FUGA
esqueço nomes dias datas
minha nave de prata
pirado pirata flibusteiro
na ebulição do tempo atento
ilógico o tempo inteiro
esqueço que me sinto
que me dopo que me estrepo
retrato da inanição
quando me zune o snague
insana gana suicida
esqueço que me assino
que me escrevo escravo e desejo
esqueço que me ensinam
matar e mentir
esqueço o apreço
e o que não mereço
esquecer lembrar memorar
quem serei
quando a memória for
para não voltar?
Rastero - o poeta primeiro
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Nós não sabemos perder!
Este texto eu recebi por email, autor desconhecido. Quem souber o nome, por favor, mande-me para que faça o crédito correto.
Perder um amor dói
Mas perder a dignidade que esse amor te proporciona
Dói bem mais
Perder um amor
Causa-nos um vazio na alma
Prende nossa respiração
Tira-nos o sono
Dá-nos arrepios
Perder um amor
Seu único amor
Dá medo
Medo de seguir em frente
Ousar novos passos
Tentar outros rumos
Quando a gente perde um amor
A gente perde um pedaço da gente
Um pedaço do tempo que vivemos
O futuro que almejamos
Perder um amor
É perder a própria existência
Mergulhar na solidão muito vazia
Perder o senso
Perder um amor é acordar pra outra realidade
E vemos que não somos muita coisa sem alguém
E que sozinhos, fica muito mais difícil a caminhada.
Perder um amor dói
Mas perder a dignidade que esse amor te proporciona
Dói bem mais
Perder um amor
Causa-nos um vazio na alma
Prende nossa respiração
Tira-nos o sono
Dá-nos arrepios
Perder um amor
Seu único amor
Dá medo
Medo de seguir em frente
Ousar novos passos
Tentar outros rumos
Quando a gente perde um amor
A gente perde um pedaço da gente
Um pedaço do tempo que vivemos
O futuro que almejamos
Perder um amor
É perder a própria existência
Mergulhar na solidão muito vazia
Perder o senso
Perder um amor é acordar pra outra realidade
E vemos que não somos muita coisa sem alguém
E que sozinhos, fica muito mais difícil a caminhada.
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
liberdade
No vento
que leva pra longe todo meu pensamento.
Na lua
que faz a noite ser feita de azul,
no rio que te espelha e
guarda meus silêncios.
Dona,
me abre rosa em tua mão.
Nas páginas
que sempre abertas te exalaram.
Liberdade.
Desata-me, perto do rio que te margeia,
do vôo de aves, do ninho dos braços teus.
Liberte-me
deste convés, destas amarras, deste barco
que não é de ninguém.
No grito que dei hoje
desabou meu medo,
embora me sinta, ainda,
guardada em ti.
para voar e chegar à campo grande (MS)
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Poeminha de Outono
Poeminha de Outono
regina vilarinhos
arte: luiz - infrabit
Eu me sinto poeta marrom
meus verso caindo de mim como folhas secas,
em cada pedaço de rima
uma infinidade de mim se espalhando no papel.
Beijos feridos que queriam tocar seus lábios
e te encontravam cinza.
Qual a cor que você pode me dar hoje?
Fosse amarelo para minhas cantigas de desejo,
ou vermelho para meus sonetos de amor.
regina vilarinhos
arte: luiz - infrabit
Eu me sinto poeta marrom
meus verso caindo de mim como folhas secas,
em cada pedaço de rima
uma infinidade de mim se espalhando no papel.
Beijos feridos que queriam tocar seus lábios
e te encontravam cinza.
Qual a cor que você pode me dar hoje?
