quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Virada de ano?

Esperando o tempo passar, para passar a dor, repensar a perda, perder a tristeza, para ganhar uma nova rotina, para o tempo de novo passar. Quem consegue fazer poesia numa hora dessas, é porque é um poeta de mão cheia mesmo.

Num piscar de olhos, a gente descobre, mais uma vez, que festa nenhuma é importante. Virada de ano? Babaquice. O que vira é só o calendário. A falta de bom senso da grande maioria vai ser a mesma. De algumas, até piora. Grande coisa beber e sair por ái dizendo: Feliz Ano Novo.

No dia seguinte, você descobre que a realidade é a mesma de ontem. Pior, constata que continua o mesmo de ontem, um pouquinho mais amargo.

Quem me dera que o dia de Ano Novo trouxesse de volta não a realidade de ontem, mas a realidade de 10 dias atrás. É isso!

sábado, 26 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Felicidade é uma escolha individual

É preciso estar pronto para enxergar a felicidade. A gente fica pensando em coisas desimportantes, em fazer discursos cheios de palavras difíceis, em fazer poses especiais para a foto, em escrever a poesia mais linda de todas. E a nossa felicidade mesmo não encontramos. Quem me dera ter aquele emprego, aquela TV, ser noiva daquele um, estar na casa de campo, beber aquele vinho e transar com  aquela mulher maravilhosa.
Cai fora, sai dessa!
Eu sinto a cada dia as coisas de forma muito mais fácil e simples. E sei bem que é a Ludmila estando bem, o meu trabalho construindo o dia a dia das pessoas, meus pais bem de saúde e minha família estando unida. Aí sim, eu posso trabalhar pelo melhor para minha cidade, para meus amigos, pro mundo em que vivo. Não adianta fazer discursos pra salvar a água, a Amazônia, os ursos polares e a onça pintada, e não saber preservar o amor dentro de você.
Por isso, quem se prepara para a ceia e os presentes, saiba cozinhar em banho maria, todos os dias, a paciência, a tolerância, a fraternidade,a solidariedade, e o respeito. Vai ser fácil distribuir sorrisos e dar abraços!
Feliz Natal é entender que é preciso estar vivo e pronto para perdoar, todo dia.

regina vilarinhos

domingo, 20 de dezembro de 2009

A gente não queria piscar

A gente pisca e o avião atinnge a torre.
A gente pisca e nasce o bebê.
A gente pisca e estamos em 2010.
A gente pisca e vamos ser sede da Copa.
A gente pisca e a tempestade desaba.
A gente pisca e o email tão esperado chega.
A gente pisca e nos roubam um beijo.
A gente pisca e ganha na loteria.
A gente pisca e aquela foto horrível alguém colocou no orkut.
A gente pisca e o Cielo já bateu recorde.
A gente pisca e já de manhã.
A gente pisca e o raio parte o céu.
A gente pisca e o carro vem correndo.
A gente pisca e o pai já caiu.
A gente não queria piscar e nem que o carro viesse.
A gente queria voltar o tempo e segurar a mão do pai.
A gente queria não deixar o pai atravessar a rua, nem de mão dada.
A gente quer que o pai volte a piscar.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Qual a função da poesia?

“El País: Qual é a função da poesia diante da crueldade do mundo?

Wislawa Szymborska: O mundo é cruel, porém merece também outras qualificações mais compassivas. Se fosse somente cruel não haveria mais ninguém aqui há muito tempo. Existiriam aqui e acolá alguns escombros e cresceriam algumas plantas. Plantas anônimas, porque não haveria ninguém para lhes dar nome.

poeta polonesa, 86 anos.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Agora é sério!



Hérnia de disco, há oito anos. Eu tenho e você?

