sexta-feira, 13 de abril de 2012

Criação coletiva - Vamos escrever um conto juntos?



Eu proponho que escrevamos um conto juntos.  Este conto terá no máximo 5 laudas.
Vou começar o texto e deixarei que vocês, que me acompanham, participem.

As sugestões devem ser colocadas nos comentários, até o dia 20/04/2012. Vamos trabalhar assim:

1 - Cada seguidor pode dar uma sugestão por comentário. Os comentários serão revisados por ordem cronológica de entrada e pela sua qualidade textual.

( Mesmo não sendo uma escritora de reconhecimento "midiático" (vamos assim dizer), eu mesma estarei verificando essa qualidade. Portanto, se você não quiser, não é obrigado a participar. Se participar, tá concordando com isso OK?)

2 - O texto sugerido deve ser um parágrafo com, no máximo, 10 linhas.

3 - Será apreciado por mim, farei a revisão ortográfica e publicarei sempre um novo post, completando o conto.

4 - O texto deverá ser original (de sua autoria) acompanhar a coerência e coesão com a ideia inicial. Poderá também conter uma ideia inusitada, dentro de uma lógica textual.

5 - O post publicado será acompanhando do nome do autor e email, junto ao seu parágrafo correspondente.

6 - Ao final das 5 laudas concluídas, este conto, além de estar no blog e no meu facebook, será enviado para publicação em um jornal de grande circulação na cidade de Volta Redonda.

7 - A sua participação e a inclusão de seu texto cedem os direitos de uso do mesmo nas publicações que forem realizadas, quer sejam virtuais ou impressas, sem custos para o blog e sua autora.

8 - Caso não receba participações até o dia 20/04/2012, eu encerrarei a criação coletiva.

9 - O último parágrafo será escrito por mim mesma, para encerrar o conto.

10 - A preferência na participação será para os meus seguidores. Porém, serão aceitos textos de outros leitores. (Por que você não se registra?)

A narrativa começa aqui:



"Havia um silêncio incomodando muito no canto da sala naquela tarde. A cadeira em frente à janela, onde se avistava uma parte do jardim e a pequena calçada, emendada na rua, estava vazia.

Dora esqueceu o livro aberto, e o vento levantando suas folhas me chamou a atenção. Cadeira vazia, janela batendo. Corri para fechá-la com tanta vontade, como se protegesse alguém da friagem.

O relógio na parede, ao lado dos retratos, marcava mais de 3 horas, e seu tique-taque ecoava pelo ambiente. Meus papéis sobre a mesa também se espalharam com o vento e, enquanto tentava juntá-los, mais uma vez a lembrança de Dora me perturbou.

Quantas vezes pedi para que levasse o celular, um cartão de telefone, qualquer um dos dois, para que pudéssemos fazer contato quando saísse sozinha. Certo que não era uma criança. Mas criada no interior, sem vivência nenhuma de cidade, vivia se metendo em enrascadas. Esta última, porém, era mais que uma enrascada. Quase cinco horas fora de casa, tinha ido apenas tomar um sorvete no shopping. Não levou o celular. E não me ligava para dizer onde estava.

Voltei a escrever, a crônica estava adiantada e faltava só mais um ponto final. "

Começou! Valendo! Conto com a criatividade de vocês.

Regina Vilarinhos


A festa do ECFA foi assim

O dia 07 de abril, fizemos presença na Viagem ao Centro do Mangue 2. Foi essa lindura.


Giglio www.fossemosinfinitos.blogspot.com

 Regina

 Deia

 Regina


Um biricutico faz bem.

Deia Pereira www.saladapradeia.blogspot.com


www.ecfa.com.br

sábado, 31 de março de 2012

Tributo dia 7 de abril

O movimento manguebeat estimulava o diálogo entre as diversas expressões artísticas. Imaginem músicos compondo um show ao lado de atores e poetas, todos buscando inspiração na cultura popular, no nordeste, na luta dos povos do sertão, e claro, nas canções de Francisco de Assis França. Um espetáculo construído aqui, em Volta Redonda! 