Fosse amarelo para minhas cantigas de desejo,
ou vermelho para meus sonetos de amor.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Nalgum lugar
E. E. Cummings
nalgum lugar em que eu nunca estive,
alegremente alémde qualquer experiência,
teus olhos têm o seu silêncio:no teu gesto mais frágil
há coisas que me encerram,ou que eu não ouso tocar
porque estão demasiado perto teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra
embora eu tenha me fechado como dedos,
nalgum lugarme abres sempre
pétala por pétala como a primavera
abre(tocando sutilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa o
u se quiseres me ver fechado, eu e minha vida
nos fecharemos belamente, de repente
assim como o coração desta flor imagina a neve
cuidadosamente descendo em toda a parte;
nada que eu possa perceber neste universo iguala
o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura
compele-me com a cor de seus continentes,
restituindo a morte e o sempre
cada vez que respira (não sei dizer o que há em ti que fecha e abre;
só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos
é mais profunda que todas as rosas)
ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.
música de Zeca Baleiro - cd Líricas
música de Zeca Baleiro - cd Líricas
Socorro!!
20/08/2007
Hoje é dia de escrever mais. Aliás, sempre é dia de escrever mais, já que a fala está embutida, agarrada na faringe, estremecida nas nossas relações do dia-a-dia. O ano já passou, agosto se foi, e mês que vem veio a galope. Tudo pra nós já é ontem e pouco sobra para amanhã. Quem pode dizer o que é hoje? Acredito que hoje é o cara, aquele que ninguém denomina, ninguém viu, ninguém vê. Mas ele tá aí, pertinho, encostando o cano na nossa cara e nos tirando o nosso melhor, o nosso AGORA. Quem consegue limpar os olhos e enxergá-lo depois da fumaça? Alguém aí consegue gritar socorro?
Será que existe um tempo em que alguém pode nos socorrer? Será que tem alguém que pode nos socorrer? Nem mesmo sabemos qual o socorro que queremos, de como ele pode ser, mas ele tem que vir. Socorro financeiro? Socorro afetivo, emocional? Socorro médico, pajelança, benzedeira de mal olhado...qualquer um que faça a dor passar. Até mesmo a dor ausente, aquela que se pressente que vai dar cria já já. Enquanto esperamos este bombeiro-paramédico-afetivo-monetário-psico-sexual-efervescente, escrevemos e mandamos centenas de emails de correntes, novenas, auto-ajuda, mantras, que no assunto disfarçamos a palavra que grita na garganta:SOCORRO!
Hoje é dia de escrever mais. Aliás, sempre é dia de escrever mais, já que a fala está embutida, agarrada na faringe, estremecida nas nossas relações do dia-a-dia. O ano já passou, agosto se foi, e mês que vem veio a galope. Tudo pra nós já é ontem e pouco sobra para amanhã. Quem pode dizer o que é hoje? Acredito que hoje é o cara, aquele que ninguém denomina, ninguém viu, ninguém vê. Mas ele tá aí, pertinho, encostando o cano na nossa cara e nos tirando o nosso melhor, o nosso AGORA. Quem consegue limpar os olhos e enxergá-lo depois da fumaça? Alguém aí consegue gritar socorro?
Será que existe um tempo em que alguém pode nos socorrer? Será que tem alguém que pode nos socorrer? Nem mesmo sabemos qual o socorro que queremos, de como ele pode ser, mas ele tem que vir. Socorro financeiro? Socorro afetivo, emocional? Socorro médico, pajelança, benzedeira de mal olhado...qualquer um que faça a dor passar. Até mesmo a dor ausente, aquela que se pressente que vai dar cria já já. Enquanto esperamos este bombeiro-paramédico-afetivo-monetário-psico-sexual-efervescente, escrevemos e mandamos centenas de emails de correntes, novenas, auto-ajuda, mantras, que no assunto disfarçamos a palavra que grita na garganta:SOCORRO!
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Ausência
Ausência
Para que ouvir o som da tua voz
se entre mim e você
há milhares de nós?
Para cada piscar de olhos
é preciso desembaraçar meu pensamento.
Estou fraca de mim
busco o meu nos outros.
Perdi o jeito de versos,
ganhei um jeito de blues.
Vou cair no bando da rua
e beber você em cada esquina de lua.
Copo, bebida, violão e carinho.
Triste balanço de ondas
que se atiram no meu caminho.
Desejo a Lagoa e Laranjeiras
caminho na beira-mar de teu peito.
