segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sem medo de ser feliz!




Este texto eu recebi hoje por e-mail, não sei o autor e se alguem souber me fale. O resto mais embaixo é meu mesmo.


"A derrota aconteceu, e nos deu a sensação de que tudo foi em vão. Realmente, parece que tudo está perdido, que acabou. Agora, eu pergunto: quantas vezes já não pensamos assim?!

Nas décadas de 70 e 80, vivemos decepções, perdemos nossa sede (hoje recuperada), chegamos até a ficar 21 anos sem título, vimos a menina Sônia chorar. E a torcida? Tinha uma faixa "Campeão ou não, és minha paixão". E em 1993? Depois de perder uma decisão, ficamos sem time, sem jogadores. E fomos nos recuperando, até conquistar, para surpresa geral, a Conmebol! Com o Maracanã entupido de gente, os portões tiveram de ser abertos! E em 2002? Nenzão, Cléberson, Odvan, Galeano, Rubens Junior, Esquerdinha, Lucio Bala e Ademilson, entre outros, escreveram a grotesca página do rebaixamento. E a torcida? Decepcionou-se, mas no ano seguinte lotou Caio Martins sempre e ajudou a trazer o time de volta à elite, sem precisar de virada de mesa! E em 2004? Quantos não decretaram um novo rebaixamento após perdermos para o Corinthians, em casa? Lembram-se da torcida quebrando tudo e xingando o Bebeto, enquanto ele apenas ouvia e nada falava? E o time se superou e não caiu!

O quero dizer com isso? Simples. Basta ouvirmos "E ninguém cala esse nosso amor, e é por isso que eu canto assim, é por ti, Fogo" ou "Momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar, e esse fogo no meu peito, que nunca vai se apagar" que compreendemos. Nada vem fácil para o Botafogo, acho que todos já estamos acostumados com isso (tem coisas que só acontecem...) . E, apesar disso, a torcida sempre está lá, fazendo seu show! Não sei se felizmente ou infelizmente, mas ser botafoguense é assim, é ter os sentimentos multiplicados por mil, é ter uma aptidão pelo sofrimento, pelo pessimismo. É ser supersticioso, é ser diferente, único! Não adianta querer ser igual aos molambos, que promovem barraco sempre, ou aos tricoletes, que não vão aos jogos e pouco incentivam seu time. Sempre apoiamos nos momentos ruins e é o que devemos fazer agora! Não pelos Cavaleiros do Fracasso, que perderam uma grande chance na vida deles, e sim pelo Fogão! Pelo clube que amamos, que vivemos, com o qual nos identificamos e que levamos para todos os cantos, pois não há botafoguense que consiga ficar indiferente ao clube, ao contrário dos torcedores dos outros."



Sem percerber, eu me vejo discutindo o dia seguinte da decisão com um monte de Flamenguistas no meu trabalho. É, eu mudei mesmo. Se me falassem isso há alguns anos atrás eu não acreditaria. Mas desde que me entendo Botafoguense, isso começou a tomar conta de minhas segundas-feiras. Falar de juiz, de técnico, de jogador não fazia parte de minha adolescência e ´começo da fase "adulta". Acho que voltei no tempo e o Botafogo deve ser culpado disso. Sinto uma inveja danada de quem pode acompanhar os grandes jogos com o Garrincha. E sinto saudade de rever os jogos com o Túlio.

Mas enfim,estamos aí. Só quero deixar aqui a lembrança de grandes botafoguenses que fizeram muita gente aprender a gostar de poesia e leitura: (deve ser por isso que o Botafogo e eu nos aproximamos)Vinícus de Moraes, Fernando Sabino, Candido Mendes, Murilo Mendes e mais outros tantos. Uma boa imagem fala mais que tudo! Essa estrela é um grande charme!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Tentativa do soneto de amor

Quem inventou esta coisa de ansiedade?!
Quem disse que é preciso sentir saudade?
Nunca imaginei que meu medo iria virar realidade.

O vendaval na alma sumiu.
Virou sonho e magia garantida desde que
dele, o sorriso fechou a ferida.

Nas noites de poesia, no ponteiro do meu coração,
a lua mandou minha mensagem.
A hora é sempre certa, madrugada fria ou não,
ele chega em sua carruagem.

Cavaleiro, príncipe e menino,
que tinge minha pele com mel,
que espreita meu prazer como um felino
e joga minha vida num carrossel.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Overmundo

Tá lá na capa do Overmundo: http://www.overmundo.com.br/home/ o poema "História de amor de Copacabana à Santa Tereza".