Com vocês, dia 07 de abril: Viagem ao Centro do Mangue (2012)
 



quinta-feira, 29 de março de 2012

Viagem ao Centro do Mangue - 7 de abril

TRIBUTO A CHICO SCIENCE
Será dia 7 de abril próximo, a homenagem ao Mestre do Manguebeat. O Espaço Cultural Francisco de Assis - ECFA, nos convidou para participar do evento, junto com as bandas que vão participar. Serão intervenções poéticas nos intervalos dos blocos de música. Vai ficar bom! Vai ficar ótimo! Vamos lá levar nossa poesia.



quarta-feira, 21 de março de 2012

No caminho da poesia

Quando eu tinha 14 anos, eu conheci este livro:

Classificados Poéticos - Roseana Murray




E já tinha aulas de Português com este Mestre:
O professor Santini.

Ele provocava em seus alunos a leitura crítica, aguçada, e fazíamos jograis na escola, o Colégio Macedo Soares. Eram textos para decorar, interpretar e apresentar em noite de gala no auditório do colégio, diante de uma multidão. Pelo menos para mim era uma multidão.
Um dos poemas que apresentamos e que me marcou foi este aqui:


O Homem; As Viagens
O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
 E eu falei ele todinho uma certa vez.

Então, para mim, além de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius, Olavo Bilac, Cecília Meireles, esses dois aí de cima são co-responsáveis pela minha ida pelo caminho dos versos e da literatura. Roseana pela simplicidade com que usa as palavras; Santini, pelo empenho em me fazer uma pessoa melhor, através do uso da Língua Portuguesa e seus códigos. 
Isso me fez acreditar na poesia.

O ar que eu respiro

Eu quero fazer valer o ar que eu respiro.
Por isso vou ser sempre essa
que solta o ar dos pulmões, da garganta,
que sangra o próprio coração,
que não engole o choro,
que corre à frente de qualquer dano,
que acorda de ressaca da própria alegria,
que não finge o aperto do calo
e nem o amor pelo verso.

Regina Vilarinhos



sexta-feira, 2 de março de 2012

GRITO ROCK! PROGREME-SE!



É O QUE VAI ACONTECER DIA 3/3/2012 - http://ecfa.com.br/?p=2789


Intervenção - Roda Cultural de Rima -13:30
Alquimist - 14:20
Sophia 7 - 15:20
Thiago Elniño - 16:35
Intervenção - Estudo de Percussão - 17:30
Canastra - 17:40
Intervenção - SARAU POESIA EM VOLTA - 18:45
Quarto do L - 19:00
Inabitual - 20:05
Amplexos - 21:10 50
Intervenção - Coletivo Sala Preta - 22:00
Mc Marechal - 22:30



Estaremos lá!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Desejar sempre é bom!


Foto: Exposição "Pássaros" de Verônica Ferreira

Que em todos os dias de sua vida, Deus te mostre o desabrochar de muitas flores, o canto de muitos pássaros e a renovação de muitas vidas dentro de você!
Desperte com a primeira impressão de vida que te cercar, encha de luz o teu quarto e sala do coração, cante junto com o galo que vês da janela de tua existência.
Faça um incêndio para dissipar as nuvens que quiserem se juntar n´alma. Junte a saudade que sentes dos dias passados, dos anos não possuídos, e abrigue-a dentro de vidros coloridos, para usá-la em momentos reservados.
Possua a poesia do sol, do vento, da chuva, do frio, do sorriso, da lágrima, do forte e do fraco. Ela se torna tua propriedade particular para que distribuas de acordo com a música de teu coração.
Para o mal que teima em arranhar teus sonhos e verdades, use tua voz em alto e bom som e grite: Nunca mais!
Lembre-se que és uma gota no oceano infinito, e que nele navegam seus amigos e amigas de batalha.

Regina Vilarinhos