sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
checkin
No canto da boca,
batom e café borrados.
Nas folhas, a chuva e mais uma noite,
gotejam sobre o tempo.
Um sabiá.
Um gato.
O boleto embaixo do livro,
embaixo da xícara,
embaixo da cama,
embaixo de nós.
Ensaios, selfies,
Check-in da boa transa.
batom e café borrados.
Nas folhas, a chuva e mais uma noite,
gotejam sobre o tempo.
Um sabiá.
Um gato.
O boleto embaixo do livro,
embaixo da xícara,
embaixo da cama,
embaixo de nós.
Ensaios, selfies,
Check-in da boa transa.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
O ponto
Quero aprender a fazer panquecas. Sério. O caminho para chegar até elas, por dentro da mistura da farinha e dos ovos, é um mistério.
O tal do ponto da massa.
Na massa de bolinhos de chuva também tem ele.
E na bala de coco? Vixe, esse aí é o ponto mais misterioso da cozinha, tal como o creme brulê...
No crochê eu já desisti. Ou fica apertado ou fica frouxo.
O tal do ponto.
Fazer malhas com as mãos é trabalho de habilidade e muita paciência.
Tentei fazer um pano com ponto cruz, dizem ser facinho. É?!
O tal do ponto.
Ele está sempre ali a te dizer: "Está errado!"
Certa vez, fui dar aulas, trabalhar leitura com adolescentes. 9 turmas, quase 300 alunos. Ensinei demais, lemos demais, pesquisamos demais.
Passei do ponto.
Ainda aqui. Amadurecendo. Aprendendo. Rejuvenescendo. Sentindo.
De amor e afetos, chegando a algum ponto.
De errar e acertar, a que ponto cheguei?
O caminho nas letras é que
deu ponto. (parece!)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Vou deixar
Vou deixar
Os seus silêncios e seus gritos com você mesmo
deixar a rotina dos incêndios
o murmurar sem nexo
e o embaraço de suas trilhas
levarem os que não têm mais nada.
Abandonarei o dia e a noite que são como a vida nórdica ao seu lado.
Ou fogo ou inferno ou manto não estão mais em sua busca.
Como a mó batendo incansavelmente
serão os dias. Mas a água corrente não existe mais.
Uma tenda no deserto.
Uma poesia de cego e surdo de volta ao normal.
É volta no tempo.
Os seus silêncios e seus gritos com você mesmo
deixar a rotina dos incêndios
o murmurar sem nexo
e o embaraço de suas trilhas
levarem os que não têm mais nada.
Abandonarei o dia e a noite que são como a vida nórdica ao seu lado.
Ou fogo ou inferno ou manto não estão mais em sua busca.
Como a mó batendo incansavelmente
serão os dias. Mas a água corrente não existe mais.
Uma tenda no deserto.
Uma poesia de cego e surdo de volta ao normal.
É volta no tempo.
Houve um passado em que imaginei que alguém iria seguir comigo por onde
eu fosse, que alguém por mim, "ia deixar tudo para trás" e me fazer a
pessoa mais feliz do mundo.
A vida seguiu. Eu aprendi.
E quem foi capaz de fazer, de deixar para trás um tudo e seguir comigo, fui eu mesma. Nem sei se sou a pessoa mais feliz do mundo. Só sei que todos os dias eu estou mais feliz. E posso levar comigo não apenas uma, mas quantas pessoas quiserem vir. Vixe, é um tanto assim de pretensão minha, pode ser.
Quem arrisca sempre sou eu, e quem tem meu juízo sou eu.
É bom! Muito bom!
A vida seguiu. Eu aprendi.
E quem foi capaz de fazer, de deixar para trás um tudo e seguir comigo, fui eu mesma. Nem sei se sou a pessoa mais feliz do mundo. Só sei que todos os dias eu estou mais feliz. E posso levar comigo não apenas uma, mas quantas pessoas quiserem vir. Vixe, é um tanto assim de pretensão minha, pode ser.
Quem arrisca sempre sou eu, e quem tem meu juízo sou eu.
É bom! Muito bom!
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
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"Tempo bom não volta mais saudade de outros tempo iguais." (Lilico) Tinha em torno de 14 anos. Eles tinham quase 18. Eram lindos, ...