Não é necessário explicar nada, é só entrar e verificar como funciona o site. Ninguém paga nada, todos colaboram e todos saem ganhando. O poder de escolha é dos colaboradores de todo o país.



"Sobre o Overmundo

O Overmundo é um site colaborativo. Um coletivo virtual. Seu objetivo é servir de canal de expressão para a produção cultural do Brasil e de comunidades de brasileiros espalhadas pelo mundo afora tornar-se visível em toda sua diversidade. Para funcionar, ele precisa da comunidade de usuários sempre gerando conteúdos, votando, disponibilizando músicas, filmes, textos, comentando tudo e trocando informações de modo permanente.

Com este horizonte fundamental, o Overmundo foi concebido e é realizado pelo Núcleo de Idéias Movimento, baseado no Rio de Janeiro, contando para tanto com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Cultural e dos mecanismos de incentivo fiscal do Programa Nacional de Apoio à Cultura / Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura. A partir de então, seu desenvolvimento contou e conta também com a participação de colaboradores espalhados por todos os estados brasileiros formando uma rede de animação e informação cultural em constante expansão pela própria emergência de novos integrantes ativos da comunidade de usuários do Overmundo.

Na raiz do envolvimento de todos esses atores com o projeto - e da vitalidade dessa rede - está a motivação comum de atacar de frente um grave problema do atual cenário cultural brasileiro: a produção é cada vez maior, mas só uma mínima parcela do que é produzido consegue ser divulgada ou distribuída para o público. Aproveitando todas as possibilidades colaborativas da internet, o Overmundo propõe uma nova forma de gerar conhecimento sobre as múltiplas vertentes de nossa arte contemporânea, na qual não é mais possível estabelecer fronteiras claras entre produtores, divulgadores e consumidores de cultura.

Não por acaso o Overmundo adota como política geral de publicação uma licença Creative Commons (veja o link "Alguns Direitos Reservados" no final da página para entender melhor como ela funciona). Ao disponibilizar qualquer conteúdo no site, você está automaticamente licenciando seu conteúdo sob essa licença Creative Commons. Assim, toda a sociedade se beneficia do fato de que pode livremente compartilhar o que está no site, desde que seja para fins não-comerciais. Conseqüentemente, por exemplo, rádios comunitárias, escolas, pontos de cultura e quaisquer outras iniciativas não-comerciais estarão previamente autorizadas a utilizar os conteúdos do Overmundo.

Nenhuma equipe de jornalistas, não importa seu tamanho ou competência, consegue cobrir ou filtrar a quantidade cada vez maior de coisas importantes que acontecem pelo país. Por outro lado, vitoriosos projetos online, como a multiplicação dos blogs e da Wikipedia, sugerem um outro caminho para lidar com esse enorme acúmulo de informação cultural, com cada vez maior descentralização. Seguindo esses exemplos, lançamos o desafio: todo(a) cidadã(o) brasileiro pode aqui contribuir para promover todos os aspectos da nossa produção cultural que lhe interessem. O Overmundo, por uma questão de princípios, não funcionará sem a colaboração de muita gente. Quanto mais, melhor.

O Overmundo precisa portanto de comunidades virtuais e reais de todo o país para espalhar a boa nova e encontrar mais gente disposta a colaborar. Sua banda preferida ou seu vídeo preferido, produzidos na sua cidade, não têm espaço na grande mídia? Agora não precisa mais reclamar: você pode escrever sobre eles no Overmundo e diponibilizar suas criações no site para todo mundo ver e ouvir. Qualquer pessoa é um overmano ou overmina em potencial dentro do Overmundo. É só querer: o canal está aberto.

No Overmundo você também encontra um guia das cidades do Brasil, aberto para todo mundo colaborar. Lá dá para falar, por exemplo, de todas as festas brasileiras, do baile funk de Pelotas ao marabaixo de Macapá. A idéia é permitir que todas as turmas possam divulgar que acham importante ser conhecido por mais gente, aquilo que ninguém a não ser quem é muito "local" sabe que existe.

Nada disso é trabalho para uma pessoa, ou mesmo para um grupo pequeno de autores - ninguém consegue saber tanta coisa, ninguém consegue estar em tantos lugares ao mesmo tempo. Essas tarefas só se tornam viáveis a partir de mutirões virtuais. E o Overmundo está aqui para juntar todo mundo para fazer aquilo que é bom para todo mundo. Simples assim."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Quando escolho ter asas

Quando escolho ter asas, é para poder viajar mais alto e longe,
e sentir que posso ter o vento como companhia.
O mar visto de cima me emociona...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Hoje é meu dia!