Só os ruídos do Sol
sabem de teu sorriso.
A porta tá aberta.
Entra, toma um café.
De noite, eu te trarei as estrelas.
Para que ouvir o som da tua voz
se entre mim e você
há milhares de nós?
Para cada piscar de olhos
é preciso desembaraçar meu pensamento.
Estou fraca de mim
busco o meu nos outros.
Perdi o jeito de versos,
ganhei um jeito de blues.
Vou cair no bando da rua
e beber você em cada esquina de lua.
Copo, bebida, violão e carinho.
Triste balanço de ondas
que se atiram no meu caminho.
Desejo a Lagoa e Laranjeiras
caminho na beira-mar de teu peito.
Só os ruídos do Sol
sabem de teu sorriso.
A porta tá aberta.
Entra, toma um café.
De noite, eu te trarei as estrelas.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Olhos cheios d´água
Olhos cheios d´água
Regina Vilarinhos
Esse jeito da gente olhar para o outro e querer que se enxergue as palavras.
E eu queria um dia dizer para todos palavras tão simples,
que não precisassem ser apagadas e reescritas,
pois todas as partes que me conhecem,
todas as partes que me prendem,
em cada um dos meus amigos,
são feitas de simplicidade.
De qualquer lugar onde pudessem me ver e ouvir,
saberiam que elas me anunciavam.
Meu primeiro ai, saindo da dor que não explico,
sobre a vontade que tenho de cuidar de cada um de meus amores.
Todo os meus "até logo" precisavam ser "não se vá".
Nenhum deles nunca couberam dentro de minha mão,
mas sempre estiveram lá.
Nem sempre me deram razão, mas sempre me acharam razoável.
De tudo o que soubesse dizer, nada poderia sair por completo antes de minha boca completar a fala.
O prato que servi, a comida que fiz, não tem sabor de ver que guardo nos meus olhos.
Ver foto de Elvis, ouvir mpb, assistir um filme de amor,
pensar nas melhores amigas, dormir com a filha,
tomar chopp, sorvete,
sentir o vento no rosto, fazer o café,
viajar em boa companhia
e lembrar de não esquecer a chuva no telhado,
me fazendo crer que estou em Passa Quatro.
Se fosse só saudade seria fácil explicar,
mas nem de amor é bom falar,
porque fica perdida a metafísica do jeito
mais que de ser poeta, mas de querer ser perfeito.
Regina Vilarinhos
Esse jeito da gente olhar para o outro e querer que se enxergue as palavras.
E eu queria um dia dizer para todos palavras tão simples,
que não precisassem ser apagadas e reescritas,
pois todas as partes que me conhecem,
todas as partes que me prendem,
em cada um dos meus amigos,
são feitas de simplicidade.
De qualquer lugar onde pudessem me ver e ouvir,
saberiam que elas me anunciavam.
Meu primeiro ai, saindo da dor que não explico,
sobre a vontade que tenho de cuidar de cada um de meus amores.
Todo os meus "até logo" precisavam ser "não se vá".
Nenhum deles nunca couberam dentro de minha mão,
mas sempre estiveram lá.
Nem sempre me deram razão, mas sempre me acharam razoável.
De tudo o que soubesse dizer, nada poderia sair por completo antes de minha boca completar a fala.
O prato que servi, a comida que fiz, não tem sabor de ver que guardo nos meus olhos.
Ver foto de Elvis, ouvir mpb, assistir um filme de amor,
pensar nas melhores amigas, dormir com a filha,
tomar chopp, sorvete,
sentir o vento no rosto, fazer o café,
viajar em boa companhia
e lembrar de não esquecer a chuva no telhado,
me fazendo crer que estou em Passa Quatro.
Se fosse só saudade seria fácil explicar,
mas nem de amor é bom falar,
porque fica perdida a metafísica do jeito
mais que de ser poeta, mas de querer ser perfeito.
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"Tempo bom não volta mais saudade de outros tempo iguais." (Lilico) Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, ...
