”, são comuns em todos os ambientes de onde viemos. A determinação de cada acadêmico, em fazer o que gosta, é que transforma a dúvida irônica em afirmação: “Vai ser Professor! Português e Literatura, Inglês ou Espanhol, tem muito mercado por aí!” A nossa reflexão é a partir do elemento que impulsiona o ingressante no Curso de Letras – o estudo da Língua Materna, a sua integração com a Literatura e ao aprendizado de outras línguas. A este elemento, junta-se o mais belo instrumento de que dispomos para o crescimento do ser humano: o livro.
Estamos diante do questionamento mundial sobre os destinos do livro. No Brasil, enfrentamos a cobrança permanente de uma sociedade atônita frente aos resultados da educação. De um lado, a mídia “diletante”, afirmando que os brasileiros são analfabetos funcionais, têm aversão aos livros, compram de tudo, menos livros, odeiam literatura. Alguns mais apavorados pregam o fim da sociedade brasileira, até mesmo a proximidade de uma catástrofe cultural, causada pela preguiça nacional de gostar de livros ou literatura. De outro lado, o professor, solitário, isolado e com seu destino selado: o de ser o mais completo incompetente, um zero, um nada.
O livro é o objeto material mais importante para quem trabalha com literatura. Ele une o universo exterior ao universo íntimo do ser humano, que está nas suas páginas. Assim, o simbolismo fica bem claro: pela leitura, produto da inteligência humana, transforma-se o livro em obra, reveladora de segredos e fantasias das quais nos tornamos donos.
A tarefa mais importante para um professor é ensinar a ler. Ler textos verbais e imagens, ler todos os gêneros e tipos de discurso; ler o texto em seu contexto. Cabe ao professor criar a intimidade do seu aluno com as leituras de seu mundo, seja no livro, no papiro, no DVD, no azul do céu, nas ruas e casas onde mora, em qualquer tradução em que a palavra leitura pode se materializar.
A missão professor-livro é a transformação política do homem. Quando ele percebe que as distâncias entre povos, idiomas, ideologias, culturas e nações são encurtadas pela literatura, deixa para trás muros, fronteiras religiosas, afetivas, sexuais e intelectuais. O código que se desvenda e ilumina em cada indivíduo é a liberdade, trazida pelas mãos do professor.
Por isso, estamos aqui para continuar esse ritual começado há quatro anos. Porque agora nós somos os agentes, os ministros da palavra, no sentido literal, e é ela que nos põe diante de vocês nesta noite.
SIM, somos acadêmicos corajosos!
SIM, somos profissionais de Letras e vamos entrar no mercado de trabalho preparados!
SIM, somos homens e mulheres, com sensibilidades e inteligências apuradas pelo ensino de Letras!
SIM, estamos cheios de amor universal. Os livros nos deram isso!
SIM, somos professores de Português, de Inglês, e de Literatura!
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A visão do mundo
Do site colecionador de pedras, da cooperifa, do sergio vaz
"POETA AUGUSTO
.
A VISÃO DO MUNDO D´US MEUS PLANU
QUA PAZ DUS JUDEU E D´US MULÇUMANU
( di acordo qua nova regra ortografia dus sertanêjo) - por Augusto
.
Fico vendo essas cena
di dá nó n´us intistino:
Bomba invadindo escola,
matando minina e mininu.
E us judeu picando bala
pra cima dus palestino.
No século vinte e um
us hômi inda num intendeu
que num importa a cô da pele,
si é palestino ou judeu...
A missaõ é evoluir a mente,
preservando o sopro di Deus.
Pru qui o sopro da vida
num ta valend´um rial.
Essa treta na faxa di gaza
é uma coisa imoral!
Tô cansado di vê anjinho
lá na banca di jornal.
Mas com´eu num apito em nada,
nem na guerra e nem no amô,
resorvi ixplorá um tikin
meus dote de rimadô
e formar um mundo novo
onde num reinasse a dô.
Nesse mundo us judeu
era "assim" qus mulçumano.
O Kassab e a PM
corria junto qus mano.
Fim di mês ia sê festa
como é no fim di ano.
Todo mundo ia di bike
(essa idéia eu rôbei da Soninha)
Pro trânsito e pra poluição
já seria o fim da linha.
E a moeda correnti
ia sê umas plantinha.
Dinhêro flureceria
dentro de qualquer cercado.
Cê trocava suas plantinha
por rango, no supermercado.
E a meta desses seria
dexá meu mundo reflorestado.
Ia tê uma só lingua.
Fronteiras seriam banidas.
A vida, assim dessa forma,
seria bem mais divertida.
E prometo que a faxa di gaza
iria sê istindida.
Ia eu pr´aquelas banda
pra dá fim nesse perreio.
Num ia tê hômi-bamba,
Hesbolá, nem bombardeio;
pegava a faxa di terra
e dividia meio a meio.
Mas claro; isso é devaneio...
Não custa nada sonhá!
E espero que o sonho da paz
possa sempre si ploriferá.
Si não eu num sei si esse mundo
vai chegá n´algum lugá.
Essas rima pobre eu fiz
pensando num mundo mudado.
A guerra no Rio e em Angola
tem qui sê cousa do passado.
Vamu para q´uéssa merda
di "cada um no seu quadrado".
Vou ficando por aqui,
me desculpando pelos impropério
de tratá, assim do meu jeito,
de um assunto tão sério.
E desejando que a paz entri us hômi
num seji ninhum mistério."
"POETA AUGUSTO
.
A VISÃO DO MUNDO D´US MEUS PLANU
QUA PAZ DUS JUDEU E D´US MULÇUMANU
( di acordo qua nova regra ortografia dus sertanêjo) - por Augusto
.