Então lá vai um bate bola:

Música: Hoje, pode ser uma do U2, "Sometimes you can´t make on your own", muito oportuna!

Texto preferido: Muito bom ler Rubem Alves, e o poeta Edson Marques, além do caríssimo Tavinho Paes e Ricardo Ruiz. A Clarice continua imbativel.

Comendo: Strogonoff de frango, e petit gateau, que eu fiz!

Vinho: Oiro da Beira, mas hoje não bebo.

Livro: "O ensaio sobre a cegueira", José Saramago, e "Dom Casmurro", Machado

Férias: Por enquanto, em VR mesmo, mas depois do break de grana, Vitória!

Filme: "O amor nos tempos do cólera", que não é grande mas é lindo.

Luar: O de Penedo, e São Thomé das Letras.

Sol: O que brilha lá no Leblon e é igual ao de Angra.

Estrela: da manhã, desde pequenininha.

Amigas: a gente encontra

Amigos: pra se guardar

Casa: cheia de flores, incensos, tapetes, almofadas e árvores. uns colchões e uma Tv pra assitir meus filmes, e na geladeira chocolate, vinho e cerveja.

rua: a que eu moro hoje é uma delícia, e a Machado de Assis em VR também.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Praticando amor

De vez em quando, eu percebo que não estou praticando amor. Caramba! Assumi, sou imperfeita! E agora? Tem tanta gente aí com muito amor para dar, com tanta cena de amor a fazer, com tantas juras de amor a fazer. E eu, aqui, reconhecendo que não ando praticando amor. "Bela poetisa, essa!", dirão alguns. "Acabou-se a farsa", gritarão outros.
Que me importa! Teve gente que já jurou muito pra mim, e eu nem cobrei promessa. Refiz tantas vezes o mesmo caminho para me assegurar se ouvira errado.
O que eu falo e repito e já escrevi sobre isso aqui, não me prometa o que não tens para dar, ou o que nem queres dar. E eu também serei assim contigo. Eu mesma, Regina, rindo e chorando, brigando e cedendo, mas mantendo-me fiel ao que acredito há muito tempo: não sou uma marionete. O bom é que a vida é um ciclo, e todos temos muito que aprender ainda.
Mas, reconheço, preciso praticar mais amor, mais eu mesma, porque quem me conhece sabe o tanto que tenho pra oferecer.

PS: Para aqueles que ainda acreditam em si próprios, sem medo de reconhecer que erra, e que pode tentar de novo.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Moto Contínuo

Enquanto o dia adormece
todos os dias...
Cada vez que o sol abre teus olhos
todos os dias...
fica essa vontade de voar
pousar no meio do circo
e fazê-lo pegar fogo.
Cada palavra presa entre os lábios
todos os dias...
A distância que nos afasta
todos os dias...
leva para além os meus sonhos,
onde toca a música dos meus desejos.

O olhar que não brilhou
todos os dias...
Tantos abraços que foram perdidos
todos os dias...
Deixaram um vazio de ti
somaram a saudade em mim.


este poema eu escrevi por volta de 1982/83 e publicado no livro "Poemas acesos para noites apagadas", em 2001

domingo, 16 de dezembro de 2007

Inda hoje

Só quando olhamos no espelho descobrimos que ainda somos os mesmos. Só quando a garganta solta o grito é que descobrimos os ouvidos que precisavam ouví-lo. O Edson escutou lá no Mude e entendeu o que eu queria dizer. Inda bem que inda existe vida inteligente entre versos e poemas. Beijo amigo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Desabafo

Eu não vou me transformar naquilo que a sua vontade quer.
Nem vou negar quem fui, como fui, só para aliviar deixar sua cabeça mais "leve".
Sou Regina, a mesma que um dia amou intensamente suas palavras, mas que sentiu a desilusão de seus atos. Sou Regina, a que sempre deu amizade, do jeito que sei dar, e não pedi mais do que queria. Eu digo de cara, para meus amigos e amores: não me dê promessas, me dê o que és; não me acostume com o que não é seu de verdade.
Um dia, as máscaras caem.
E eu não gosto de olhar para trás.

obs: eu não vou fingir uma poesia. estou necessitando do grito. me perdoem os ouvidos sensíveis, mas a vida nos pede liberdade.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Quintana - o sábio!

Espelho Mágico

DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

DO ESTILO
Fere de leve a frase... E esquece.. Nada
Convém que se repita...
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.

DO CUIDADO DA FORMA
Teu verso, barro vil,
No teu casto retiro, amolga, enrija, pule...
Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,
Arredondado e liso como um bule!