Gente, é sério. Isso atinge 90% da população brasileira. Hérnia, bico-de-papagaio, artrose, cervicalgia e outros nomes doidos e doídos.
Então, essa foto aí é show pra ilustrar como fazemos uso errado de nossa coluna. Depois de muita fisioterapia, RPG, corticóide, antiinflamatório, colar cervical e dores de cabeça, vou tentar um novo tratamento. Nada de cirurgia.
Vou fazer a nucleoplastia. Se a UNIMED deixar...
Dia 19 de dezembro, sem internação, sem sangue, só uma anestesia e uma agulha e fim da dor. Já li na internet sobre depoimentos de quem pratica esportes radicais depois disso.
Quem sabe não é minha chance de mudar de vida?
Depois disso, eu vou fazer muita ginástica, prometo.
E não é promessa de começo de ano novo, não.

Podem acreditar!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Escola Municipal Ceará






Depois de tanto tempo, vamos aos fatos: dia 02/12 fui na escola Ceará, convidada pela Elis Regina. Foi um dia sobre cultura de Volta Redonda, e eles fizeram exposições e tarefas com as crianças. E uma delas, era uma palavrinha minha com elas. De manhã e de tarde.
Foi muito legal. Deixo as fotos para vocês terem uma ideia. Mais de 100 crianças e eu lá falando pra elas sbre poesia.Muito gostoso!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE CULTURA - ecos

Está repercutindo a Conferência de Volta Redonda. Leiam o artigo do Carlos Henrique, o baiano, no site cultura e mercado.





abraços
regina

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Museu Nacional da Língua Portuguesa





Então, falar do Museu é ser redundante, tantas as descrições que vocês já devem ter visto por aí. Mas a experiência da projeção de imagens e leituras de poesias é indescritível. Só indo até lá e sentindo. Lindo é pouco, mas encantadora é tudo! Essas amostras são um resumo do que eu senti, tanto no poema do Pessoa, na voz de Bethânia, quanto ao texto de Lobtato, narrado por Carolina Oliveira. A definição simples e direta da vida!
Assim como deve realmente ser!

regina vilarinhos

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A dor do pai que quer solidariedade

Eu ia publicar um texto sobre minha ida à São Paulo, que foi tudo muito legal. Mas hoje cedo, eu recebi este email do Luiz Fernando Prôa, que mantém o site www.almadepoeta.com, onde publico poemas. O Prôa é um cara que conheço batalhador, afável, sempre pronto para divulgar e apoiar a cultura de nossa gente. E hoje enfrenta esse desafio, atravessa a barreira da hiprocrisia e nos lança seu grito. Vamos à ele:

Caros amigos, os antigos e os que chegaram agora,

Gostaria de agradecer o apoio de todos numa hora tão difícil como esta. Precisou acontecer um fato chocante, um abalo que não atingiu apenas as famílias envolvidas, para que a sociedade se mostrasse perplexa e comovida perante a tragédia diária que vivemos em todos os cantos do país. Não tive tempo para acompanhar nada do que saiu nos noticiários, mas, segundo ouço falar, há um clima de indignação generalizado. O acontecimento lamentável do sábado, dia 24 de outubro (quando meu filho viciado em crack matou a amiga que tentava ajudá-lo a largar as drogas), fez emergir questões difíceis do dia-a-dia, que todos nós enfrentamos e já não aguentamos. Vocês não me verão mais lamentando os eventos que passaram, isso agora fica na minha esfera pessoal. Só me interessa olhar para frente e fazer alguma coisa.

Dentro dessas questões, o crack é um deles. De uma cracolândia em São Paulo se multiplicaram centenas pelo país. Daqui a um ano serão milhares! A cola de sapateiro foi substituída pela pedra maldita, o consumo disseminado entre todas as classes e o combate intensificado contra o crime organizado transformou o Rio de Janeiro num teatro de guerra, perdida, e que será maquiado para as Olimpíadas de 2016. Mas essa guerra não é só aqui, está espalhada e em expansão por todas as capitais, periferias e áreas pobres principalmente, no interior e nas cidades de fronteira.