Fico vendo essas cena
di dá nó n´us intistino:
Bomba invadindo escola,
matando minina e mininu.
E us judeu picando bala
pra cima dus palestino.
No século vinte e um
us hômi inda num intendeu
que num importa a cô da pele,
si é palestino ou judeu...
A missaõ é evoluir a mente,
preservando o sopro di Deus.
Pru qui o sopro da vida
num ta valend´um rial.
Essa treta na faxa di gaza
é uma coisa imoral!
Tô cansado di vê anjinho
lá na banca di jornal.
Mas com´eu num apito em nada,
nem na guerra e nem no amô,
resorvi ixplorá um tikin
meus dote de rimadô
e formar um mundo novo
onde num reinasse a dô.
Nesse mundo us judeu
era "assim" qus mulçumano.
O Kassab e a PM
corria junto qus mano.
Fim di mês ia sê festa
como é no fim di ano.
Todo mundo ia di bike
(essa idéia eu rôbei da Soninha)
Pro trânsito e pra poluição
já seria o fim da linha.
E a moeda correnti
ia sê umas plantinha.
Dinhêro flureceria
dentro de qualquer cercado.
Cê trocava suas plantinha
por rango, no supermercado.
E a meta desses seria
dexá meu mundo reflorestado.
Ia tê uma só lingua.
Fronteiras seriam banidas.
A vida, assim dessa forma,
seria bem mais divertida.
E prometo que a faxa di gaza
iria sê istindida.
Ia eu pr´aquelas banda
pra dá fim nesse perreio.
Num ia tê hômi-bamba,
Hesbolá, nem bombardeio;
pegava a faxa di terra
e dividia meio a meio.
Mas claro; isso é devaneio...
Não custa nada sonhá!
E espero que o sonho da paz
possa sempre si ploriferá.
Si não eu num sei si esse mundo
vai chegá n´algum lugá.
Essas rima pobre eu fiz
pensando num mundo mudado.
A guerra no Rio e em Angola
tem qui sê cousa do passado.
Vamu para q´uéssa merda
di "cada um no seu quadrado".
Vou ficando por aqui,
me desculpando pelos impropério
de tratá, assim do meu jeito,
de um assunto tão sério.
E desejando que a paz entri us hômi
num seji ninhum mistério."
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Não quero falar de mortes
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Pedra
Mesmo que a gente não queira, acaba fazendo as contas de nossa vida com a contas do tempo que passa, do ano que termina, da vida que fica no passado. Pensei que um dia viria as pessoas agirem naturalmente, sem contar os dias nem as noites, sem pensar no que ficou e apostar só no que vem.
Não sabia que um dia enfrentaria quatro anos de uma faculdade, que estaria contando os dias para uma cerimônia de formatura, para terminar uma monografia e outras tantas questões burocráticas que são parte de tudo isso. Hoje é o último dia, mesmo, de cumprir essa burocracia. E estou mesmo contando os dias para a formatura.
Além disso, tenho que ficar contando os minutos com e sem cólica renal, por conta de uma pedra que resolveu se materializar no rim esquerdo. Um instante ela vem, mexe com tudo, dói demais e segundos depois ela passa. Haja buscopan na veia, haja chá, haja paciência! Imagino se Drummond tivesse pedra nos rins (cálculo renal é a forma correta) e ainda por cima fizesse outro poema para ela. Enfim, tive que reconhecer que também fico na ansiedade de fim de ano e que não possuo abstração suficiente para estar fora deste contexto.
Ah, para quem gosta de ficar patrulhando o blog, eu não escrevi um poema sobre isso e nem vou escrever. Prefiro continuar escrevendo sobre o amor! Quem acha que consegue, pode fazer um poema e mandar para mim que eu faço um post.
Não sabia que um dia enfrentaria quatro anos de uma faculdade, que estaria contando os dias para uma cerimônia de formatura, para terminar uma monografia e outras tantas questões burocráticas que são parte de tudo isso. Hoje é o último dia, mesmo, de cumprir essa burocracia. E estou mesmo contando os dias para a formatura.
Além disso, tenho que ficar contando os minutos com e sem cólica renal, por conta de uma pedra que resolveu se materializar no rim esquerdo. Um instante ela vem, mexe com tudo, dói demais e segundos depois ela passa. Haja buscopan na veia, haja chá, haja paciência! Imagino se Drummond tivesse pedra nos rins (cálculo renal é a forma correta) e ainda por cima fizesse outro poema para ela. Enfim, tive que reconhecer que também fico na ansiedade de fim de ano e que não possuo abstração suficiente para estar fora deste contexto.
Ah, para quem gosta de ficar patrulhando o blog, eu não escrevi um poema sobre isso e nem vou escrever. Prefiro continuar escrevendo sobre o amor! Quem acha que consegue, pode fazer um poema e mandar para mim que eu faço um post.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Permiti II
Deixei o coração aberto
e perdi a noção do tempo.
regina vilarinhos
"Porque
coração
não
é
cofre
para
guardar
segredo,
é
rio
pra
gente
se
jogar
no mar."(sergio Vaz)
e perdi a noção do tempo.
regina vilarinhos
"Porque
coração
não
é
cofre
para
guardar
segredo,
é
rio
pra
gente
se
jogar
no mar."(sergio Vaz)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Permiti
Deixei o coração aberto
e perdi a noção do tempo.
Esqueci o rádio ligado
e nossa música tocou de novo.
Caí em tentação no seu braço
e começamos tudo outra vez.
e perdi a noção do tempo.
Esqueci o rádio ligado
e nossa música tocou de novo.
Caí em tentação no seu braço
e começamos tudo outra vez.
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"Tempo bom não volta mais saudade de outros tempo iguais." (Lilico) Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, ...