O poder público, apesar da boa vontade de alguns setores, se mostra incapaz de deter a marcha vertiginosa das coisas. Há dinheiro para o FMI, para submarino nuclear, para aviões militares sofisticados, para Angra 3 e até para o Haiti, mas o que vemos aqui é a estrutura complemente falida, seja na área da saúde, da segurança pública, na defesa do meio ambiente, apesar dos esforços valorosos do ministro Carlos Minc, e em outras áreas.

Não podemos continuar a ser esmagados e acuados pela falta de recursos, pelo poderio de grandes grupos econômicos, como o setor privado de saúde e a poderosa indústria da bebida, que sabemos ser uma droga pesada, apesar de lícita. Dois exemplos são emblemáticos. O primeiro é a aliciação através da propaganda de cervejas e similares sem nenhum controle, em nome da democracia – a deles, é claro – e do direito de informação. Chega a me doer ver atletas se prestando a isso, por dinheiro. A segunda é pessoal. Passando mal na sexta, final da tarde, fui até uma clínica em Laranjeiras, a mesma em que morreu a Cássia Eller, e que agora mudou de nome. Com a emergência aparentemente vazia, duas pessoas apenas na minha frente, esperei no mínimo uma hora e quarenta para ser atendido, ainda tendo que aturar a cara de nojo que a médica plantonista me lançou, quando com educação reclamei com a enfermeira sobre a demora. Mas meu caso não era de emergência, apenas uma dor profunda no coração, um possível enfartezinho qualquer. Saí de lá indignado e me dirigi a outra clínica, com um pique de pressão que poderia ter consequências graves. Por sorte fui atendido prontamente por lá. Isso em plena zona sul do Rio e com um cidadão comum que, naquela semana, havia se tornado assunto corriqueiro até no exterior.

Esta semana foi a pior que já tive na vida! Contudo, houve fatos positivos e que me surpreenderam. A imprensa, muitas vezes criticada, teve um papel importantíssimo neste debate que se desenrolou, cobrando das autoridades ação. A população a “cada esquina” debateu entre si a sua indignação. Os que têm alguma voz na mídia se pronunciaram. E até um pai ousou falar em humanidade.

Por isso me dirijo aos amigos e aos inconformados com este estado de coisas, para agradecer e alertar.

A imprensa e as pessoas comuns seguraram em minhas mãos nestes dias, mas nenhuma autoridade se dirigiu a mim nem me ofereceu qualquer apoio, não sei se por falta de jeito ou com o intuito de não querer ouvir alguém que grita em seu ouvido.

Não posso gritar sozinho. É muito fácil tirar de cena quem aponta o dedo para setores tão poderosos. Mas se formos milhões a gritar, a apontar o dedo, a coisa fica bem diferente.

Alguns gestos que tenho recebido – centenas de e-mails, scraps e depoimentos pelo orkut – têm me comovido: relatos de famílias desesperadas e até uma comunidade no referido orkut chamada Poemas à Flor da Pele, que criou um movimento em apoio a meu grito.

No domingo que vem, dia 8 de novembro, às 14 horas, mesmo que não apareça ninguém, irei caminhar na praia de Copacabana dizendo não à hipocrisia, à falta de ética, ao descaso e à propaganda de bebidas na tevê. O convite está feito, gostaria muito de ver por lá cidadãos decentes e entidades como o Viva Rio, o grupo Basta, membros do Crack Nem Pensar, Movimento pela Ética na Política, ecologistas e quem mais quiser aderir.

Não pretendo me promover nem me candidatar a nada. Estou muito feliz sendo escritor e promotor de cultura na Internet. Tenho certeza de que ninguém gostaria de estar na minha pele neste momento. Mas não vou me omitir. Saí do armário e espero que outros façam o mesmo.

Chega de hipocrisia! Precisamos de ação, paz e um pouco de HUMANIDADE!

Obrigado!Luiz Fernando Prôa

Peço que divulguem em suas listas este grito! E quem quiser promova manifestações deste tipo em sua cidade!